Mergulhadores da Marinha reforçam buscas por crianças desaparecidas no MA

Michael (4) e Isabelle (6) despareceram no domingo (4). Buscas entraram no sétimo dia (reprodução)

Mergulhadores usam sonar no rio Mearim; militares do 24º Batalhão de Infantaria de Selva atuam desde o dia 10 em áreas de mata em Bacabal

Bacabal (MA) – As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos há 14 dias em Bacabal, no interior do Maranhão, foram reforçadas com o envio de mergulhadores da Marinha do Brasil. A equipe, composta por 11 militares, atua com o uso de side scan sonar, equipamento capaz de identificar objetos submersos em águas turvas, além de lancha voadeira e motoaquática, ampliando as operações no lago da região e no rio Mearim.

Paralelamente, o Exército Brasileiro mantém desde sábado (10) um efetivo do 24º Batalhão de Infantaria de Selva (24º BIS), com sede em São Luís, atuando de forma contínua nas buscas terrestres. Os militares especializados em operações em ambiente de selva reforçam a varredura em áreas de mata fechada, trilhas e regiões de difícil acesso, integrando a força-tarefa que reúne bombeiros, policiais e voluntários.

Buscas envolvem cerca de 500 pessoas
Os irmãos Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desapareceram no início de janeiro na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior do Maranhão. Eles estavam acompanhados do primo Anderson Kauã, de 8 anos, que foi encontrado com vida no dia 7 de janeiro e relatou ter deixado os primos em uma casa abandonada enquanto buscava ajuda.

Desde então, uma grande força-tarefa foi mobilizada para localizar as crianças. As buscas envolvem cerca de 500 pessoas, entre Corpo de Bombeiros, Polícias Civil e Militar, Exército Brasileiro, ICMBio, Guarda Municipal e voluntários, com atuação em áreas de mata fechada, trilhas, lagoas e no rio Mearim. O Exército mantém militares do 24º Batalhão de Infantaria de Selva atuando no terreno, enquanto a Marinha reforçou a operação com mergulhadores e uso de sonar para varredura subaquática.

Cães farejadores indicaram a passagem das crianças por uma casa abandonada às margens do rio Mearim, conhecida como “casa caída”, o que levou à ampliação das buscas na região. Paralelamente, a Polícia Civil segue investigando o caso, e o Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA) acompanha a ocorrência com equipe multidisciplinar, prestando apoio psicológico e social aos familiares.

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