PGJM deve recomendar ao STM a perda de patente de condenados de Bolsonaro e generais por tentativa de golpe, diz revista

Tribunal de honra

 

Parecer da Procuradoria Geral deve balizar o julgamento de honra a cargo do Superior Tribunal Militar

 

O procurador-geral de Justiça Militar, Clauro Roberto de Bortolli, deve se manifestar pela perda de patente e de posto dos militares condenados pela tentativa de golpe de Estado julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi divulgada pela revista Carta Capital.

Bortolli tem a atribuição de encaminhar uma representação ao Superior Tribunal Militar (STM), responsável por julgar se os condenados são ou não considerados indignos do oficialato. A expectativa é que o documento seja protocolado na Corte Militar em fevereiro.

Na prática, o procurador-geral elabora um relatório detalhado sobre cada caso e, ao final, apresenta um parecer aos ministros do STM quanto à eventual perda de posto e patente. Auxiliares da Procuradoria-Geral de Justiça Militar relataram que Bortolli vem preparando essas representações com entendimento favorável à exclusão dos militares das Forças Armadas, desde que preenchidos os requisitos legais.

O que significa a perda de posto e patente
A perda de patente e de posto é uma sanção de natureza administrativo-constitucional, prevista no artigo 142, §3º, inciso VI, da Constituição Federal, e regulamentada pelo Código Penal Militar e pela legislação castrense. Ela pode ser aplicada a oficiais das Forças Armadas considerados indignos do oficialato ou incompatíveis com o exercício da função militar, mesmo após o trânsito em julgado da condenação criminal.

Diferentemente da pena de prisão, a perda da patente não é automática. A Constituição determina que a medida seja decidida por tribunal competente — no caso, o STF, quando se tratar de condenações impostas pela própria Corte. Já para praças, a exclusão pode ocorrer por decisão administrativa, após o devido processo legal.

A manifestação do Ministério Público Militar é considerada peça central nesse tipo de procedimento, pois orienta o tribunal quanto à compatibilidade da conduta praticada com os valores fundamentais das Forças Armadas, como a hierarquia, a disciplina e a lealdade à ordem constitucional.

Caso seja decretada, a perda de patente implica o desligamento definitivo das Forças Armadas, com a consequente perda de prerrogativas do posto, do uso de uniforme, do título militar e de benefícios associados à carreira.

Quem será julgado pelo STM:

  • Capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro, ex-presidente;
  • General de Exército Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil;
  • General de Exército Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • General de Exército Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e
  • Almirante de esquadra Almir Garnier, ex-comandante da Marinha.

 

Respostas de 7

  1. Não têm que só perder a patente, têm que perder a pensão também, esse negócio de morto “ficto” é uma tremenda de uma palhaçada, a viúva que se lasque vai trabalhar, nem que seja no job.

  2. Esse julgamento a ser feito pelo STM será a prova dos nove da justiça militar.

    Os generais foram condenados pelo STF por “tentarem abolir o estado democrático de direito”. Um crime gravíssimo.

    Se o STM julgar com o corporativismo e livrar os generais do posto e patente, a justiça militar estará afirmando que o crime não foi tão gravíssimo assim.

    Aí veremos como ficarão a posição da Suprema Corte e a da justiça especializada.

    O STM vai ignorar o julgamento do STF e considerar que os generais não cometeram um crime grave e que são oficiais honrados, com uma ficha extensa de dedicação à pátria e que merecem permanecer com posto e patente?

    O STF respeitará o entendimento contrário ao seu julgamento do STM?

    Já estão fazendo algum acordão nos bastidores para relevar a condenação no STF e conservar os generais, determinando a perda de posto e patente dos demais oficiais?

    Enfim, as cenas dos próximos capítulos prometem nos mostrar a que veio a justiça militar e se nela há mesmo uma “justiça”, imparcial e técnico-jurídica.

  3. Tem um ex-sub que perdeu o seu posto apenas por ter participado do evento do dia 08/01. Quero ver se esse monte de Oficiais presos vão perder suas patentes.
    Uma coisa é visível: esse Jair Messias não deu certo como Capitão, não deu certo como Deputado, não certo como Presidente e agora não está dando certo como PRESIDIÁRIO. eLE, mICHEQUE E SEUS FILHOS ESTÃO PROCURANDO TUMULTUAR O AMBIENTE NA POLICIA FEDERAL.

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