Análise aponta fragilidade histórica do Brasil em defesa diante da capacidade militar demonstrada pelos Estados Unidos.
Felipe Alves da Silva
Análise exibida em rede nacional aponta consenso histórico de descuido com segurança, incapacidade de projeção de poder e fragilidade do Brasil diante de operações militares rápidas e coordenadas
A recente captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos reacendeu um debate sensível e antigo no Brasil: a histórica falta de prioridade dada à defesa nacional. A operação, conduzida com rapidez, precisão e forte demonstração de poder militar, contrastou de forma contundente com a realidade brasileira, expondo limitações estruturais, estratégicas e políticas do país no campo da segurança e da projeção de força.
Segundo analistas ouvidos pela CNN, o julgamento de Maduro dificilmente ocorreria em cortes internacionais, sendo mais provável que se concentre nos Estados Unidos, especificamente em Nova York, com foco em acusações relacionadas ao narcotráfico. Conforme foi divulgado, o líder venezuelano já havia sido indiciado em diversas ocasiões pela Justiça americana, sendo o mais recente indiciamento anunciado durante a madrugada, ainda com termos não totalmente detalhados.
Operação dos EUA reforça capacidade militar e relembra precedente histórico
Nesse contexto, a ação americana remete a um precedente histórico marcante: a captura do ditador panamenho Manuel Noriega, que acabou sendo levado aos Estados Unidos, onde morreu enquanto cumpria pena em uma prisão federal. Assim como naquela ocasião, a operação atual demonstrou não apenas capacidade militar, mas também domínio de inteligência, logística e coordenação em ambientes considerados relativamente controlados do ponto de vista geográfico e operacional.
Se os EUA quisessem invadir o Brasil, teríamos como nos proteger? Debate ganha força após nova crise envolvendo Venezuela, Trump e Maduro
A rapidez com que Maduro foi capturado, inclusive, alimentou especulações no ambiente digital. Segundo os analistas, a velocidade da operação espalhou pela internet a percepção de que houve colaboração interna, ainda que não haja confirmação oficial. De todo modo, o episódio evidenciou a habilidade dos Estados Unidos de agir de forma decisiva em regiões estratégicas do Caribe e do norte da América do Sul.
A informação foi divulgada pela CNN Brasil, durante análise transmitida no programa AGORA CNN, que destacou como os Estados Unidos seguem capazes de conduzir operações militares complexas fora de seu território, com impacto político imediato e repercussão global.
Fragilidade brasileira reflete um consenso social de décadas
Enquanto isso, o Brasil observa esse tipo de movimentação a partir de uma posição de fragilidade. Segundo especialistas em defesa, o país nunca construiu, de fato, uma cultura estratégica sólida voltada à segurança nacional. Pelo contrário, consolidou-se ao longo de décadas um consenso social segundo o qual o Brasil não precisaria se preocupar com defesa, por não possuir inimigos diretos ou disputas territoriais relevantes.
Essa visão, de acordo com a análise, baseou-se na crença de que o Brasil estaria protegido por fatores como sua produção de alimentos, sua dimensão continental e sua tradição diplomática. No entanto, esse entendimento deixou lacunas profundas. O país investiu pouco em capacidade de projeção de poder, interoperabilidade militar e prontidão estratégica, especialmente em seu entorno regional imediato.
E isso se torna ainda mais sensível quando se observa que o Brasil possui fronteiras com quase todos os países da América do Sul, com exceção de Chile e Equador. Apesar dessa extensa malha fronteiriça, a capacidade brasileira de realizar ações coordenadas, rápidas e eficazes em seu entorno é considerada extremamente limitada pelos analistas.
Entorno estratégico muda enquanto o Brasil permanece vulnerável
Além disso, especialistas destacam que o ambiente regional mudou de forma significativa. O Brasil, que durante mais de um século exerceu influência política, diplomática e até militar em seu entorno imediato, hoje demonstra dificuldade em responder a crises, instabilidades ou ações externas próximas de suas fronteiras.
Segundo a análise exibida pela CNN, caso uma crise mais grave ocorra em países vizinhos, o Brasil teria pouca margem de manobra para reagir de maneira autônoma e coordenada. A expressão utilizada por um dos comentaristas foi direta: se a situação “foi”, já era — uma síntese dura da percepção de vulnerabilidade.
Dessa forma, a captura de Maduro não apenas reposiciona o debate sobre a Venezuela e os Estados Unidos, mas também funciona como um espelho desconfortável para o Brasil. Ela escancara décadas de descaso com defesa, segurança e planejamento estratégico, justamente em um momento em que o cenário internacional se torna mais instável e imprevisível.
CPG – Edição: Montedo.com
Respostas de 21
O Brasil se tornou essa “impotência militar” graças aos próprios militares que nas últimas décadas se preocuparam com inimigos inexistentes (fantasma do comunismo), com supostos valores morais (são fiscais de cool alheio) e religiosos (cultos e missas obrigatórios).
Além disso, a maioria dos militares é formada por pessoas que viram a profissão como um bico, que garante uma renda razoável.
A preocupação da maioria é o futebol no meio expediente da sexta-feira e se vai ser transferido para um GAC na praia.
Interessante seu raciocínio. Ele demonstra claramente uma contradição.
Ora, ao criticar a defesa de “supostos valores morais” e ao final afirmar que “a preocupação da maioria é o futebol” e “se vai ser transferido”, sem perceber você comprova as consequências negativas da falta de “valores morais” numa sociedade.
O “caos” atual na sociedade é reflexo direto da falta de “valores morais”.
Mas não se preocupe, você não está sozinho.
Essa contradição nas afirmativas é resultado do desconhecimento do significado das palavras que se usa. Um trabalho criterioso feito ao longo de décadas por professores “progressistas” e “paulo-freireanos”.
A que valores morais se refere? Os seus? Aos cristãos? Pq se for a eles nao sao valores e sim uma ditadura religiosa. Que jamais fez bem a ninguem no mundo.
As tais “forças de operações especias” dos eua só agem com “sucesso” após o despejo de milhões de dolares na compra dos adversários. Mas os caras sabem recuperar essa grana toda. seu braço midiatico, Hollywood Fará filmes exaltando a habilidade, tecnologia e bravura dos “dedensores” da democracia e liberdade. Arrecadarão milhões de dólares e pagarão o “”din-din” da propina. Negócios!
Evidente que houve apoio interno!
A deserção de militares que passaram a fugir para o Brasil evidencia o descuido de Maduro para com a sua Tropa. Enquanto os altos contornos da Venezuela recebem pomposos soldos e benefícios, a tropa foi massacrada e teve seus vencimentos reduzidos e Jogados Na Miséria. Não vimos sistemas anti aéreos e aviões de caça responderem de forma mínima ao ataque.
Parece que algumas pessoas não quiserem fazer o seu papel e deixaram simplesmente acontecer!
Tropa mal paga e desmotivada age assim!
Estamos bem perto do nivel deles. Infelizmente.
Você está lendo muito jornal enviesado ou vendo filmes conspiracionistas demais. Esqueça essa conversa de comunismo. Os militares do alto comando estão tentando sobreviver e manter a prontidão da força com a verba que o governo destina. Não existe fórmula mágica: nada se faz sem dinheiro, e tudo que as Forças realizam gera custos enormes.
Você diz que a maioria vê a profissão como um “bico”, mas é justamente o contrário: é uma profissão. Se ela não supre toda a demanda necessária para o sustento da família, aí sim muitos recorrem a bicos. É vergonhoso ver a queda do poder de compra dos militares, e isso não se aplica apenas à tropa, mas também aos oficiais-generais. Somos a parcela do governo com o menor salário dentro do Executivo e, ao mesmo tempo, com as maiores responsabilidades.
Qual funcionário do Legislativo estuda e se dedica tanto tempo ao serviço quanto os oficiais-generais? É claro que nada justifica os erros cometidos por alguns, mas dentro do escopo das funções, cada um alcança aquilo pelo qual lutou. O duro é ver funções muito menos exigentes recebendo quase o triplo.
Talvez, com a situação da Venezuela, haja alguma mudança de entendimento, mas ainda levará tempo.
Vc é um doutrinado, alguém que sempre viveu dentro da bolha castrense. falar que generais estudam? Uma formação limitada e medíocre e vem vc dizer que generais estudam. Realmente esses altos estudos foram comprovados na íntegra pela sociedade brasileira por ocasião do desastroso governo Bolsonaro. Ganham muito pela produção negativa retornada a sociedade brasileira. Generais são tão parasitas qto os políticos desse país.
kkkkk Me chamar de “doutrinado”, foi a forma que você encontrou pra tentar desqualificar o que eu falo sem vc discutir o conteúdo? Faltaram argumentos basais ou foram vozes da sua cabeça? Isso é puro achismo da sua parte. Acho que você sequer sabe o que é doutrinação.
Um oficial-general passa por décadas de cursos, estágios e provas internas, não é alguém que simplesmente caiu de paraquedas no posto. Você pode até discordar das escolhas políticas de alguns, mas não dá pra reduzir toda a formação militar a um rótulo de “medíocre”.
Chamar generais de “parasitas” soa a recalque. O salário deles é definido pelo Estado, e mesmo assim é menor que de várias carreiras do Executivo e Legislativo que não exigem metade da dedicação.
Medíocre não é, mas como o Deputado Salles disse: podemos comparar um General a um gerente de supermercado. Não desmerecendo o gerente de supermercado. Mas concordo com o amigo. Formação? Cursos? Medalhas? Coisas que eles mesmos criam, eles mesmo se valorizam. Isso é ridículo.
Hoje, em termos salariais, pode ser comparado a qualquer profissão que exija menos estudo e dedicação. Atualmente, é uma carreira desvalorizada, mas todos os oficiais-generais ainda na ativa possuem mais de 40 anos de serviço. No auge, até o final dos anos 1990, era sim a profissão dos sonhos de todo garoto. Além disso, tratava-se de um concurso da elite, extremamente concorrido e muito procurado, símbolo de prestígio e realização profissional
Profissão valorizada? Uma profissão de casta. Conheço general que têm três filhos oficiais, todos incompetentes que só são oficiais por influência notória do pai. AMÃE se tornou um refúgio de filho de oficiais vagabundos que não se dedicaram aos estudos e o pai coloca o filho alterado para seguir sua carreira. O resultado é o que vemos nos dias atuais. Oficiais mimados, mal preparados, problemáticos, do padrão rasteiro de um Pazuello ou um Braga Netto. O EB virou um reformatório para filho de pais negligentes. O resultado é o que estamos vendo todos os dias na mídia. Oficiais sujando o nome da instituição. Virou regra, são crimes de roubo, fraude em Licitações, feminicidio, violência doméstica, uso de drogas e alcoolismo. Crimes cometidos diariamente por esses meninos mimados pela instituição. Aí vem a praça velha dizer que esses senhores permanecem mais de 40 anos na instituição, até eu ficaria. Não fazem literalmente nada, vivem cercados de puxa sacos subservientes que fazem literalmente tudo por “vossas excelências”. Qualquer idiota ficaria até 100 anos na instituição. O que um general faz além de assinar e fazer visitas inúteis de inspeção? Vou repetir mais uma vez: o governo Bolsotrevas escancarou para toda a sociedade brasileira a qualidade dos oficiais do exército Brasileiro no que tange ao caráter, honra, ética, respeito, discrição, honestidade, responsabilidade e patriotismo. Hoje a sociedade sabe que era tudo por poder, dinheiro e mordomias.
quanto recalque, esquerdista comentador com dinheiro público, os concursos militares são abertos anualmente com muitas vagas, estude bastante, seja aprovado, vá viver internado por no mínimo 2 anos em regime de internato sobre regramento militar, depois disso, talvez esteja preparado para algum comentário sobre carreira militar.
Desde os anos 1980 ouvia professores esquerdistas no colégio criticar o uso do orçamento para investimento nas FA.
O mantra deles era “gastar dinheiro com feijão, não com guerra”.
Essa pobreza intelectual e revanchista fez o brasil hoje ser um país ainda não preparado para defender seu território.
O soldado ao concluir o serviço militar obrigatório possui a experiência de ter executado apenas 20 tiros de fuzil.
Além disso, nossos “líderes” priorizam estratégias e equipamentos duvidosos, sem atentar para a nossa realidade geografica e topográfica.
Enquanto equipam a chamada fronteira sul, acreditando numa nova “guerra do Paraguai”, o litoral do nordeste é desguarnecido em equipamentos de defesa, por exemplo.
Pelo tamanho do litoral brasileiro deveríamos ter um minimo de quatro esquadras. Porém não temos sequer uma esquadra completa.
A FAB reduziu sua estrutura por falta de recursos. Não se tem combustível suficiente para treinamentos dos pilotos. Só para levar políticos e magistrados para convescotes em outros países.
Enfim, muito provavelmente estamos parecidos com a Venezuela em relação a deficiências na defesa nacional.
Não nos invadiram porque ainda não tiveram interesse.
O que protrege a soberania de um país não é a retórica de mesa de bar de seu Mandatário, mas FA equipadas, adestradas e prontas para entrar em ação.
O resto são narrativas…
Formaturas, pinturas de meio fio, passagens de cmdos, visita de general, expediente intermináveis muito papel o oficiais R2 se achando o dono do mundo assumindo funções que Of de carreira não querem assumir, missões que nada tem haver com militares ,missas e cultos, militares com medo de armas e frouxos sem tonar atitudes de homem com medo de punição e não, serem promovidos, sempre verde nunca amadurece.
Maduro Comprou equipamentos modernos como aeronaves Sukois, sistemas anti aéreos Buk, S300 e Igla mas paga muito mal quem os opera!
Não adianta equipamentos modernos operados por pessoal mal pago e desmotivado!
No Brasil é também assim!
NÃO EXISTE SOBERANIA SEM VALORIZAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS E ISSO PASSA POR SOLDOS DIGNOS!
Flw tudo, pode ter armamento moderno, mas se a tropa estiver desmotivada, esquece. O falso Meçias pode comprovar isso em 2022, ele tinha os generais, mas não tinha a tropa, o sábio general Freire Gomes, sabendo disso, não quis arriscar. Não adianta comprar a alta cúpula das FFAA e esquecer o chão de fábrica, quem realmente verá os olhos do inimigo.
A preocupação de nossos comandantes militares é com a faxina, com as intermináveis reuniões, com a imobilidade na formatura, com a pintura do meu fio, com as inspeções de carta marcada de generais e é claro, com as diárias. E o problema não é falta de investimento, é falta de gestão.
Se Trump acordar de mau humor e resolver entrar aqui, será até mais fácil. Forças Armadas onde a tropa passa fome, é desmotivada e e esquecida por seus chefes militares, reage dessa forma. É uma questão de reciprocidade. Vc olha para cima e observa cães famintos degustando de vida boa, mordomias e altos salários e a tropa carente de necessidades basicas, o que esperar? Pode vir Trump, que o Brasil está facinho. Exército de farrapos e seus chefes.
A gente so se preocupa com formatura.
Ja pensaram quanto custa uma formatura e seus treinamentos?
Somem os homens, seus salarios, e considerem as horas.
Tudo para eles mesmos