Coreia do Sul aciona caças após aviões russos e chineses se aproximarem

Bombardeiro B-1B Lancer, os jatos stealth F-35A e F-35B dos EUA e os caças F-16K e F-15K da Coreia do Sul voam em formação sobre a Península Coreana na junta anual Coreia-EUA
Imagem: Cortesia da Força Aérea

 

Sete aeronaves da Rússia e da China entraram na Zona de Identificação de Defesa Aérea, situada entre o Mar do Leste (Mar do Japão) e o Mar do Sul da península coreana

As Forças Armadas da Coreia do Sul disseram nesta terça-feira(10) que sete aeronaves militares russas e duas chinesas entraram na Zona de Identificação de Defesa Aérea, mas não violaram o espaço aéreo do país. Seul mobilizou aviões de combate para a zona, não se tendo registado qualquer incidente.

De acordo com as Forças Armadas da Coreia do Sul, as sete aeronaves da Rússia e da China entraram na denominada Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ) localizada entre o Mar do Leste (Mar do Japão) e o Mar do Sul da península coreana. O incidente ocorreu às 10h, horário local, sendo que os sete aparelhos abandonaram a zona de imediato.

As Forças Armadas da Coreia do Sul acrescentaram que as aeronaves foram detectadas antes de entrarem na ADIZ e que foram enviados caças da Força Aérea de Seul, “implementando medidas táticas para enfrentar eventuais situações imprevistas”. As zonas de identificação de defesa aérea são a soma do espaço aéreo nacional e dos perímetros adicionais que os países estabelecem unilateralmente e que servem para permitir às Forças Armadas identificarem qualquer aeronave que se aproxime.

Acionamento é comum
É comum as forças aéreas de vários países realizarem manobras de decolagem rápida quando uma aeronave militar não é identificada quando se aproxima de uma Zona de Identificação de Defesa Aérea. Tanto a Coreia do Sul como o Japão ativam frequentemente manobras de decolagem devido a incursões de aeronaves militares da Rússia e da China.

O Ministério da Defesa chinês confirmou em um comunicado que China e da Rússia realizaram uma patrulha aérea estratégica conjunta hoje no Mar da China Oriental e no espaço aéreo do Pacífico Ocidental. O ministério indicou que as manobras fazem parte do plano anual de cooperação entre as forças armadas dos dois países.
DW – Edição: Montedo.com

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