Desentendimento ocorreu após Maria Elizabeth discursar em um evento em 25 de outubro em lembrança aos 50 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog, assassinado na ditadura.
Márcio Falcão, TV Globo
Brasília – A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, rebateu nesta terça-feira (4) críticas do ministro Carlos Augusto Amaral Oliveira, tenente-brigadeiro do ar da Força Aérea Brasileira (FAB), e reafirmou o pedido de perdão às vítimas da ditadura.
Na abertura da sessão do tribunal, a ministra afirmou que viu a fala do colega como um ataque pessoal e com “tom misógino”. O ministro disse que continua sem concordar com a conduta da presidente e que não liga muito para o que Maria Elizabeth fala.
O desentendimento ocorreu após Maria Elizabeth discursar em um evento em 25 de outubro em lembrança aos 50 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog, assassinado na ditadura.
“Estou presente neste ato ecumênico de 2025 para, na qualidade de presidente da Justiça Militar da União, pedir perdão a todos que tombaram e sofreram lutando pela liberdade no Brasil”, afirmou a ministra na ocasião.
Na sessão da quinta-feira (30), sem a presença da ministra, o ministro disse que a presidente do STM deveria “estudar um pouco mais de história” para “opinar sobre a situação no período histórico a que ela se referiu e sobre as pessoas a quem pediu perdão”.
A resposta da presidente do STM veio na sessão de hoje. Maria Elizabeth manteve o pedido de perdão às vítimas da ditadura.
“Naquela cerimônia, pedi perdão, falando em meu nome, na condição de Presidente do Superior Tribunal Militar, a todas as vítimas de graves violações de direitos humanos, à sociedade civil e à História do país. Tratou-se de gesto eticamente republicano e constitucionalmente afinado com a memória, a verdade e a não-repetição de violências, certa de que a dor transpassa o coletivo e que, muitos, como eu, têm registros de lágrimas derramadas por familiares martirizados pela ditadura”, afirmou.
Maria Elizabeth afirmou que a fala de que era preciso estudar um pouco mais da história do tribunal tornou evidente o caráter desqualificador da crítica.
“A divergência de ideias é legítima. O que não é legítimo é o tom misógino, travestido de conselho paternalista sobre ‘estudar um pouco mais’ a história da instituição, adotado pelo interlocutor. Uma instituição que integro há quase duas décadas e bem conheço. Essa agressão desrespeitosa não atinge apenas esta magistrada; atinge a magistratura feminina como um todo, a quem devo respeito e proteção. E nesse sentido, agradeço as manifestações recebidas pelas juízas, desembargadoras e ministras”, afirmou a presidente.
“O gesto de pedir perdão não revisou o passado com intuito de humilhação nem, tampouco, revestiu-se de ato político-partidário: foi ato de responsabilidade pública, inscrito na melhor tradição das instituições que reconhecem falhas históricas, para que não se repitam. Trata-se de um dever cívico-republicano”, disse a ministra.
Após a manifestação, o ministro Carlos Augusto Amaral Oliveira disse que não queria ficar criando polêmica e que não gostaria de ter feito a declaração na ausência da ministra.
O ministro disse que é militar e ético, mas que teve que fazer o registro porque ficou incomodado, já que a presidente falava em seu nome.
“Eu não lhe dou essa delegação”, disse o ministro.
Maria Elizabeth reforçou que foi uma manifestação pessoal.
“Nem eu quero [delegação]”, respondeu a ministra.
O militar disse que não era misógino e sugeriu que a colega fizesse uma reunião para ver se teria apoio para a fala, que ele avalia como algo que projeta uma imagem negativa do tribunal.
Os demais ministros não se manifestaram sobre o caso.
g1 – Edição: Montedo.com
Respostas de 11
Quais são os critérios, as credenciais para ser juiz da justiça Militar?
Está igual ao outro tribunal que, aqueles que nunca prestaram concurso público, nunca foram juízes, não sabem julgar, caem de paraquedas.
Justiça militar o próprio nome já diz é, para quem foi ou é militar.
Uma aberração uma paisana , no lugar errado e na função errada. Sem cair nessa narrativa de misógino, novo modo da mulher se fazer de vítima, mas o certo têm que ser falado e, se deixar falar a discussão sadia é para melhorar, avançar em rumos cada vez melhores.
O Brigadeiro está correto e o apoio de seus pares é fundamental, para manter o rumo correto, não desviar por ideologias de plantão.
Exatamente.
Essa ministra quis lacrar.
Parabéns à ministra!
O Brigadeiro é só mais um homem frustrado em severo sofrimento mental porque encontrou uma mulher muito inteligente em posição de poder.
Tu quem és frustrado, Zé!
Se fostes militar, aposto que não passou de soldado temporário.
Vai te catar, seu doente!
Sabe-se lá pq vc escreve M…..nao tem nada a ver a outra ser mulher, homem, crianca , jumento. E sim, por ela ser uma esquerdista de carteirinha, deturpadora da história, ..colocada lá como capacho do 9 dedos canalha
Sua sorte é que a vergonha está sendo passada sob anonimato.
A Justiça Militar da União não é só para militares.
Dá uma lida no art. 123 da Constituição Federal, pode te ajudar.
A mulher é uma artista falou que estava falando em nome o STM e agora diz que não disse nada…Como pode uma senhora da idade dela mentir….Está tudo gravado
Briga no parquinho. 🔥 ♨️ 🎇
É fogo no Parquinho e não briga…
Dá um desconto pra esse 3S Peçanha!
Kkkkkkkkk
O cunhado dela participou da luta armada.