Advogado da União tem apoio de Múcio e comandantes militares para vaga no STM

Rafaelo Abritta conhece ministro da Defesa desde 2009. Foto: Reprodução

Rafaelo Abritta é chefe de Relações Institucionais do Ministério da Defesa; Superior Tribunal Militar (STM) terá nova vaga destinada a advogados em 11 de abril
Eduardo Barretto
O advogado da União Rafaelo Abritta, chefe de Relações Institucionais do Ministério da Defesa, tem conversado nos últimos dias com o titular da pasta, José Múcio Monteiro, e os comandantes das três Forças Armadas sobre sua eventual indicação a uma vaga de ministro no Superior Tribunal Militar (STM). Abritta é apoiado pela cúpula da Defesa na disputa pela cadeira destinada a advogados, que será aberta em 11 de abril com a aposentadoria do ministro José Coêlho Ferreira. A indicação, contudo, pode ser feita pelo Palácio do Planalto antes dessa data, o que é comum no STM.

O assunto é abordado regularmente por Múcio e pelos comandantes militares com Abritta, em encontros de trabalho no ministério ou em eventos nas Forças. A pauta ganhou força no mês passado, quando o STM notificou o Planalto que faltam três meses para a aposentadoria do ministro José Coêlho, uma praxe da Justiça Militar.

A exemplo da escolha de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente faz indicações para o STM fora de listas tríplices e, com isso, tem um leque mais amplo de opções. Procurado, Múcio não se manifestou. Os três comandantes militares também não responderam.

Abritta e Múcio mantêm uma relação próxima. Os dois se conheceram em 2009, quando Múcio foi nomeado para o Tribunal de Contas da União (TCU) e Abritta atuava lá pela Advocacia-Geral da União (AGU). Assim que assumiu o Ministério da Defesa do governo Lula, Múcio designou Abritta para comandar a assessoria de Relações Institucionais da pasta.

Com bom trânsito entre militares, Rafaelo Abritta representa a Defesa nas comissões de Anistia e de Mortos e Desaparecidos Políticos, colegiados que tratam da ditadura militar de 1964 e são vistos com resistência pela caserna. O advogado foi o primeiro civil a ocupar a cadeira do ministério nessas comissões.

No mundo político, Abritta teve cargos de confiança nas gestões de governos de todos os matizes ideológicos. Defendeu a ex-presidente Dilma Rousseff no TCU durante o caso das pedaladas fiscais. Na gestão Michel Temer, foi secretário-executivo adjunto da Casa Civil. Já no governo Bolsonaro, trabalhou com o ministro da Economia, Paulo Guedes.
ESTADÃO – Edição: Montedo.com

Respostas de 5

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *