Ex-esposa que envenenou o filho e acusou subtenente do Exército é condenada a 32 anos

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Mãe é condenada a 32 anos de prisão pela morte do filho por envenenamento
Cristiane Renata Coelho foi acusada de matar o filho com sorvete envenenado e de tentar matar o então marido também por envenenamento.
Cristiane Coelho é presa em Fortaleza; ela é suspeita de matar o filho com sorvete envenenado (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Cristiane Coelho é presa em Fortaleza; ela é suspeita de matar o filho com sorvete envenenado
(Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Por G1 CE
Cristiane Renata Coelho, acusada de assassinar o filho autista de nove anos e de tentar matar o então marido com veneno, foi condenada nesta terça-feira (28) a 32 anos de prisão. Ela não compareceu ao júri e foi representada pelo advogado. O julgamento começou às 9h30 desta terça-feira no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza, e terminou às 21h35 (horário local).
A defesa de Cristiane Renata também não indicou testemunhas para serem ouvidas em plenário. Os dois advogados de defesa alegaram negativa de autoria, afirmando que ela não foi autora do crime. A teoria da defesa foi rebatida por dois promotores e uma assistente de acusação; eles defenderam que havia provas suficientes para condenar a acusada.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Ceará, “os jurados reconheceram a materialidade e a autoria dos dois crimes – homicídio [do filho] e tentativa de homicídio [do ex-marido] – bem como as três qualificadoras: motivo torpe, uso de veneno e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Ela não poderá responder em liberdade. Se instâncias superiores mantiverem a condenação de Cristiane Renato Coelho, ela terá de cumprir pelo menos dois quintos da pena, por se tratar de crime hediondo.

Saiba mais sobre o caso aqui e aqui

Sobrevivente, de suspeito a acusador
O julgamento ocorreu três anos após o crime, na madrugada de 11 de novembro de 2014. O filho, Lewdo Ricardo Coelho Severino foi morto com veneno misturado com sorvete, o doce preferido da criança, conforme a denúncia.
Conforme a denúncia, a acusada cometeu o crime de modo a dar aparência de que o ex-marido havia matado o filho e engerido veneno em seguida. Como Francileudo sobreviveu, ele testemunhou contra ela, e o caso teve uma reviravolta.
Ela foi denunciada por homicídios triplamente qualificados (um consumado, com a morte do filho e outro tentado, com o envenamento do ex-marido), com as qualificadoras de motivo fútil, emprego de meio cruel (veneno) e utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Durante o julgamento o ex-marido, o subtenente do Exército Francileudo Bezerra Severino, vai ficar frente a frente com a ex-mulher.
G1/montedo.com

Respostas de 8

  1. "…ela terá de cumprir pelo menos dois quintos da pena, por se tratar de crime hediondo."
    Lei frouxa para um país corrupto, que protege a impunidade, defende bandidos e destrata cidadãos de bem.

  2. Vai cumprir dois quintos da pena, nossa justiça é uma piada, 32 anos já é muito pouco, imagine cumprir apenas dois quintos dessa pena branda, uma vergonha.

    1. Meu amigo… semi-aberto… e aberto é uma piada… tá de sacanagem né… qdo diz que a pena será totalmente cumprida… na certa vc faz direito ou é advogado…pena verdadeira para os mortais é 32 em regime fechado… o resto é balela de direitos humanos e advogado de porta de cadeia…acorda ela matou o filho e quase matou o marido.

  3. Estamos entrando em colapso mental. Um falando do outro. Acho que não deveria ser assim, pois somos todos (mesmo exercito). A questão é que valores se perderam pelo caminho, estamos perdidos ao tempo. Os que se dizem que devemos fazer mais para merecer não sabem como funciona a dita concorrência, é muito injusta. Vão aumentar o efetivo de temporários. Pois bem aumentem em 30 anos ou menos não teremos mais EXÉRCITO. Pois esse pessoal temporário não tem a mesma fibra e valor que nós de carreira. Já tivemos bons temporários, mas tempos longínquos. Estamos perdidos e sem cachorro.

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