Viaturas serão produzidas em Sete Lagoas pela empresa IDV LATAM
Paulo Roberto Bastos Jr.
Nesta sexta-feira(05), ocorreu a oficialização do contrato para a aquisição de mais 420 unidades da viatura blindada multitarefa – leve sobre rodas (VBMT-LSR) 4X4 Guaicurus entre o Exército Brasileiro (EB) e a IDV Latin America (IDV LATAM).

“A assinatura do novo contrato de obtenção por nacionalização da viatura Guaicurus pelo Exército Brasileiro é um marco significativo na estratégia de defesa nacional. Com foco no conteúdo nacional, podendo atingir 50%, a parceria em tela não apenas fortalece a capacidade industrial do Brasil, mas também promove o desenvolvimento tecnológico do País. A produção local de 420 viaturas na IDV impulsiona a economia interna, gerando empregos e fomentando o desenvolvimento tecnológico, e assegura que as Forças Armadas estejam dotadas de equipamentos de última geração, adaptados às necessidades específicas do território brasileiro. Esse compromisso com a nacionalização não só reforça a soberania nacional, mas também contribui para a absorção de conhecimentos na fabricação de blindados pela Força Terrestre e o avanço contínuo das capacidades industriais do Brasil no setor de defesa”, declarou o general Tales Villela.

Humberto Spinetti declarou: “Este é mais um marco importante na sólida parceria entre o Exército Brasileiro e a IDV, que inclui até o momento o fornecimento de mais de 700 unidades da viatura blindada anfíbia Guarani 6X6 e 32 unidades da viatura blindada multitarefas LMV-BR. Estamos honrados em poder contribuir na modernização dos meios do EB e no enriquecimento tecnológico da BID”.
A Força Terrestre possui atualmente 48 viaturas do tipo LMV (“Light Multirole Vehicle”), sendo 16 da versão Lince K2, adquiridos usados do Exército Italiano em 2018, no âmbito da Intervenção Federal no Rio de Janeiro, e 32 Guaicurus (LMV-BR), provenientes de uma concorrência internacional, cujo contrato foi assinado em 2018 e que previa a aquisição de 186 unidades. A versão adquirida agora é a LMV-BR2 (LMV2), com melhor desempenho, maior capacidade de carga útil, confiabilidade e segurança aprimorada.
Essas viaturas, quesão consagradas internacionalmente pelo elevado nível de proteção para sua tripulação, serão utilizadas nas mais diversas funções nas brigadas mecanizadas do Exército, substituindo diversos modelos mais antigos, como os Agrale AM11 e AM21, que não possuem proteção balística, dentro do Programa Estratégico do Exército Forças Blindadas (Prg EE F Bld).

ARMAMENTO
Todas as viaturas serão equipadas com o sistema gerenciador de Plataforma (SGP) PROTEUS e possuirão armamento, sendo previsto que 105 (25% do total) com sistemas de armas remotamente controlados (SARC) REMAX 4, produzidas pela Ares Aeroespacial e Defesa,cujo contrato deverá ser assinado nos próximos meses, e as restantes com torres manuais do tipo “meia cúpula”.
Em outubro de 2022, o EB adquiriu 258 torres Platt MR550 Bi-Metal, sendo 24 do tipo “meia cúpula”, para as viaturas blindadas de transporte de pessoal (VBTP) 6X6 Guarani,já em uso,e nas VBMT 4X4 Guaicurus adquiridas em 2018, porém para este contrato se prevê a aquisição de um total de até 315 unidades deste sistema, mascom a possibilidade de a utilização de um equipamento nacional: a REMAN.

Atualmente a torre manual REMAN já foi adotada (e está em uso) pelo EB, mas, segundo informou Frederico Medella, diretor comercial e marketing da Ares, “a versão ‘meia cúpula’ do Guaicurus está em fase final de projeto e pretendemos começar sua produção ainda neste ano para iniciar os testes no primeiro trimestre de 2025”, reforçando o esforço da empresa em oferecer àForça Terrestre um sistema de armas tão eficiente e versátil como as SARC da família REMAX. “A adoção da REMAN no Guaicurus aumentaria mais a participação da indústria nacional neste programa de aquisição”, completou Medella.
Vale salientar que a REMAN já possui três versões disponíveis para o Guarani (“cúpula completa”, “meia cúpula” e “escudo”), mas devido ao menor peso do Guaicurus, a massa da nova versão está sendo diminuída, sem abrir mão da proteção ao atirador, com objetivo de não comprometer a capacidade de carga (“payload”) da viatura.
Um ponto a ser debatido seria a previsão da proporção de apenas 25% a serem equipadas com SARC, pois, tendo em vista o excelente desempenho deste tipo de sistema, com maior precisão e proteção seus sistemas optrônicos garantem uma grande consciência situacional ao comandante da viatura e, por consequência (devido à utilização do SGP), a todo o escalão de comando da operação, talvez esta proporção possa ser aumentada.

Tecnologia&Defesa – Edição: Montedo.com

Respostas de 5
Viatura nova. Parabens.
Quartel ESA novo. Parabens.
E o salario?
Todo funcionalismo teve reajustes.
Parabens.
Para os militares reajuste ZERO.
Além de não dar aumento de salário, estão aumentando gastos com mísseis, drones, mulheres soldados fuzileiros navais e vem mais gastos por aí com mulheres e trans que se alistaram e vão se alistar no serviço obrigatório.
Obs: Nada contra as mulheres e trans, sem preconceito, estou falando dos gastos que virão por aí e nada de aumento além de quererem colocar os militares no INSS. Pura falácia que gastam tanto com militares, nunca vi fazerem uma reportagem de quanto que gastam com políticos, magistrados e seus, suas pensionistas e dependentes.
Vtr ruim, cheia de vulnerabilidade, motor exposto e sem blindagem. Alguém nos altos coturnos está rindo a toa. TCU neles.
kkkk, depois dos helicopteros russos sABRE, que agora nao tem pecas de reposicao …
Muito bom a modernos, mas e o salário……
A maioria do funcionalismo federal da União vai ter reajuste nóis próximos dois anos, já acordado na mesa permanente de negociação salarial.
E as forças armadas, quem vai reivindicar por nós?
Ou é esquecimento ou revanchismo….