Chefe do Exército exalta cuidados em quarteis e dá indireta a universidades: ‘Entra em uma e vê como está’ (vídeo)

General Tomás na Câmara dos Deputados

 

Tomás Paiva foi escolhido por Lula para comandar o Exército após crise de confiança com o ex-comandante, general Arruda
CÉZAR FEITOZA

O comandante do Exército, general Tomás Paiva, exaltou a gestão de recursos da Força nesta quarta-feira (17) ao fazer uma comparação entre os gastos para a manutenção de quarteis e as despesas de universidades federais.

“Hoje, a gente gasta nos quarteis para alimentar a nossa tropa R$ 11,65 por dia. Não é nada. Por homem, por dia, todas as refeições. Eu convido os senhores a entrar em qualquer quartel. Vai ao norte de Minas Gerais, Montes Claros; entra em um quartel no meio da selva”, convidou Tomás durante audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.

“Grama cortada, quartel limpo, arrumado. Vamos entrar em uma universidade qualquer para ver como está, em termos de manutenção, e ver quanto se gasta para manter um quartel e quanto se gasta para manter uma universidade”, completou.

Tomás fez a comparação enquanto professores de universidades federais das cinco regiões do país estão em greve. A paralisação começou na segunda-feira (15), com exigências dos docentes por um reajuste salarial de 22% dividido em parcelas até 2026.

Como a Folha mostrou, as Forças Armadas gastaram no último ano 85% de seus orçamentos com pagamento de pessoal. Oficiais ainda contam com benefícios na carreira, como ajuda de custo que chega a R$ 300 mil, que inflam seus salários em detrimento de praças e militares de baixas patentes.

FOLHA– Edição: Montedo.com

Respostas de 16

  1. Claro, os professores de universidades federais, assim como os demais funcionários públicos lutam por melhorias. Essa mentalidade de monge dos militares não vai levar à lugar nenhum.

    1. Perfeito!

      E acrescento: no Judiciário, por exemplo, se um juiz, analista ou técnico reclama dos salários não aparece nenhum colega para dizer “não está satisfeito, pede para ir embora”.

      Ao contrário do EB, eles se unem, fazem pressão e sempre recebem reajustes.

      Aqui no EB, o militar é quase “linchado” se verbalizar o óbvio sobre as remunerações.

      Essa de “está insatisfeito, pede para ir embora” é muito cômodo para quem está no topo e deveria lutar pela melboria das condições da tropa.

      Mas não.

      É como escreveu no seu comentário: essa mentalidade de (falso) monge mantém a Instituição ainda presa no século XIX.

    2. É claro que os quarteis são manutenidos.
      Qual o efetivo de um batalhão e o que fazem o dia inteiro?

      É o trabalho escravo mais mal empregado do mundo. Servimos apenas a nós mesmos com faxinas e formaturas.

      O general acha que o custo de um soldado é a alimentação, ele realmente acha que tem um escravo ao seu dispor, não deve saber que cada minuto do soldado custa ao contribuinte e esse custo estratosférico está na lei de Orçamento Anual.

      Para que serve esse quartel limpinho? Para um bebezão chamar de seu!

      Na universidade professores dão aula e meia duzia de terceirizados tentam limpar um ambuente frequentado por centenas de jovens rebeldes.

      E no quartel segue o cri cri para o tenente-coronel receber o general.

  2. Muito triste essa declaração.

    Todos somos servidores públicos, sofremos da mesma forma com os baixos salários. Reclamar pelos cantos não adianta, todos sabemos, a greve é um recurso previsto entre os civis e que causa impacto no empregador. Discordam?

    Utilizam-se armas para impor a vontade, seja através do mocinho ou do bandido. Por isso, nos é vedado o direito de greve, pois temos armas, se fosse diferente daqui a pouco o portador de armas poderia impor a vontade de ter salários mais altos ou colocar o Bolsonaro no poder pela força, não dá.

    Portanto, contestar um direito de greve de uma classe além de não ser justo é muito oportunista. Ele, como representante da FFAA, se quiser maiores salários para a nossa classe, deve, com a responsabilidade que tem, reivindicar com argumentos sólidos (e temos, pois desde 2016 o nosso soldo está congelado).

  3. Eu teria vergonha de falar algo neste sentido. é praticamente um atestado de inutilidade Levar em conta faxina como critério de comparação. é ridículo!

    As FA viraram cabide de emprego!
    Assumam: viramos funcionários públicos fardados, com raras entregas reais para a sociedade!

    Ah, mas e em caso de guerra?
    Não conseguem decidir sobre a manga da gandola, vão conseguir guiar a tropa em batalha?!

  4. é claro que é barato nos quartéis pois tem os severinos pra fazer de graça, a manutenção em universidade tem que pagar para ser feita, que comparação idiota essa, tinha que vir do Tomás mesmo.

  5. Espia o pensamento jurássico desse general em plena comissão , vejam a comparação tosca e sem nexo que ele faz !! Ele na maior miguelada disse que o Cabo e Soldado do EB ganha pouco porquê não fez concurso; que o QE não foi contemplado na Lei do pirão Primeiro – porquê – o QE não fez concurso, isso não é o cúmulo da trairagem ? é o típico pensamento medieval dos oficiais do EB em relação a praças.Não respondeu a deputada que perguntou o porque da tropa não ter recebido os 9% dados aos civis e Ainda disse na maior cara-de-pau que defendia seus subordinados !!! eu pergunto :tENDO UMA CARNIÇA com essa mentalidade NO cmdo, É PRECISO TER INIMIGOS ???Vocês já viram algum comandante das PMs jogando merda na cara de seus Cabos e Soldados ? Que vergonha,a FFAA atravessa sua pior fase,com comandantes mesquinhos e apaixonados palas benesses de seus cargos.

  6. Como aluno desde 1994 em uma Universidade pública e desde 1986 membro de unidades castrenses das FFAA, afirmo o sr. Comandante que está equivocado. Conheço in loco as duas realidades e assevero que ambas a grama está aparada, as instalações estão limpas e arrumadas. A diferença se dá no objeto fim de cada uma dessas instituições. Por exemplo, a primeira entrega para a sociedade, em cinco anos, pesquisadores, advogados, odontólogos, professores, economistas, cientistas políticos, antropólogos, profissionais de saúde, entre tantos outros profissionais de diversas áreas do conhecimento. A segunda, em quatro anos, entrega à sociedade um aspirante a oficial ou um terceiro sargento em dois anos, moldados em um sistema castrense de ensino tradicional. Pergunta: qual instituição tem mais valia para o Brasil? Ah, e o custo da alimentação na Universidade vai de zero a R$ 15,00 pelas três refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar), de segunda-feira a domingo. Dúvidas: https://ru.unb.br/index.php/cardapio-refeitorio

    1. Excelente comentario!!!!

      A pergunta que não quer calar:
      Quanto custa um médico cirurgião do SUS?
      E um soldado da PM de SP?

      Quanto custa um coronel?
      O que o coronel entrega para a sociedade?

      O que a sociedade prefere, custear o méduco ou o coronel fiscal de faxina do seu próprio quartel?

  7. Esse e um dos motivos que o rancho dos cabos e soldados e péssimo. O rancho dos st e sgt meia boca e o cassino de oficiais só filé . General brincante.

  8. Os quartéis estão muito bonitinhos? Ok! Sim, estão! Disciplina e hierarquia faz com que tudo seja mantido limpo e pintado a base de cal que é baratinho e sai com as chuvas e tem que pintar novamente gerando a doutrina “Calista”. No entanto, a faculdade por mais sucateada ou suja se formam cientistas, gente que questiona, para achar sentido nas coisas. Agora resta a pergunta: O homem aprende mais onde?

  9. É óbvio que o gasto para manter uma Universidade deve ser maior do que manter um quartel. Que comparação retrógrada desse CMD. uma Universidade Pública serve muio mais para sociedade do que um quartel. Os quarteis são criadores de demandas que nem sequer tem a capacidade de resolvê-las. No mais, a média de gasto com a refeição de um militar não é repartida de forma equâtime. Se assim fosse, à rigor, a mesma refeição servida no rancho dos Praças deveria ser servida no Rancho dos Oficiais. Na prática, tira-se parte do pouco que os Praças tÊm para suprir os mimos e os gostos do Oficiais. Sem contar as instalações físicas.

  10. general perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado. Eu sou militar da reserva e professor do Instituto Federal. Sabe a diferença. No quartel eu tinha uma companhia para fazer faxina de graça. Inclusive aos sábados e domingos. Há anos atras Em uma OM em Brasília, em pleno feriado de carnaval o comandante da OM, determinou ao comandante da Cia que queria a Área pronta para quarta-feira de cinzas, tivemos que convocar toda a companhia para cumprir expediente e terminar a obra. E tudo isso a 0800, só aguentar o pessoal fazer cara feia e ameaçar com o RDE. Fácil, fácil. Nas universidades o professor e os funcionários não pegam em vassouras e nem terçado para cortar e aparar grama, e nem pintar meio fio. Na OM de capitão para baixo, é tudo vala. Nas universidades tudo através de contrato. E a alimentação, cada funcionário publico do executivo recebe por mês hoje R$ 645,00 o que dá em media R$ 21,50 por dia como auxilio refeição. Deve aumentar para R$ 1000 reais a partir de 1 de maio. Talvez a parte de alimentação seja onde o EB seja mais eficiente, mas a eficiência aumentou a partir do momento em que o eB equipou-se com padaria, as compras em grandes quantidades permite a compra em menores preços, e capacitou seu militares como padeiros, cozinheiros, etc. Então para fins de comparação, são atividades distintas, processos administrativos diferentes, regime de trabalho diferenciado. E fazer qualquer analogia é usar de má fé.

  11. Servindo essa comida para o pracinha, em refeitórios sofríveis, é de se esperar que o custo seja baixo mesmo. FA deveriam pagar auxílio-alimentação para os militares.

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