MPM quer juiz togado presidindo os Conselhos de Justiça

CONCLUSÕES DA OFICINA DEBATES SOBRE A JUSTIÇA MILITAR
Encerrada hoje ontem (24), na Procuradoria de Justiça Militar, a oficina “Debates sobre a Justiça Militar”, organizada pela Escola Superior do Ministério Público da União com o apoio do Ministério Público Militar. Sob a coordenação do subprocurador-geral Mário Sérgio Marques Soares, orientador pedagógico, o evento reuniu membros do Ministério Público Militar para discutir o alcance da competência e da organização da Justiça Militar da União. Também participaram da atividade a vice-presidente do Superior Tribunal Militar, Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, e a juíza-auditora Vera Lúcia da Silva Conceição.
Durante a Oficina, foram analisadas propostas para alteração da Lei de Organização Judiciária Militar e do Código de Processo Penal Militar, com o objetivo de adequar a Justiça Militar da União à atual sociedade brasileira. Entre as inovações na legislação sugeridas pelo grupo:
– a presidência dos Conselhos de Justiça exercida pelo juiz togado;
– o processo e o julgamento de civil por crime militar monocraticamente pelo juiz togado (discutir as hipóteses de conexão);
– a adoção do princípio do art. 336 do Código Penal Militar, quanto à citação por edital, paralisando-se o feito e suspendendo a prescrição, adotando-se igual critério quanto à expedição de carta rogatória citatória;
– o interrogatório judicial como último ato da instrução, tanto no procedimento ordinário, quanto no especial. Criando-se, quanto ao primeiro, o sistema de defesa prévia e a possibilidade de absolvição sumária, quer pelos Conselhos de Justiça, quer pelo juiz-auditor, nos feitos de sua competência singular;
– a necessidade de criação de Auditorias Militares, especialmente na Região Amazônica, descentralizando-se a distribuição da Justiça;
– o prosseguimento da ação penal nos crimes de deserção, ainda que o acusado perca a condição de militar;
– a possibilidade de concessão de sursis aos desertores.
Como resultado da Oficina, será elaborado um anteprojeto de lei, contemplando todas as mudanças propostas, a ser encaminhado ao STM e à Secretaria de Reforma do Judiciário.
MPM/montedo.com

Respostas de 4

  1. A justiça militar era pra ser extinta, só servir neste país para prejudicar e punir praça, nunca um oficial será punido com tanto rigor como um coitado de um pracinha que tanto faz pra força. Que dê o comandante da Marinha que não está preso; que dê o STM, que dê o RDM que só serve para os PRAÇAS, que dê o Código Penal militar,que dê o IPM. Meu caro amigo tem que acabar com essa INJUSTIÇA MILITAR. OPS!.. Justiça militar para os praças

  2. Alguns talvez ainda não perceberam, mas o MPM está se movimentando e saindo da inércia porque está receoso de que a Justiça Militar seja extinta e, logo, não haverá necessidade de um Ministério Público Militar. Como consequência os Promotores e Procuradores do MPM terão que trabalhar com a mesma carga de trabalho do que os Promotores da área Federal, ou seja, terão que trabalhar mais e não mais ficar "assoberbados" de "complexos" processos de deserção de Soldados descontentes e iludidos com a profissão militar.
    A atividade do MPM é tão pequena que no site do MPM só se vê notícias de seleção de estagiários, muito pouco é noticiado sobre relevantes casos penais, até porque na prática não existem. Este é MPM do Brasil, uma instituição que vive há muitos anos na "moita" fora do foco da mídia e sem grandes cobranças por parte da sociedade. Esse ramo do Direito (penal Militar) é tão desconhecido que na faculdade de direito não é oferecido nem como disciplina eletiva e só o conhecendo os alunos que são militares que por vez ou outra já participaram como escrivão ou encarregado de Inquérito Policial Militar (IPM).
    SE A JUSTIÇA MILITAR CAIR, TAMBÉM CAIRÁ O MPM.

  3. só não pode se misturar com os fardados…nem participar de coquetéis como já fazem todos juízes auditores. Se não vc já sabe o resultado!

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