Ministro da Defesa articula PEC dos militares no Senado e se reúne com Mourão

Múcio

José Múcio Monteiro esteve no gabinete do senador nesta quarta-feira; tema está travado após divergência com a oposição
Bruna Lima, do R7, em Brasília, e Lívia Veiga, da RECORD

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, esteve no Senado nesta quarta-feira (28), para articular a favor da PEC (proposta de emenda à Constituição) que restringe a participação de integrantes das Forças Armadas na política. Em nome do governo federal, ele se reuniu com o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), parlamentar que lidera a oposição contra a matéria.

A reportagem apurou que se tratou de uma conversa inicial na tentativa de destravar a PEC, quando foi reforçada a necessidade das sessões temáticas para amadurecer o debate. Mourão é contra a medida e sustenta que ela dificulta a participação política dos militares. Na prática, se aprovada, a medida vai transferir para a reserva não remunerada os militares candidatos a cargos eleitorais que não contarem com ao menos 35 anos de serviços prestados às Forças Armadas.

Na avaliação de Mourão, a PEC “busca cercear o direito do militar da ativa de concorrer a um cargo eletivo” e o coloca como “cidadão de segunda categoria”. “Ele perde todos os seus direitos. É um salto no escuro, pois todos nós sabemos: em urna, tudo pode acontecer. Eleições que estavam ganhas podem ser perdidas”, disse.

A PEC estava na terceira de cinco sessões de debate antes da votação no Senado quando houve a interrupção do cronograma de análise. A ideia agora é realizar sessões temáticas com especialistas e autoridades ligadas ao tema. Há previsão de que tanto a oposição quanto o governo leve debatedores para a discussão, em duas reuniões separadas.

Enquanto isso, a análise da PEC fica suspensa e, nos bastidores, o ministro Múcio deve continuar a articulação em busca de um equilíbrio para aprovar a proposta. A autoria da matéria é do líder do governo no Senado e ex-ministro da Defesa, Jaques Wagner. Originalmente, o texto tratava de militares que ocupam cargos políticos, como ministro de Estado, mas essa parte foi retirada durante as negociações da matéria.

R7

Respostas de 9

  1. Concordo, por mim que aprovem isso de uma vez, mais um motivo para melhorar o salário… Lembro que autorizaram os militares estaduais a acumular cargos públicos há uns anos atrás ( com a docência ), e adivinhem quem ficou de fora….mas melhorar o salário não querem não …

  2. Bem incoerente o ilmo Senador. Ele mesmo disse uns anos atrás que quando a política entra no quartel a disciplina sai pela outra porta …aprova esse negócio logo, deixem a imprensa/ Esquerdoloucos felizes e façam a recomposição do soldo. Ninguém da ativa tá ligando pra isso ( principalmente pq não vai dar para ir embora proporcional, como se especulava)

    1. Mente pequena tem o cérebro dentro do estômago, enquanto isso perde direitos. Começa assim, depois tiram a paridade de vencimentos ative/reserva, depois joga todo mundo no SUS e aposentadoria limitada pelo INSS. Em alguns estados os servidores públicos que tinham caixa de previdência própria foram enganados cedendo suas economias para recompor o caixa de governadores, hoje estão na previdência comum.

  3. O soldo está congelado? Faz arminha que passa, pois só tem um culpado por tudo Jair Messias Bolsonaro o falso Messias. Pois vão descobrir lá frente que a lei 13.954 foi planejado para dar um golpe e comprar os altos coturnos militares. Tudo bem disfarçado. Quero ver em breve alguém vai colocar isso na mesa que a lei 13.954 foi para ter o apoio no futuro Golpe que tentaram dar, só se esqueceram da maioria e a maioria são os praças simples assim.

    1. O Deputado Glauber apresentou ao Plenário do congresso nacional, apoio para revisão da lei 13954, com a visão real do acontecido, o apoio dos prejudicados será fundamental.

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