Militar foi submetido ao bafômetro e o resultado foi de 00,0 mg/l
Felipe Campinas, do ATUAL
MANAUS – O primeiro tenente do Exército Yan Danrlei Ferreira Rozendo, de 28 anos, envolveu-se em um acidente que resultou na morte de Fernanda Rodrigues Pinheiro, de 18 anos, na noite de sexta-feira (14), no Centro de Manaus. O militar serve no 4º Batalhão de Aviação e foi preso em flagrante pelos crimes de homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.
Segundo testemunhas, Yan avançou o sinal vermelho com uma BMW e atingiu o carro Ford Ka, em que estavam Fernanda e o motorista de aplicativo Edney Franklin Silva do Amaral, de 33 anos. Ambos foram arremessados para fora do veículo. A jovem morreu na hora e Edney está internado na UTI, no Hospital e Pronto Socorro João Lúcio, na zona leste de Manaus.
O acidente ocorreu no Centro Histórico de Manaus, por volta de 21h30.
Policiais militares que atenderam a ocorrência relataram que o tenente estava consciente e foi conduzido ao Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, na zona centro-sul de Manaus, para atendimento médico. Depois, fez teste de alcoolemia (bafômetro) e o resultado foi de 00,0 mg/l.
Na delegacia, Yan preferiu ficar calado. A polícia arbitrou fiança no valor de R$ 20 mil para ele ser solto, mas ele optou por não pagar.
No início da tarde de sábado, o advogado Roberto Romano pediu a soltura do militar sem pagamento de fiança, sob alegação de que ele não tem “condições financeiras de arcar com o valor”.
Romano alegou que Yan é réu primário e “sem maus antecedentes”. Sustentou ainda que o militar “não coloca em risco a aplicação da lei penal a que porventura for imposta”, pois tem residência fixa em Manaus e também tem emprego, “sendo 1º tenente do exército brasileiro, lotado no 4º Batalhão de Aviação do Exército”.
A defesa de Yan afirma, no pedido, que Fernanda e Edney “foram arremessados para fora do carro pois estavam sem o uso do cinto de segurança”.
AMAZONASatual/Edição: montedo.com
Mulher morre em grave acidente no Centro de Manaus; veja o vídeo pic.twitter.com/QxDabnzPUL
— Tucumamidias4 (@Tucumamidias411) April 15, 2023
Respostas de 5
Uma batida violentissima.
Usou o direito de permanecer em silencio.
Bons tempos em que “amar a verdade” era um valor ético que se sobrepunha a uma garantia processual usada basicamente por criminosos.
Advogado criminal é isso mesmo: para safar o cliente vale até botar a culpa no “morto”… estava sem cinto…por isso foi arremessado para fora do carro…por conta do fato morreu…
Deixar apurar os fatos, ten BMW que não vale nei 100 mil, corrola e mais caro ver o ano da BMW, esse Tenente ser for de carreira atrapalha a vida dele toda ,se for temporário Rua. Lembrando e crime civil.
Esse caso me faz lembrar da quase supremacia do garantimos hoje no país.
É justo que uma sociedade onde o crime – seja lá com ou sem dolo – é a regra, e a fatalidade a exceção, coloque-se no topo o garantimos?
Ora, garantimos seria justo numa sociedade ordeira, onde todos respeitam as regras, onde o crime, a contravenção é algo raro, uma verdadeira fatalidade. Aqui sim, se justifica deixar o réu responder em liberdade.
Mas, implantar isso no Brasil de hoje é por vias indiretas estimular o crime, tirando o caráter educativo da pena.
Errata: *garantismo.