O dia em que o general do GSI de Lula foi desalojado da sala de Heleno
G. Dias chegou para trabalhar na antiga sala do general Heleno, chefe do GSI no governo Bolsonaro, mas o escritório já tinha outro dono
Guilherme Amado, Edoardo Ghirotto
O general Gonçalves Dias, conhecido como G. Dias, foi desalojado da antiga sala do general Heleno, que chefiou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante o mandato de Bolsonaro.
O atual ministro do GSI imaginou que o gabinete de Heleno seria o seu local de trabalho no governo Lula. No dia 2 de janeiro, primeiro dia de expediente, ele entrou na sala com assessores e sentou-se à mesa para despachar.
O problema é que a sala estava ocupada desde cedo pelo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Coube a um auxiliar de Padilha avisar a G. Dias que o GSI havia mudado de lugar no Palácio do Planalto.
Também foi a equipe de Padilha que ligou para a Casa Civil e pediu para uma equipe arrumar a sala onde G. Dias agora está instalado, no segundo andar do Planalto.
METRÓPOLES/montedo.com
Nota do editor
G. Dias foi barrado na reunião de Lula com os Comandantes das Forças Armadas na última sexta-feira(20).
Após a desastrada atuação no episódio da invasão do Planalto, o GSI está sendo esvaziado rapidamente; a Abin vai passar para as mãos de Flávio Dino (Justiça).
O recado é claro: mesmo sendo da “tchurma”, você é milico, portanto, não é “um dos nossos”.
O contexto, entretanto, não é estranho ao general. Ele chegou a ser barrado por Dilma Rousseff na porta do elevador privativo da presidência no palácio do Planalto. Além do célebre episódio da bolsa, é claro.
Respostas de 3
Sem problemas. Eles adoram estarem ao lado do “poder”, adotam bajular em troca de migalhas e de pertencerem ao entorno do “poder”.
Não vamos esquecer as humilhações diárias sofridas pelo então chefe do GSI no governo Dilma, perpetradas pela própria.
Em suma: eles não se preocupam com humilhações, desde que estejam ao lado do “poder”.
Não tem recado nenhum. As relações com o congresso e com a sociedade civil organizada sempre foram as prioridades dos governos dos PT. Nos governos do PT nunca quiseram dar protagonismo aos militares, nunca foram a prioridade e a interlocução com os militares é realizada pelo ministro da defesa. O GSI caiu em desgraça não foi agora, ficou desmoralizado quando acharam um grampo da CIA no gabinete da Dilma, e a cerejinha em cima do bolo foi quando os aviões da presidência eram usados para o trafico de droga. O GSI teve algum destaque foi quando o Temer foi presidente, era um presidente fraco, e com isso, colocou como ministro da Defesa um general o etchegoyen no GSI, diante dos assessores do Temer um pior que o outro, o da mala com o dinheiro, ao Gedel, o mais confiável e honesto se destacou. A aBIN quando foi criada, não foi para ficar subordinada aos militares, uma vez que cada força já tem o seu serviço de inteligência. Como o país não tem a cultura da sociedade Civil, as universidades, terem centro de estudos voltados para temas estratégicos como Defesa Nacional. A ESG que é ligada ao MD é quem iniciou esses estudos, mas que tem por tradição a escolha dos seus estagiários civis empresarios de alguma relevancia junto as Federações da Industria, quando deveria buscar isso nas universidades. o que a ECEME vem fazendo agora com alguma relevancia, e deveria estender isso para os cursos da ESAO/AMAN e depois num segundo momento para o CAS. E por osmose a função de inteligência acaba caindo no colo dos militares. O que no meu ponto de vista é ruim, uma vez que vc não há diversidade de opiniões e pontos de vistas diferentes sobre o mesmo assunto.
A soberania nacional é de defesa do Estado, não de governos Governos passam. Logo, serviços de inteligencia tem que estar na mão de gente competente, em órgãos de Estado, não de governos nem de universitários.