Congelamento de salário de servidores é ‘bomba-relógio’, diz presidente do TCU

Bomba relógio

Bruno Dantas afirmou que Paulo Guedes fez ‘reforma administrativa muda e cega’ ao não repor vagas de funcionários que se aposentaram

Daniel Gullino — Brasília
O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, afirmou nesta sexta-feira que a falta de reajuste do salário de servidores públicos é uma “bomba-relógio” que estaria prestes a explodir. De acordo com Dantas, o ministro da Economia, Paulo Guedes, fez uma “reforma administrativa muda e cega”, ao não repor funcionários que se aposentaram.
— A segunda face da reforma administrativa que foi feita foi o congelamento total de remuneração dos servidores públicos, que é algo que é uma bomba-relógio. Quando você tem uma inflação e que se aproximou da casa dos dois dígitos, agora recuou, (mas) sabemos que recuou artificialmente por causa dos preços dos combustíveis, e o salário dos servidores públicos congelado, nós sabemos que isso é uma fórmula insustentável, que em algum momento essa bomba vai explodir. Não sabemos em que mês, mas sabemos que está perto — disse Dantas, em café da manhã com jornalistas.
De acordo com o presidente do TCU, esse é um problema que terá que ser tratado pelo governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dantas já vinha exercendo o comando do tribunal de forma interina desde julho, mas tomou posse efetivamente na quarta-feira. O mandato é de um ano, com possibilidade de reeleição.

Prejuízo ao funcionamento da máquina pública
Dantas afirmou que a espécie de “reforma administrativa” feita por Guedes foi realizada sem “inteligência”, porque acabou prejudicando o funcionamento da máquina pública. De acordo com ele, o problema afeta diversos órgãos, entre eles o TCU.
— O ministro Paulo Guedes fez uma reforma administrativa muda e cega. Muda porque ele não comunicou que estava fazendo uma reforma administrativa. Ele parou de contratar servidores públicos. Só que, como há um volume muito grande de aposentadorias, isso significou uma redução do tamanho do Estado.

Ele continua:
— Isso é uma forma de reformar a administração. Só que é uma reforma cega, porque, na verdade, como o corte linear e não depende de uma estratégia de administração, é onde as pessoas estão completando idade para se aposentar, acaba não tendo inteligência por trás dessa redução da máquina.
Na quarta-feira, Guedes esteve na cerimônia de posse de Dantas e cumprimentou o novo presidente. O presidente Jair Bolsonaro, por outro lado, não compareceu.
Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro afirmou que a “contenção de concursos” foi a “maior reforma administrativa” que seu governo fez. O Executivo chegou a enviar uma proposta de reforma ao Congresso, mas o texto não avançou.
O Globo/montedo.com

Respostas de 5

  1. O DECRÉSCIMO disse que teremos aumento ano que vem.
    Ele é amigo dos cumpanheirú do Grupo de transição.
    Sua fontes são fidedignas.
    Esse negócio de bomba relógio é coisa de bolsominions nazistas.
    E a Lei do general será revogada.
    Obrigada DECRÉSCIMO pelas boas novas.

  2. Projeto típico de incompetente e com más intenções. Nas Prefeituras hj, mais de 50% exercem funções comissionadas com a finalidade de fazerem do serviço público um curral eleitoral. Concurso público é para o cidadão que estuda, previsto em lei e sem vínculo com políticos mal de intencionados.

  3. Na realidade iria transformar os cargos vagos de carreira para cargos em comissão ou temporário para livre nomeação e exoneração, para empregar quem desejam sem ser submetidos a alguma seleção ou melhor seria o retorno do “apadrinhamento”.

    Tudo isso passa de uma armação política.

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