Argentina reclama do excesso de voos para as Ilhas Falklands parando no Brasil

Cargueiro Boeing Globemaster C-17 atravessou o Atlântico desde a África e fez escala em Porto Alegre
Cezar Freitas / Arquivo pessoal

Juliano Gianotto
O embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Scioli, manifestou sua preocupação nesta semana devido ao aumento significativo de voos militares britânicos parando em território brasileiro, em seu caminho para as Ilhas Falklands (também chamadas por Ilhas Malvinas entre argentinos).
Em um documento diplomático entregue a Pedro Miguel Costa e Silva, Secretário de Negociações Bilaterais e Regionais das Américas, o governo portenho se mostra surpreso e preocupado, já que somente em janeiro deste ano, sete voos militares foram registrados.
O governo argentino detectou que entre os dias 4 e 28 de janeiro houve um tráfego incomum de sete aeronaves militares da Royal Air Force, a força aérea britânica, conectando as ilhas ao Brasil. Os aviões partiram do Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, e cinco desses sete voos foram de ida e volta.
De acordo com o MarcoPress, Scioli diz que “esses voos constituem uma manifestação adicional da ilegítima presença militar do Reino Unido no Atlântico Sul, que tem sido descrita pelos Estados membros e associados do Mercosul como contrária à política regional de busca de uma solução pacífica para o conflito”.
Os voos humanitários realizados pela RAF não são criticados pelo governo argentino, no entanto, operações dessa natureza (humanitário) somente são realizadas quando há vidas humanas em perigo devido a acidentes ou catástrofes, o que no momento não seria o caso, de acordo com os argentinos. Portanto, para eles, se trata apenas de deslocamentos militares.
Desta forma, e diretamente, o governo argentino “agradece que o governo brasileiro procure restringir a concessão de licenças para aeronaves militares britânicas provenientes ou com destino às Ilhas Malvinas apenas a casos estritamente humanitários”.
Em uma justificativa para o aumento dos voos para as Ilhas Malvinas, a RAF comenta que essas operações são devido ao início da campanha antártica.

Os voos
Alguns desses voos em janeiro foram noticiados aqui no AEROIN, dado ao fato chamativo. Registrado em vídeo, um Airbus A330 Voyager da RAF passou pelo Aeroporto Internacional de São Paulo e, uma semana depois, um Boeing C-17 Globemaster III passou pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, a caminho das ilhas.
AEROIN/montedo.com

Respostas de 3

  1. Curiosa a manifestação do embaixador argentino, contida no trecho “esses voos constituem uma manifestação adicional da ilegítima presença militar do Reino Unido no Atlântico Sul…”.
    Aliás, o governo argentino ter detectado “um tráfego incomum” de aeronaves militares da RAF em solo brasileiro é, no mínimo, intromissão leviana na soberanía do Brasil.
    Quando “Los hermanos” tentaram dizer aos britânicos que as “Falklands” eram “As Malvinas” tomaram uma surra vergonhosa.
    Já que estão tão preocupados, por que não protestam para a rainha Elisabeth II?

    1. Pelas fofocas, a maior preocupação da população é a carne,
      escassez de combustível,
      Altos impostos e baixos salários
      Privação da liberdade.

      E o povo que habita lá nos cafundós da tal ilha, prefere estar com apoio
      e sob as leis da potência da brita.

      Pra ter um causo bom, de uma abastecida da ANV a 330 da brita. No chute.

      O litro do QAV (querosene de aviação) era vendido ao consumidor final por uma média de R$ 3,787 em outubro 21.

      vezes

      139.100 LITROS (que vai nos tanques da eronave A330-200)

      Dá uma média de R$ 526.771,70. Dá mais de meio MILHÃO de reais.

      Só de QAV, aí em mais os custos e taxas de pista, aeroporto e demais, para pouso e decolagem.

      Sucesso a todo os amigos leitores.

  2. A Argentina é um pedaço da Europa em nosso continente. Uma potência em todos os aspectos, tudo graças aos seus grandes líderes e povo maravilhoso. Vejam como a comoção nacional pelas mortes causadas pela cocaína envenenada foi capaz de mobilizar o governo, o qual, por sua parte, mobilizou as forças de segurança visando encontrar o responsável por tal barbárie.

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