A TRADIÇÃO DO CAVALO BAIO DE MARECHAL DEODORO
Passados 132 anos da Proclamação da República, o Exército Brasileiro mantém a tradição de destaque de um personagem pitoresco do movimento que derrubou a monarquia no país: o cavalo baio de número 06. O animal é do mesmo tom de pelagem e medidas daquele usado pelo Marechal Deodoro da Fonseca em 15 de novembro de 1889.
Desde então, os critérios seguem o mesmos para o animal escolhido para ser montado pelo comandante do 1º Regimento de Cavalaria de Guarda – os Dragões da independência, responsáveis pela segurança presidencial.
REGALIAS
Na sede do 1º RCG, Baio tem regalias. O “comandante de quatro patas” usa shampoos e outros produtos especiais para ressaltar o brilho da crina. Ele é penteado diariamente e, tem uma alimentação equilibrada, “mas de vez em quando o tratador dá um doce pra ele”, brinca o comandante do Regimento.
Dentro do regimento, ele fica no estábulo ao lado de outros 280 animais abrigados na cavalaria presidencial, mas tem uma espécie de “escritório” próprio, com direito à plaquinha de identificação e decoração na entrada.
O cavalo de lida especial é alimentado duas vezes ao dia com ração e feno. Duas vezes por semana Baio é treinado pelo próprio comandante “para manter o condicionamento físico”. Nos demais dias faz treinos de meia hora, entre marcha, trote e circuito.
ENTENDA A TRADIÇÃO
Em 15 de novembro de 1889, o dia estava amanhecendo quando o Marechal Deodoro da Fonseca recebeu a notícia que as tropas do exército tinham se rebelado contra o governo e marchavam para o centro do Rio de Janeiro, então capital do país.
Doente, a história conta que o militar que, tempos depois se tornou o primeiro presidente do país, decidiu pegar uma charrete para ir até o Campo de Santana – onde, atualmente, está a Praça da República.
Ao chegar no local, mesmo sob protestos, o marechal pediu para montar um cavalo e, recebeu um animal de pelagem baia que tinha sido marcado com a matrícula de número 06. O cavalo foi cedido por um alferes (segundo-tenente) que, após a derrubada da monarquia, recebeu o primeiro Baio de volta.
Herói involuntário, o animal se tornou, assim, o primeiro beneficiário da república brasileira. Ele foi aposentado do serviço militar por relevantes serviços prestrados ao país, e passou o resto dos dias vivendo confortavelemente em um estábulo no Rio de Janeiro.
O cavalo foi imortalizado pelo pintor carioca Henrique Bernadelli no quadro “A Proclamação da República.
Do grupo 1º RCG – Dragões da Independência (Facebook)
Respostas de 4
Que mantenham o bravo e republicano o Baio 06 longe do Palácio de Planalto.
Em todo meu tempo de cavalaria, nunca vi um baio que prestasse para salto ou cross… talvez para polo e adestramento exista algum, mas para salto definitivamente nunca vi um animal de alto rendimento… nao sei se foi uma impressão errada ou se realmente a coisa nao combina
Pelo que sei foi GOLPE MILITAR. Dom Pedro foi traido. Foi Golpe…
Concordo plenamente!