Ministro do Meio Ambiente exige cardápio ‘diferenciado’ em voos da FAB

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Ministro do Meio Ambiente exige cardápio com sanduíche de filé mignon, iogurte e bandejas de frios em voos oficiais

André Borges/BRASÍLIA
Nada de barrinhas de cereal ou lanchinhos frios espremidos em saquinhos de plástico. O menu que o novo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, passou a exigir em seus voos feitos em aeronaves da FAB é de desbancar o cardápio de qualquer voo comercial de classe executiva.
O Estadão teve acesso ao “termo de referência” que a pasta de Leite elaborou para contratar, por licitação, a empresa que fará o serviço de “comissaria aérea” ao ministro e suas comitivas. A lista de alimentação é farta.
Além dos tradicionais jantares, são exigidos itens como quiches; sete tipos de sanduíches, incluindo aqueles com filé mignon e atum e do tipo “baby”. O roteiro gastronômico inclui ainda bandejas de frios pequenas e grandes, pizza, pão de queijo, iogurte light e de frutas, além de um “breakfast” quente e outro frio. Sobre os refrigerantes, só serve se for Guaraná Antarctica ou Coca-Cola.
As regras da licitação também determinam que o ministro, ou sua equipe, “definirá, em momento anterior à viagem, a variedade do cardápio para se compor as refeições”.

O novo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Pereira Leite, em 2019 durante audiência pública no Senado. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado (15/10/2019)

A reportagem questionou o Ministério do Meio Ambiente sobre o fato de a pasta exigir uma lista de refeições, fora do padrão daquilo que costuma ser servido em voos comerciais, além da especificação de marcas de bebidas. A pasta também foi perguntada sobre o fato de as diárias dos servidores públicos já incluírem recursos para gastos com alimentação. Não houve nenhuma resposta até a publicação deste texto.
Os serviços alimentares ao ministro e seus convidados serão concentrados no aeroporto de Brasília, a partir da base aérea da Força Aérea Brasileira (FAB), e deverão ser prestados em todas as viagens que ele e sua comitiva fizerem para deslocamentos oficiais.
Ministros de Bolsonaro têm reclamado do roteiro gastronômico que é servido nos voos oficiais. Neste mês, a ministra da Mulher e dos Direitos Humanos, Damares Alves, chegou a ganhar um “lanche” da esposa do deputado José Medeiros (Pode-MT).
“Rutinha, esposa do Deputado José Medeiros, morrendo de dó de tanto ver as postagens da ministra comendo salgadinho frio, batata frita murcha, bolo já mordido, mandou preparar uma comida espetacular e deixar lá no avião. No cardápio o melhor peixe do mundo (tinha peixe cozido, moqueca, peixe frito, arroz, pirão, farofa de banana além de suco e refrigerante. Gente, vocês não imaginam a alegria do time”, escreveu a ministra, em sua rede social.
Em outra ocasião, Damares disse que a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, “quebra todos os protocolos” nos voos oficiais. “Estes dias ela até serviu à mesa dos nossos queridos oficiais e praças e ela agora anda falando que vai levar marmitas do Palácio para comer junto com os oficiais e praças em todos as viagens”, relatou Damares.
ESTADÃO/montedo.com

Respostas de 11

  1. Repulsa só total dos integrantes deste governo. Nunca trabalharam de carteira assinada, sempre as custas do dinheiro público e, agora, enquanto há milhares de pessoas sem ter o quer comer, pegando osso e revirando lixo, os ministros com seus altos salários querem exigir que o estado proporcione um cardápio diferenciado, porque o que é servido não agrada!

    Ah! Mas vão dizer: “ele deixar de comer não vai mudar…”, infelizmente não, mas gastar desnecessariamente mostra a preocupação com os pobres.

  2. Se isto for verdade, é uma grande vergonha e um tapa no rosto de milhões de brasileiros que estão passando fome. Nada podem escolher, a não ser entre ossos ou pelancas…..triste tudo isto.

  3. Acho justo, Ele é ministro. Fazendo uma comparação com Fundo Partidário: pagamos duas vezes para esses políticos, seus salários e esse tal de fundão. Quando uma pessoa normal abre um negócio todos os gastos são por conta dela, inclusive para da divulgação, ela não tem esse tal de fundão. Os partidos já ganham o suficiente para fazerem suas propagandas. Como o povo age apenas pelo momento, e ninguém, mais ninguém faz nada, acho justo uma refeição a altura desses parlamentares.

  4. Não só ele como vários outros que conhecemos bem, se aproveitam das mordomias (esta evidenciada) deixarão um dia o posto que ocupam. É bom que não se acostumem.

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