Capitão do Exército disputa “prova que não acaba nunca” nos EUA

Em 2009, Farinazzo venceu a Badwater, a ultramaratona mais difícil do planeta

Juiz-forano pretende correr 160km por dia em prova nos Estados Unidos
Marco Farinazzo disputa “a prova que não acaba nunca”. Big Backyard Ultra, tem largada neste sábado (19)

Bruno Kaehler
Uma prova de largadas que pode – e deve – durar mais de 48 horas. Nela, a Big Backyard Ultra, há a obrigatoriedade de completar um percurso de 6,7km em até uma hora para se qualificar à largada seguinte. O roteiro se repete de 60 em 60 minutos até restar apenas um competidor. Nem mesmo o veterano em ultramaratonas, Marco Farinazzo (4ª Brigada de Infantaria de Montanha/Sincronia Fisioterapia/Alta Patente), 51 anos, já participou de um desafio neste formato, conhecido como “a prova que não acaba nunca”. Até este sábado (19), quando ele estará em Bell Buckle, no Tennessee, Estados Unidos, justamente para desafiar a resistência com selecionados ultramaratonistas de todo o planeta.
Farinazzo buscará ser o “sobrevivente” da prova dos EUA (Foto: Fernando Priamo)
“Quem faz corrida, quando larga, às vezes lamenta o início, sabe que só no ano que vem terá a largada de novo. Essa prova é diferente. A cada hora terá uma largada nova. Vamos percorrer um trecho de 6,7km dentro de uma mata com uma hora para fazer isso. Às 6h40, atletas de vários países largam para percorrer esses 6,7km, porque às 7h40 terá uma nova largada. E assim sucessivamente, às 8h40, 9h40… os atletas que não conseguirem correr essa distância em uma hora e estiverem alinhados para a próxima largada serão desclassificados. Só que isso pode durar, um, dois, três, quatro dias”, explica Farinazzo à Tribuna.
O ineditismo, contudo, não diminui a ousadia do objetivo do juiz-forano. “Eu só tenho um objetivo para essa prova: ser o sobrevivente. Vamos rodar 160km por dia e não temos direito a erro na estratégia. Estou bem confiante e tenho certeza que vou ter o apoio dos outros atletas. Sempre digo que só o esporte une os povos”, destaca.
Para ser o vencedor da prova, o esportista local conta que irá “tentar administrar as voltas para cada situação. Vou precisar dormir, ir ao banheiro, trocar o tênis, aí terei que forçar a volta para poder ter tempo. Comer e beber alguma coisa já posso fazer durante o percurso, correndo mesmo. Vou tentar fazer as voltas com conforto para estar sempre bem fisicamente.”
Entre as principais dificuldades, estará a falta de apoio até o momento. “Não consegui ninguém de apoio até o momento e minha preocupação maior é justamente ter alguém para me acordar para a largada seguinte. Mas estou buscando, recebendo mensagens de outros atletas que irão poder me ajudar”, conta Farinazzo, ressaltando, ainda, que a previsão do tempo é de frio de 5 a 10 graus à noite, com chances de chuva.
TRIBUNA DE MINAS/montedo.com

Respostas de 7

  1. Ele que está certo, enquanto temos vários aqui discutindo, quase infartando, ansiosos com a PL, o Capitão está lá fazendo o que gosta, aproveitando. Assim, muitos aqui tinha que está assim, pois não sabemos quanto tempo de vida teremos pela frente.

    1. Sim, irmão.
      Ele está certo. Esportes é vida.
      Agora você sim está no oposto, ficar se preocupando com algo que já sabe o resultado.
      Tempo para perder com lamentações e a vida segue.
      Comentários inócuos desse tipo até se presume seu resultado em taf.
      Sucesso ao CAP QAO Farinazzo. somente quem é ultra sabe.

  2. Símbolo da motivação e superação.
    Crava seu nome e mostra nossa bandeira em mais essa dolorosa prova.
    Um feito aos moldes da BadWather.
    Concentração e Fé.

    1. A única coisa que nunca acaba é o chororo dos Qes e a tramitação desse PL. Já estamos quase no final de 2019 e nada. Parabéns Farinazzo avante!!!

  3. A pequena cidade de Bedford County, que abriga 45 mil habitantes no Tennessee, receberá uma das ultramaratonas mais excêntricas do planeta: a Big Backyard Ultra.

    Os corredores devem completar 4,16 milhas (6,66 km) em uma hora. Em seguida, os participantes fazem o roteiro de novo, sempre respeitando o tempo-limite. E de novo. E de novo. E de novo. Esse circuito de repetições dura até que apenas um corredor continue na disputa e seja declarado o vencedor.

    Em 2017, o campeão percorreu 246 milhas (393 km) em 59 horas consecutivas.

    Na Big Backyard Ultra, não importa se o participante termina seu ciclo mais rápido ou mais lento. Cumprindo a meta de completar 6,6 km em uma hora, não interessa a velocidade ou a posição do competidor. Vence quem fica inteiro por mais horas, não necessariamente o mais rápido.

    “O problema quando você ganha a Big Backyard Ultra é que isso significa que você não atingiu os seus limites. Sua corrida parou porque todos os outros corredores não chegaram, não porque você decidiu que era suficiente.

    A primeira refeição é servida oito horas após o início da primeira volta. Até o cardápio é inusitado: a organização serve linguiças e chili aos participantes. Água está disponível no percurso todo.

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