Após ordem judicial, USP “desiste”de barrar alunos dos colégios militares

A USP voltou atrás e confirmou a matrícula de alunos de colégios militares aprovados via Sisu, informou ontem a jornalista Tânia Monteiro, do Estado de São Paulo. Só que essa não é a história completa.
A medida foi tomada após a pró-reitoria de graduação da universidade ser intimada a cumprir medida liminar em favor do candidato Pedro Morta Hoertel, aprovado na seleção para Engenharia de Computação. Em sua decisão, o juiz Antonio Augusto Galvão de França, da Quarta Vara da Fazenda Pública do TJ/SP,considera como públicas todas as escolas criadas, incorporadas, mantidas ou administradas pelo Poder Público, o que inclui o Sistema Colégio Militar do Brasil (SCMB).
Pedro Morta Hoertel foi aluno do Colégio Militar de Brasília e um dos destaques da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Na edição de 2017, ele ganhou a Medalha de Prata no certame.

Retaliação?
A decisão da USP de cancelar matrículas de estudantes de escolas militares aprovados no vestibular por meio do Sistema de Seleção Unificado (Sisu) mobilizou na última quinta-feira o Comando do Exército e o Ministério da Educação. A Pró-Reitoria de Graduação alegou que as 12 escolas mantidas pelo Exército não se enquadrariam no sistema de cotas por serem mantidas por contribuições e quotas mensais pagas por pais de alunos.A medida foi interpretada como retaliação ao governo de Jair Bolsonaro.

“Meia-volta, volver!”
Em nota, a USP comunicou que, “face às afirmações que se tornaram públicas e para garantir a lisura de seu processo de matrícula, todos os candidatos aprovados oriundos de colégios militares, vinculados e mantidos efetivamente pelas Forças Armadas, que se inscreveram no vestibular optando pela ação afirmativa para egressos de escolas públicas, tiveram a sua matrícula aceita, uma vez que atendem plenamente ao regramento estabelecido para o concurso vestibular 2019”.
Com informações de O Estado de São Paulo

Respostas de 8

  1. Já escrevi aqui no site…o governo federal tem o dinheiro, mesmo as universidades estaduais dependem de convênios e repasses do governo federal, e é só fechar as torneiras que a boa vontade com os militares volta rapidinho! Ainda espero que o governo Bolsonaro encontre os responsáveis pelo descaso no Museu Nacional que resultou em destruição do patrimônio publico e puna exemplarmente!

  2. Poderia a USP ter evitado tudo isto se não fosse tão chegada ao comunismo fajuta. Pelo que sempre soube colégios municipais, estaduais e federais sempre foram públicos. Os alunos não têm culpa de terem a “infelicidade” de irem estudar numa escola RÍGIDA e que portanto FUNCIONA. Eu mesmo, ao passar por uma simples escola chamada de Escola de Especialistas de Aeronáutica, não foi o Colégio Militar citado aqui, acho que isso foi primordial para eu passar no vestibular, para fazer faculdade e para a minha vida até hoje. Não tive sorte, tive mérito; pois vim desde o primário de outras escolas públicas. Nota: não precisei fazer aquele famoso cursinho de Cascadura na época.

  3. Eu não sou a favor das cotas, porém quero utilizá-las.

    A USP é um antro da esquerda, sou contra os comunistas, mas quero estudar lá.

    Estudo no “melhor” ensino do país, no entanto preciso de cotas para entrar no ensino superior.

    O subão que foi falar da QME levou uma catracada.

  4. O STF deu um novo entendimento para a palavra “gratuito” quando autorizou a cobrança sem limite das quota mensal escolar (QME). Portanto isso pode abrir caminho para que todas escolas ou universidades públicas possam cobrar pelo ensino ministrado naqueles estabelecimentos de ensinos, sem qualquer controle ou justificativa para sua existência.

    Nesse país até para ter algo gratuíto tem que pagar.

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