Reinaldo Azevedo
Alto Comando se preocupa com radicalização e nunca se sentiu representando por discurso de Bolsonaro, visto como extremista
Já tratei deste assunto e volto a ele. O alto comando das Forças Armadas está preocupado com o clina de radicalização do país e já fez essa preocupação chegar a Jair Bolsonaro (PSL), provável vitorioso na disputa eleitoral do próximo dia 28. A avaliação que se faz intramuros não poupa críticas a ninguém, tampouco ao próprio Bolsonaro, que nunca foi considerado um exemplo de moderação e de retórica elevada. Não são poucos os que acham que, ao longo de sua história, fez uma defesa das Forças Armadas que não era do interesse da própria instituição. Enquanto a palavra de ordem era investir na profissionalização dos homens de farda, ele insistia na ideologização para ganhar votos. Na verdade, nunca se apostou que pudesse chegar tão longe. Ou, nas palavras de um crítico de uniforme reluzente, aquilo “servia à defesa de interesses corporativos da reserva; não se imaginava que pudesse ser um projeto de poder”. Os que respondem pelo destino das três Forças não se sentem representados e temem mesmo ser confundidos como fiadores do governo. E, como se alerta por lá, “nosso papel é o que está previsto no Artigo 142 da Constituição, não importa o presidente”. Ou ainda: “Atuamos para garantir a independência dos Poderes e de forma subsidiária para assegurar a lei e a ordem; não servimos para segurar presidentes em seus cargos ou para endossá-los”.
Críticas se estendem ao PT: “Bolsonaro é obra dos petistas, não de qualquer intenção das Forças Armadas de fazer política”
As críticas, por óbvio, não poupam o PT. Nas palavras de um analista ferino, “Bolsonaro é obra dos petistas, não de qualquer intenção das Forças Armadas de participar da política, como andam dizendo por aí. Não temos nenhuma! As Três Forças têm canais institucionais de atuação e diálogo com os Poderes da República para fazer chegar suas demandas de caráter estritamente técnico; não precisamos de um presidente da República que nos represente”. A ideia, vocalizada pelo presidenciável petista Fernando Haddad, de que as eleições no Brasil estariam sob uma espécie de tutela da linha-dura militar é, nas palavras desse interlocutor, “uma bobagem”. E acrescenta: “Inexiste essa articulação; o fato de Bolsonaro estar cercado de generais da reserva que o auxiliam em seu programa não encontra amparo nas Forças. Até diria que o mais conveniente seria que não fosse assim”.
“Bolsonaro só passou a ser levado a sério nos quarteis, que nada decidem, quando PT atrelou sucessão à vontade de Lula
Segundo essa análise, quando o PT decidiu atrelar a disputa eleitoral às decisões de Lula, que estava preso, só então Bolsonaro passou a ser uma opção levada a sério também nos quartéis, sempre destacando que “os militares não elegem ninguém porque não têm votos para isso”. E ele desafia: “O candidato petista fez essa acusação, mas duvido que consiga apontar alguma interferência que tenha provocado viés na disputa”. Lembro ao interlocutor a frase do general Eduardo Villas Boas, comandante do Exército, que afirmou o seguinte em entrevista ao Estadão no dia 9 de setembro: “O pior cenário é termos alguém sub judice, afrontando tanto a Constituição quanto a Lei da Ficha Limpa, tirando a legitimidade, dificultando a estabilidade e a governabilidade do futuro governo e dividindo ainda mais a sociedade brasileira. A Lei da Ficha Limpa se aplica a todos”. Pergunto se o militar não estava se referindo a Lula e se aquilo não poderia caracterizar uma espécie de veto.
“Fosse uma guerra, parece que Ciro era a melhor escolha estratégica da esquerda, mas o entendimento do PT foi outro”
E ouço como resposta: “É claro que se referia a Lula. Mas não há veto nenhum. O general deixou claro na entrevista que as Forças Armadas se ateriam a seu papel constitucional.” E acrescenta: “Quantos votos aquela entrevista tirou do PT ou deu a Bolsonaro? A fala até serviu de combustível para o proselitismo das esquerdas”. Segundo a avaliação do alto comando militar, os petistas subestimaram o que há muito parecia claro e era matéria corrente em análises feitas intramuros: a rejeição ao petismo era grande, especialmente nas regiões Sudeste e Sul. Tanto é assim que, num dado momento, os próprios militares chegaram a vislumbrar a hipótese de que o PT poderia optar por uma aliança com Ciro Gomes, como defendia, aliás, Jaques Wagner, que chegou a ser ministro da Defesa no governo Dilma. Mas não aconteceu. E acrescenta o interlocutor: “À medida que o PT esticou a corda até o limite, insistindo numa candidatura que sabia impossível, a alternativa Bolsonaro cresceu. Parece também que eles fizeram uma aposta errada ao imaginar que o candidato Geraldo Alckmin acabaria tomando o lugar de Bolsonaro.” Segundo essa análise, o partido desprezou o enraizamento da candidatura do capitão reformado, que passou a ser visto, então, como a única figura com pulso para enfrentar Lula e seu partido”. Com alguma ironia, acrescenta: “Nós não podemos responder pelos erros cometidos pelo PT. Fosse uma guerra, parece que Ciro era a melhor escolha estratégica. Mas o entendimento dos petistas foi outro”.
Discurso da Paulista feito por Bolsonaro foi visto como ‘irresponsável’. Ou: As Forças Armadas não estarão no poder
Como se nota, os militares estavam com uma leitura mais realista do processo político do que o próprio petismo. E, à diferença do que pensam os simples de espírito, não estão exatamente tranquilos com o que está por vir. Uma coisa é dada como certa: as reformas não serão indolores e tenderão a gerar reações. É por isso que já chegaram a Bolsonaro mensagens deixando claro ser preciso baixar a temperatura do confronto político. Os militares temem sobretudo os espíritos exaltados que não contam necessariamente com o endosso das forças políticas em nome das quais atuam. O discurso do candidato do PSL a seus militantes na Avenida Paulista foi considerado irresponsável e preocupante pela cúpula militar e se espera do candidato uma mensagem que acene com a pacificação do país. Até porque se considera um dado da realidade que a reforma da Previdência, qualquer que seja ela, vai gerar reações negativas na sociedade. Os militares querem que fique caracterizado, e disto Bolsonaro também sabe, que será um governo de civis, ainda que integrado por alguns militares da reserva, a começar do presidente da República. Ou no resumo do interlocutor: “Não importa a qualidade do governo, as Forças Armadas não estarão em julgamento porque não estaremos no poder”.
Blog Reinaldo Azevedo (Rede TV)/montedo.com
Respostas de 16
Vamos a análise:
O missivista: Reinaldo AZEveDO, notório jornalista defensor de Aecinho, portanto, não e neutro o suficiente p dar-se valor a sua opinião. Ferrenho opositor a tudo oq Bolsonaro faz , fala, pensa, etc..
Está sendo processado p Joice Hasselman, p falar oq, ao entender da autora d processo, não devia.
Oq o missivista expõe: nada diferente do q temos visto desde q Cabral fez d conta q descobriu Pindorama. Os militares falam q são neutros, mas desde Deodoro, são os q decidem os destinos do país.
As fontes entrevistadas: no anonimato, sempre defendendo neutralidade e prometendo fidelidade canina a qualquer governo q garanta uma boquinha no exterior ou em alguma diretoria d estatal.
O desejo da tropa; este sim, e oq importa. Quer sim, ser representada no governo, pois também paga impostos e tem direito a voto. Portanto, esta matéria serve apenas p limpar a bunda, ( perdoem os mais sensíveis)
Vão tomar vergonha na cara e parar de decidir oq convém aos outros. Não somos gado.
Bando d hipocritas!
É tanto mimimi, disse isso, aquilo, cospe aqui, ali, mas ninguem fala/escreve q todos os chefes foram lá colocados pelo PT & CIA.
Q este jornalista? sempre fala por ouvir disser.
Nos finalmente, é um papagaio.
A candidatura do Bolsonaro é comentada nas OM há muito tempo, muito antes de qualquer meio civil fazer qualquer nota.
Nada mais nada menos choro de bocas perdidas.
E como tem boca. Boba com dentadura, dentão, desdentado, …….
O que a tropa quer é aumento de soldo. Não percamos o foco.
Quem não defende interesses? Quantos conseguem seus interesses através do lobby, de amigos, da corrupção? Queremos defesa de interesses individuais ou coletivos?
Quando fiz prova para a EPCAR fui “contra indicado” após fazer o último teste, o psicológico. Fui contra indicado por ser incapaz ou para atender algum interesse?
Infelizmente temos essa cultura de gueto, patrocinar os “chegados”. Essa reserva de mercado acontece em todo lugar, em todas as instituições.
E, o que se poderia dizer, da anuência ou do silencio, ou do “deixa correr” para ver como fica, dos conservadores, nesses 30 anos de Constituição?
Como conseguiram deixar as esquerdas invadir e destruir a cultura, as instituições e as propriedades privadas, desprotegendo o cidadão onde, sua reação é hoje mais criminosa que a de um bandido?
Como puderam deixar o Estado financiar o crime com o auxilio reclusão, auxilio financeiro para dependentes químicos e outras porcarias, gerando um circulo vicioso? O bandido sai da cadeia, recebe R$ 40 mil de indenização, comete outro crime e volta para a cadeia para fazer outra poupança, custando no mínimo R$ 5 mil ao estado.
Como a direita conseguiu essas proezas?
Mais um jornalista “ENTENDIDO” em forças armadas…kkkk
Tipo de reportagem fuleira…que dá aquela sensação de tempo perdido ao terminar a leitura…
Militares votam sim em Bolsonaro! Queremos que ele nos represente sim! Estamos cansados de altos estudos para melhorar nossos miseráveis soldos! Agora, se você acredita que algum chefe vai melhorar a situação da empobrecida família militar…ou que o outro candidato, esquerdista, fará algo bom para as forças armadas…procure, urgente, um bom psiquiatra!
Olhando pelo retrovisor, todo mundo ganharia muito dinheiro na B3. Se tivesse feito isso ou aquilo, teria sido melhor ou pior.
Quem quer o PT? Quem quer mudanças? O voto da multidão não é só anti PT mas, especialmente, um voto de Esperança, de mudanças, de identificação nacional. E não adianta dizer que as forças armadas não são PODER.
Reinaldo Azevedo não tem credibilidade para falar mais de nada!
Ao ver que foi o Reinaldo Azevedo que escreveu, não perdi tempo lendo…
tinha admiração por esses site, mas ao logo do tempo vejo que ele é contra aqueles que vem sustentando essa página que são os militares que você não tem nenhum apreço por eles e não me venha dizer que é a sua opinião que não vai colar, dá audiência a esse “repórter” que de imparcial não tem nada é um comunista de carteirinha só veio afirmar aquilo que eu desconfiava. VOCÊ NÃO É A FAVOR DO BRASIL, deve ser uma melancia “VERDE POR FORA E VERMELHO POR DENTRO.
Eu gostaria muito de falar umas verdades… Mas eles iriam me perseguir.
Esse jornalista bipolar, que passou a ser mais conhecido depois que o Brasil conheceu a irmã do Aécio Neves, tinha um discurso na revista Veja e passou a ter outro quando virou pau-mandado da BandNewsFM e da RedeTV!
São dois grupos de comunicação que precisam de desarquivamento para saberem se terão futuro!
Assim como outros.
Eu gostaria de refutar algumas idéias no site desse comentarista. Mas o Democrata fechou a parte de comentários lá,e hoje fala sozinho.
Que falta faz o estudo na vida do homem. Ao ler o texto e os comentários percebe-se nitidamente a graduação ou posto de quem escreve. Quem está pensando em votar no Bolsonaro pensando em aumento salarial não conhece a realidade econômica do país. O Bolsonaro tem o dever no domingo se confirmar as pesquisas de fazer um discurso de conciliação nacional, a preocupação dos militares, digo alto comando, e que o acirramento da disputa e discurso político se encerre no domingo, caso contrário, tempos sombrios virão, até mesmo a intervenção militar para a garantia da lei e da ordem, isso sem a convocação de nenhum dos poderes. Porque vocês acham que o Toffoli como colocou um general como acessório. Por sua vez a identificação de um possível governo Bolsonaro identificado com os militares em caso de fracasso desse governo o ônus seria também das FA. Para quem não se lembra ou era muito jovem, após 1985 durante muitos anos todos os males e problemas do país foi atribuído ao regime militar. O PT com qualquer resultado dessa eleição sai como o grande vitorioso dessa eleição. Fará oposição democrática apostando no quanto pior melhor. Conseguiu apresentar um novo líder nacional. Quem apostava que o PT iria acabar, conseguiu ser a maior bancada da câmara. A coligação em uma chapa Ciro/Haddad teria grande apelo. Mas Ciro e Ciro.
Bom dia. O que eu me lembro, em 1985, um cabo da FAB ganhava igual a um Agente da Polícia Federal. O dinheiro acabou agora, foi? Logo na nossa vez?
É lamentável ler este artigo. O Bolsonaro tem meu aval. Um homem de coragem. Como Presidente por certo irá melhorar em muito o salário das Forças Armadas por ser militar. Agora analiso de que forma será interpretado pelo Bolsonaro este tipo de declaração do reporter Reinaldo Azevedo. A quem interessa isso. Tenho certeza que os militares da Ativa não pensam assim. Também estão desejosos de ter Bolsonaro como Presidente, para não morrerem de fome em virtude de estarem endividados e não verem saída, o que tem deixado os funcionários militares sofrer. Como militar da reserva jamais faria declaração que viesse rachar as Forças Armadas, aja visto que todos amanhá serão reservistas, e dependerão de um bom salário. É CLARO que os militares são pagos pela Nação. Mas temos que ter consciência que dependemos do aval de um presidente da República para melhorar nosso salário. Me desculpe a franqueza da minha parte Reporter. Mas o seu relato é puramente tendencioso para o lada da Esquerda. Não sei se o Alto comando já leu este artigo. Mas seria bom que lessem o seu artigo. Não devemos ser precipitado em escrever algo antes de as coisas terem seu fim.Sou militar reformado do Exército, Pertenço a Mídia como profissional de Radio. Confesso que é uma reportagem um tanto quanto difícil de engolir.
Olhando os comentários antes de saber sobre o autor do texto, desisti do texto. Isto porque é notório que este tal Azevedo é um COMUNISTA ENRUSTIDO sem um pingo de vergonha na cara. Não vale a pena perder tempo com algum texto dele. Garanto que ele adoraria se BOLSONARO fosse do PT e estivesse na vantagem. O problema maior é que esses COMUNISTAS se julgam OS MAIS INTELIGENTES DO BRASIL, eles se autoelogiam, coisa de incompetentes, pois quem é bom mesmo é notado por outros, mesmo quando se escondem. Para mim, esse Azevedo não passa de “UM ZERO À ESQUERDA” que, infelizmente, ainda consegue vaga de algum “padrinho” na tv. É mais uma besta petista.