
Procedimento foi aberto em julho por suspeita de crime militar em outras declarações
Aguirre Talento
BRASÍLIA — O coronel da reserva do Exército Antônio Carlos Alves Correia, que gravou vídeos proferindo ameaças a ministros do Supremo Tribunal Federal ( STF ), já é investigado desde julho pelo Ministério Público Militar por suspeita de crime militar em declarações ofensivas a membros do Exército.
Em 12 de junho, o Comando do Exército enviou um ofício, acompanhado de um DVD, à Procuradoria-Geral de Justiça Militar, solicitando a investigação do caso. De acordo com o ofício assinado pelo general de divisão Tomás Paiva, chefe de gabinete do comando do Exército, “o militar incita à subversão da ordem política ou social, além de dirigir palavras agressivas e ofensivas contra autoridades dos três Poderes da República, configurando indícios de crimes militares”.
Em um dos vídeos, de acordo com o ofício, o coronel afirma que o general Eduardo Villas Bôas, atual comandante do Exército, “é um homem doente, provavelmente com o raciocínio debilitado” e “exige que o Gen Matos assuma imediatamente o Comando do Exército e prenda o presidente Michel Temer. Afirma, em diversas oportunidades, que o Presidente da República, o Congresso Nacional e os Ministros do STF são ladrões”.
Sobre as recentes ofensas proferidas contra os ministros do STF, o Ministério Público Militar afirma que encaminhará o assunto ao Ministério Público Federal, por não ver indícios de crimes militares –só poderia haver esse tipo de crime se houvesse ofensa contra os militares. O Código Penal Militar estabelece, dentre outros delitos, o de ofensa às Forças Armadas, desacato a militar e desacato a superior. As declarações do coronel Correia contra integrantes do Exército poderiam, em tese, serem enquadradas nesses crimes. Segundo o MPM, as ofensas contra outras autoridades foram encaminhadas para investigação do Ministério Público Federal.
“O Ministério Público Militar esclarece que, em relação às declarações feitas pelo coronel R1 Antônio Carlos Alves Correia sobre a ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber, em vídeo que circula pela rede mundial, cabe ao Ministério Público Federal a apuração de eventuais crimes, uma vez que não se trata de crime militar”, disse em nota.
O GLOBO entrou em contato com o coronel da reserva, mas ainda não teve retorno.
O GLOBO/montedo.com
Respostas de 3
Alguém trabalhou com esse coronel ?
Onde serviu, qual a função, quanto tempo está na reserva ?
O único coronel macho que vi na vida…….o resto é tudo covarde.
Assisti os vídeos do oficial e, na minha humilde opinião, ele é ou está desequilibrado.