General Mourão crê em mais de um responsável por atentado contra Bolsonaro: ‘coisa organizada’

“Devo continuar com trabalhos que já vinha executando e se houver alguma extrema necessidade irei à rua”, disse (Renato S. Cerqueira/Estadão Conteúdo)

Por Jovem Pan 10/09/2018 10h14

Três dias após atentado a faca contra seu cabeça de chapa, Jair Bolsonaro, a intenção de General Mourão é permanecer com posição discreta, mesmo com a situação do candidato à Presidência, que ainda está internado para se recuperar de cirurgia.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o vice da chapa reconheceu que Bolsonaro “é insubstituível em termos de rua, é homem das massas” e afirmou que sua posição será “mais discreta”. “Devo continuar com trabalhos que já vinha executando e se houver alguma extrema necessidade irei à rua”, disse.

Sobre o atentado contra Bolsonaro na última semana, ele evitou acusar um responsável. “Não quero acusar sem provas. Seria forte eu chegar agora e dizer. Jungmann disse que é lobo solitário, mas pra mim existe mais gente, foi coisa organizada, existem imagens do momento, pessoas estão sendo levantadas. Suspeita-se que mais gente passou a arma que ele usou. Espero a investigação. Temos mantido contato com a PF. Mas seria leviano atribuir a A, B ou C, porque não tenho esse dado.

Claro defensor de seu cabeça de chapa, General Mourão comentou a última pesquisa Ibope, que mostra rejeição de 44% ao nome do PSL. Questionado se a ausência de campanha durante o primeiro turno dificultará uma melhora, o vice admitiu que sim.

“Óbvio que dificulta, apesar de o fato ocorrido sirva para diminuir a rejeição. Mas não quero desqualificar a pesquisa, mas sem entrar no mérito, são dois pontos, a eleição de que ele seria incitador de violência, que ele não é, e a questão de gênero, das mulheres que sempre tem se procurado bater”, disse ao referir-se à campanha de Geraldo Alckmin com críticas à postura de Bolsonaro.

“Não vamos dizer que é Bolsonaro paz e amor, mas Bolsonaro razoável. Ele tem respeito às mulheres, tem família, relacionamento com ex-esposas. Trata as pessoas de forma gentil”, defendeu General Mourão.

Jovem Pan/montedo.com

Respostas de 5

  1. O que mais tinha nas redes sociais eram ameaças e conluios para matar o capitão.A PF não sabia disso? Nem desconfiou ou investigou? Alguém tem alguma duvida de que existam grupos radicais e terroristas se fazendo de doidos solitários? São os famosos zumbis, dispostos a fazerem qualquer coisa a mando do “Deus”… aquele que disse que,nem Jesus impediria dele ser presidente em 2018 e está na terra, atrás das grades. Parece que esse “Deus” não tem tanto poder assim, mas tem um pequeno exército de capetas sob seu comando.

  2. Só sei que o esfaqueador é “inocente” mesmo. Ficaram com tanta peninha dele que arrumaram 4 advogados renomados, “daqueles que cuidam só de pobres”, para defendê-lo, e olha que ele estava desempregado, hein! Ele já estava com 1 mês de aluguel pago, no local. É uma pessoinha “muito boa”, “nunca fez mal a ninguém”, nem ao Bolsonaro, “não merece, portanto, estar preso, tadinho!” ISTO É UM “VAGA” DE 5ª CATEGORIA!!!

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