Agência internacional desmente frase atribuída a comandante do Exército sobre facções e terrorismo

Fake news falas de Tomás Paiva sobre PCC e CV

Reuters conclui que postagens inventam declaração do general Tomás Paiva após Estados Unidos anunciarem plano para rotular PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.


Postagens falsas nas redes sociais inventam uma declaração do comandante do Exército, general Tomás Paiva. Os textos mentem ao afirmar que o militar se opõe a classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas sob a justificativa de que, “se fossem, o Exército já os teria combatido”.

A agência Reuters Fact Check investigou o caso e confirmou que a imprensa e os canais oficiais não possuem nenhum registro dessa afirmação.

A peça de desinformação surgiu na metade de maio e ganhou força logo após o governo dos Estados Unidos anunciar que pretende designar as duas facções brasileiras como organizações terroristas. Os autores das publicações usam a foto de Tomás Paiva, mas escondem o local e a data da suposta fala.

Até o momento, as Forças Armadas mantêm silêncio sobre a decisão norte-americana. Reportagens da CNN Brasil e do jornal O Estado de S. Paulo ouviram militares nos bastidores sobre o plano dos EUA, mas nenhum deles mencionou qualquer posicionamento de Paiva.

Governo Federal critica decisão dos EUA

Se por um lado o Exército não se manifestou, por outro o governo federal publicou uma nota oficial com duras críticas à postura dos Estados Unidos. O comunicado brasileiro classifica a medida unilateral como um “possível retrocesso no combate ao crime” que pode prejudicar a troca de informações entre as polícias e afetar o sistema financeiro do país, incluindo o Pix. O governo brasileiro ressaltou que prefere construir soluções conjuntas.


Veredicto:

A postagem inventa a declaração do general Tomás Paiva. Ninguém encontrou provas ou registros de que o comandante do Exército tenha dito essa frase.

Respostas de 7

    1. Pow… então Trump está certo já que narcotraficantes representam legalmente o Brasil sob ataque. Sem dizer que controlam 25% da população de brasilianos. Sem contar os golpistas de toda espécie, fraudadores de combustíveis e alimentos, ladrões de aposentados, licitações superfaturadas, exportações sub faturadas, banqueiros cobrando taxas irregulares há mais de 14 anos, fraudes alfandegárias, etc. É só abrir o noticiário para ver que o paraíso da roubalheira e dos golpes é aqui, privados e públicos e, sendo públicos, com dificuldades máximas de acesso às informações. Quem precisa de guerra híbrida com a auto destruição moral das instituições?

  1. Forças sem líderes são assim, são atcadas e quem estar à frente recua, fica mudo com medo ou receio de desagradar políticos e perder o cargo.

  2. Vivemos num paradoxo.

    Para mostrar que não mais se está atrelado à política, se aproxima do grupo político oposto.

    Esse envolvimento com a política – independente de qual seja o espectro ideológico – corroi aos poucos a instituição por dentro.

    Na minha ignorância, fico a me perguntar: Não teria sido muito mais inteligente que No dia 9 de janeiro de 2023 se elegesse como foco as atividades intramuros?

  3. O Comandante do Exército realmente nunca diria que “se fossem, o Exército já os teria combatido”.
    Ele jamais combateria os eleitores do Presidente “nove dedos”!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *