Com até 30 mil baixas mensais, Rússia amplia incentivos financeiros e passa a abater dívidas de quem se alistar para o conflito.
Com perdas elevadas no front, a Rússia reforça a estratégia de atração de novos soldados para a guerra contra a Ucrânia.
Agora, o governo aposta no perdão de dívidas como principal incentivo econômico.
O presidente Vladimir Putin assinou um decreto que autoriza o abatimento de dívidas de novos recrutas e de seus cônjuges. Assim, o benefício pode alcançar até 10 milhões de rublos, cerca de R$ 700 mil.
Além disso, a medida vale para contratos assinados a partir de maio, para acordos de permanência mínima de um ano no front.
Apelo econômico aos jovens
Segundo dados do mercado imobiliário russo, o valor equivale ao preço de um pequeno apartamento em Moscou.
Portanto, o incentivo financeiro ganha peso entre jovens endividados.
Ao mesmo tempo, o Kremlin mantém salários elevados para combatentes e promete cargos públicos e prioridade em universidades após o retorno do front.
Recrutamento sob pressão
Apesar disso, o número de voluntários continua em queda. Por isso, as Forças Armadas ampliaram campanhas de alistamento em universidades e fazendo ofertas de anistia a presidiários que desejem lutar na guerra. Ainda assim, cresce a especulação sobre uma nova mobilização forçada.
Baixas elevadas no front
No fim de 2022, o governo convocou cerca de 300 mil homens. Atualmente, a Rússia mantém aproximadamente 700 mil soldados na zona de guerra.
Porém, estimativas da Otan indicam mais de 30 mil baixas mensais. Assim, o perdão de dívidas surge como tentativa urgente de sustentar o efetivo militar.