General Miranda Filho morre aos 66 anos e deixa legado em missões da ONU e na segurança do Rio

O general Miranda Filho

Oficial comandou operações no Sudão e no Congo e liderou ações estratégicas durante a Intervenção Federal no Rio de Janeiro.

Morreu nesta quinta-feira (21) o general Otávio de Miranda Filho, um dos nomes mais respeitados do Exército Brasileiro. Carioca, o militar enfrentava um câncer no cérebro e construiu carreira marcada por missões internacionais e operações urbanas complexas. A informação é de Ancelmo Gois, de O Globo.

Atuação de destaque em missões da ONU

Ao longo da trajetória, Miranda Filho alcançou projeção internacional e reconhecimento entre oficiais de diferentes países. Ele se tornou o único brasileiro a comandar operações da Organização das Nações Unidas em dois países distintos.

As missões ocorreram no Sudão e no Congo, ambos marcados por instabilidade política e conflitos armados. Nesses cenários, o general liderou tropas multinacionais e coordenou ações militares e humanitárias.

Assim, consolidou prestígio internacional e fortaleceu a presença brasileira em operações de paz.

Papel central na Intervenção Federal no Rio

No Brasil, Miranda Filho ganhou notoriedade durante a Intervenção Federal no Rio de Janeiro.

À frente da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada, sediada em Realengo, comandou 117 operações contra o crime organizado. Além disso, atuou de forma integrada com forças estaduais e federais, o que ampliou a efetividade das ações.

Por esse motivo, passou a ser referência em planejamento e execução de operações urbanas complexas.

Reconhecimento e homenagens

Militares e especialistas em segurança apontavam o general como um dos maiores conhecedores de operações urbanas das Forças Armadas.

Consequentemente, a morte provocou manifestações de reconhecimento dentro e fora do meio militar. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, afirmou que avalia homenagear o oficial em um espaço público da cidade.

Respostas de 6

  1. Excelente Oficial!

    Foi instrutor do Curso Avançado da AMAN em 1993.

    Entre os Cadetes tinha a alcunha de “Wando”!

    Vá em paz, guerreiro! Que Deus o receba de braços abertos!

    Meus sentimentos à família!

  2. Ele foi em todos os quarteis da 9a brigada durante a campanha eleitoral de 2018 fazer uma palestra onde dizia que nós militares não devíamos discutir sobre política ( putz !!! Típica conversa de general, isso é chamar a gente de idiota , não adiantou nada! Na hora do almoço e nos alojamentos o assunto eram as eleições) e ainda disse ao nosso comandante que se alguém falasse sobre política era pra aplicar uma punição disciplinar … prá quem tá com a vida ganha e bem financeiramente é fácil ficar falando prá tenente, Capitão, major ,coronel e ST/Sgt não falar e se inteirar sobre política …

    1. Ele estava certo.

      De acordo com os regulamentos, é o tipo de assunto que não se pode discutir na caserna.

      O militar que quiser debater política pode fazê-lo fora do quartel, na roda de amigos, não no expediente ou no exercício da função.

    1. A data de nascimento: 02 Abr 1964, portanto, possuía recém completados 62 anos de idade. Vi uma nota de condolências do EB publicada no jornal “O Dia”.

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