Oficial comandou operações no Sudão e no Congo e liderou ações estratégicas durante a Intervenção Federal no Rio de Janeiro.
Morreu nesta quinta-feira (21) o general Otávio de Miranda Filho, um dos nomes mais respeitados do Exército Brasileiro. Carioca, o militar enfrentava um câncer no cérebro e construiu carreira marcada por missões internacionais e operações urbanas complexas. A informação é de Ancelmo Gois, de O Globo.
Atuação de destaque em missões da ONU
Ao longo da trajetória, Miranda Filho alcançou projeção internacional e reconhecimento entre oficiais de diferentes países. Ele se tornou o único brasileiro a comandar operações da Organização das Nações Unidas em dois países distintos.
As missões ocorreram no Sudão e no Congo, ambos marcados por instabilidade política e conflitos armados. Nesses cenários, o general liderou tropas multinacionais e coordenou ações militares e humanitárias.
Assim, consolidou prestígio internacional e fortaleceu a presença brasileira em operações de paz.
Papel central na Intervenção Federal no Rio
No Brasil, Miranda Filho ganhou notoriedade durante a Intervenção Federal no Rio de Janeiro.
À frente da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada, sediada em Realengo, comandou 117 operações contra o crime organizado. Além disso, atuou de forma integrada com forças estaduais e federais, o que ampliou a efetividade das ações.
Por esse motivo, passou a ser referência em planejamento e execução de operações urbanas complexas.
Reconhecimento e homenagens
Militares e especialistas em segurança apontavam o general como um dos maiores conhecedores de operações urbanas das Forças Armadas.
Consequentemente, a morte provocou manifestações de reconhecimento dentro e fora do meio militar. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, afirmou que avalia homenagear o oficial em um espaço público da cidade.
Respostas de 6
Excelente Oficial!
Foi instrutor do Curso Avançado da AMAN em 1993.
Entre os Cadetes tinha a alcunha de “Wando”!
Vá em paz, guerreiro! Que Deus o receba de braços abertos!
Meus sentimentos à família!
foi um bom o Comando dele na 8ª RM. Que descanse em paz.
Ele foi em todos os quarteis da 9a brigada durante a campanha eleitoral de 2018 fazer uma palestra onde dizia que nós militares não devíamos discutir sobre política ( putz !!! Típica conversa de general, isso é chamar a gente de idiota , não adiantou nada! Na hora do almoço e nos alojamentos o assunto eram as eleições) e ainda disse ao nosso comandante que se alguém falasse sobre política era pra aplicar uma punição disciplinar … prá quem tá com a vida ganha e bem financeiramente é fácil ficar falando prá tenente, Capitão, major ,coronel e ST/Sgt não falar e se inteirar sobre política …
Ele estava certo.
De acordo com os regulamentos, é o tipo de assunto que não se pode discutir na caserna.
O militar que quiser debater política pode fazê-lo fora do quartel, na roda de amigos, não no expediente ou no exercício da função.
Acho que a idade era menor ele nasceu em 1964 e turma de 1988 da AMAN.
A data de nascimento: 02 Abr 1964, portanto, possuía recém completados 62 anos de idade. Vi uma nota de condolências do EB publicada no jornal “O Dia”.