Xi Jinping expurga generais e expõe crise nas Forças Armadas da China

Xi Jin Ping controla o Partido Comunista Chinês (PCC)

Após uma década de reformas e investimentos, o líder chinês passou a desconfiar da própria cúpula militar e intensificou expurgos internos, priorizando a lealdade política em meio à rivalidade com os Estados Unidos.

O presidente da China, Xi Jinping, enfrenta a maior turbulência política de seus 13 anos no poder justamente no setor que ele mais fortaleceu. Depois de centralizar o comando e acelerar a modernização das Forças Armadas, o líder passou a ver sinais de corrupção e deslealdade entre generais que ele próprio promoveu.

Fonte e contexto

As informações constam de um artigo recente assinado por  Chris Buckley, publicado no The New York Times. O texto descreve uma crise que ficou evidente durante uma reunião do Legislativo chinês, marcada pela ausência de dezenas de generais que antes ocupavam posições de destaque.

Alerta público e simbolismo

Durante o encontro, Xi adotou um tom duro. Ele alertou que o Exército não pode ter oficiais com “coração dividido” em relação ao Partido Comunista. A expressão carrega forte peso histórico e aparece em antigos tratados chineses que alertam governantes sobre generais considerados traiçoeiros.

Impacto estratégico

Ao mesmo tempo, a campanha de expurgos ameaça um dos pilares do projeto de Xi: transformar os militares chineses em uma força capaz de rivalizar com os EUA. A rivalidade geopolítica se intensificou, mas a instabilidade interna pode comprometer a prontidão de combate por anos.

De combate à corrupção a expurgos

Inicialmente, Xi apresentou a ofensiva como uma cruzada contra a corrupção. Com o avanço das investigações, porém, a ação se ampliou. Oficiais de alto escalão foram afastados, inclusive comandantes com experiência real de combate. Em contrapartida, quadros ligados ao controle ideológico e à fiscalização política ganharam espaço.

A contradição central

Assim, emerge um dilema estratégico. Xi exige preparo para a guerra, mas impõe lealdade absoluta ao partido. Na prática, a liderança chinesa passou a trocar experiência operacional por obediência política, aprofundando a tensão dentro da hierarquia militar.

Raízes históricas do controle

Desde que chegou ao poder, em 2012, Xi buscou evitar a perda de autoridade que atribuía a governos anteriores. Para isso, recorreu a referências da era de Mao Tse-Tung, reforçando o princípio de que o partido deve comandar as armas. Reformas estruturais e mudanças no sistema de promoções consolidaram esse controle.

Uma fase de fechamento

Agora, segundo analistas, o movimento indica uma nova etapa do regime. Xi passou a enxergar ameaças dentro do próprio círculo de poder. Por isso, aceita o custo de instabilidade e possível perda de eficiência militar. Em síntese, a fidelidade política se tornou prioridade absoluta no comando das Forças Armadas da China.

Respostas de 3

  1. Passou a ver sinais de falta de lealdade de gen.. que ele próprio promoveu…vide Bolsonaro. Independente da corrente política vigente falta de lealdade existe em qualquer governo. Flávio e Zema abrem os olhos… coloquem Praças dessa vez. A base é mais forte que a altura.

  2. não há crise. corrupção e excesso de poder.

    quando o EB venceu a guerra com o Paraguai ajudou no golpe a destituir o império e lançar a republica.

  3. As Forças Armadas, são órgãos que integram a administração pública direta da República Federativa do Brasil, subordinadas ao Ministério da Defesa e vinculadas ao Poder Executivo, nos termos do art. 76 da Constituição Federal, que estabelece que o Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de Estado. Assim, os militares da ativa, inclusive os comandantes das Forças, devem observar os princípios constitucionais da hierarquia e da disciplina previstos no art. 142 da Constituição, bem como os deveres funcionais estabelecidos pela Lei nº 6.880/1980 (Estatuto dos Militares), não lhes sendo permitido manifestar-se publicamente, sem autorização institucional, sobre questões político-partidárias ou emitir posicionamentos contra membros dos Poderes Executivo, Legislativo ou Judiciário em nome próprio ou da Força que representam, salvo no estrito exercício de suas atribuições legais e institucionais.

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