Ação noturna de FAB e Exército resgata indígenas na Terra Yanomami

Evacuação aeromédica na TIY

Evacuação aeromédica foi realizada em área remota de Roraima e envolveu voo noturno, atendimento médico em aeronave e transporte de pacientes até Boa Vista.

Uma evacuação aeromédica realizada durante a noite na Terra Indígena Yanomami (TIY) mobilizou aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Exército Brasileiro. A operação ocorreu na terça-feira (5), em uma região de difícil acesso, onde, além disso, o deslocamento terrestre é praticamente inexistente.

Operação conjunta garante retirada de feridos em área isolada

De acordo com informações da FAB, a missão foi conduzida pelo Comando Conjunto Catrimani II após acionamento para atendimento emergencial. Para o resgate, foram empregados um helicóptero H-60 Black Hawk, da FAB, e um HM-1 Pantera, do Exército.

As aeronaves partiram para retirar três indígenas feridos de uma aldeia na região da Buduu. Embora o estado de saúde fosse considerado crítico, os pacientes estavam estáveis no momento do transporte.

Voo noturno e atendimento em deslocamento ampliam complexidade da missão

Além da distância, a operação exigiu voo noturno e atendimento médico durante todo o deslocamento aéreo. Durante o trajeto, equipes médicas militares e profissionais do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami prestaram os primeiros socorros ainda dentro das aeronaves.

Esse tipo de atendimento em voo é considerado decisivo em regiões isoladas, já que o tempo de resposta pode definir a sobrevivência dos pacientes.

Chegada a Boa Vista marca etapa final do resgate

Após a retirada da aldeia, os pacientes foram levados à Boa Vista, localizada a cerca de 290 quilômetros do ponto de resgate. Segundo a FAB, o tempo total de voo foi de aproximadamente 5h20.

Na chegada à capital de Roraima, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) assumiram o atendimento. Em seguida, os feridos foram encaminhados ao Hospital Geral de Roraima.

Uso de tecnologia noturna reforça segurança operacional

Um dos pontos técnicos mais relevantes da operação foi o uso de óculos de visão noturna (NVG). Esse equipamento permite que as tripulações operem em ambientes com pouca ou nenhuma luminosidade, aumentando a segurança em pousos, decolagens e deslocamentos.

Na Terra Indígena Yanomami, esse recurso ganha ainda mais importância devido à vegetação densa, às longas distâncias e à ausência de infraestrutura adequada para operações noturnas.

Ação ocorre no contexto da Operação Catrimani II

Por fim, a evacuação aeromédica ocorreu no contexto da Operação Catrimani II, que reúne Forças Armadas e órgãos federais para atuar no combate ao garimpo ilegal, a crimes ambientais e a ilícitos transfronteiriços na região.

Além das ações de fiscalização, a operação também dá suporte a missões emergenciais e humanitárias, como resgates e transporte médico em áreas remotas da Amazônia.

Com informações da Força Aérea Brasileira/ Imagens: Comando Operacional Conjunto Catrimani II

Uma resposta

  1. Não vi essa presteza do EB quando um companheiro Sargento de Engenharia, trecheiro, sofreu um acidente lá no AC. Morreu à míngua, sem socorro especializado. Isso apesar dos militares terem improvisado a sinalização da pista para possibilitar o pouso noturno de aeronaves de resgate. Anda vem falar em família militar. Reserva, chega logo!!!!!!!!!!!!!

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