Exército acelera busca por novo carro de combate após início da desativação dos Leopard

Leopard-1 A5: O desafio do projeto é justamente a falta de materiais. Cerca de 200 tanques desse modelo foram entregues à Ucrânia juntamente com peças de manutenção. (//Divulgação)

Decisão oficial publicada no Boletim do Exército reforça urgência de substituir blindados considerados obsoletos e preservar a capacidade de ação de choque da Força Terrestre

A decisão do Exército Brasileiro de iniciar a desativação dos carros de combate Leopard 1 foi formalizada com a publicação do plano correspondente no Boletim do Exército desta quinta-feira (30). A medida confirma o encerramento do ciclo operacional de um meio incorporado de forma emergencial nos anos 1990 e que, após décadas de uso, já não atende às exigências do combate moderno em termos de proteção, poder de fogo, mobilidade e disponibilidade logística.

O avanço da desativação evidencia o esgotamento operacional dos Leopard e amplia a pressão por uma solução definitiva para sua substituição. Sem esses blindados, a Cavalaria Blindada corre o risco de perder parte relevante de sua capacidade de ação de choque, elemento central da dissuasão e da prontidão da Força Terrestre.

Diante desse cenário, o Exército conduz estudos técnicos e consultas internacionais para a escolha de um novo Veículo Blindado de Combate – Carro de Combate (VBC CC). O processo ainda está em andamento e não resultou em uma decisão final, mas envolve a avaliação de diferentes conceitos, que vão desde blindados médios fortemente armados até soluções mais próximas de um carro de combate principal.

Entre os critérios analisados estão custo ao longo do ciclo de vida, logística, interoperabilidade, possibilidade de transferência de tecnologia e participação da indústria nacional. A escolha do futuro blindado é considerada estratégica, pois influenciará diretamente a doutrina, a estrutura e a capacidade operacional do Exército Brasileiro nas próximas décadas.

Principais opções de blindados em avaliação

Modelo Origem Conceito Armamento principal Pontos fortes Pontos de atenção
CV90120 (família CV90) Suécia / Reino Unido Blindado médio / “tanque leve” Canhão 120 mm padrão OTAN Alta mobilidade, sistemas modernos, possibilidade de produção local Proteção inferior à de carros de combate pesados
Sabra Luz Israel Blindado médio de alta tecnologia Canhão 120 mm Avançados sensores, controle de tiro e sistemas de proteção Conceito ainda pouco difundido operacionalmente
VT5 / VN17 China Tanque leve / médio Canhão 105 mm ou 120 mm Custo potencialmente menor e oferta de transferência de tecnologia Interoperabilidade e fatores políticos

Enquanto a definição não ocorre, a publicação do plano de desativação no Boletim do Exército torna explícita a urgência da substituição dos Leopard, não apenas como um processo de modernização, mas como uma necessidade crítica para evitar lacunas operacionais e garantir a continuidade da capacidade blindada do País. Com informações de Tecnologia & Defesa.

Respostas de 5

  1. As Forças Armadas só não buscam melhorar a remuneração dos seus integrantes, para não desagradar ou constranger o chefe.
    No mãos tudo como Dantes no quartel de Abrantes.

  2. Pega o CC Osório da Engesa e manda a indústria nacional estudar e fabricar e adotar esse. Se os EUA usam o Abrams até hoje e o Osório o derrotou em competição na Arábia Saudita, é sinal que é um blindado muito bom. Não podemos ser só um país do agro e assistir passivamente a BYD invadir o Brasil. Ah e aumenta os salários das FA por favor, pois equipamentos modernos exigem pessoal especializado e motivado e ganhos profissionais atingem essas metas.

  3. Material de altíssimo custo operado por pessoal com remuneração Baixíssima!
    Melhor ser estoquista de mercado do que soldado das Forças Armadas!

    Ridículo: Sd com salário de R$ 2.000,00!

    1. NA VERDADE O MELHOR SERIA DRONES

      Quanto a questão salarial, equipara o Subtenente a Capitão e dá o indice do amento pras camadas de baixo, que alivia um pouco os soldados.

      basta querer,

  4. caramba, mais grana nesse projeto? Melhor investirmos em tecnologias de drones.

    até ter projeto, sair o projeto, estudar tecnologia balística etc vamos estar atrasados.

    negocio hoje é investir em drones

    reduzir o efetivo e as OM. Hoje a guerra é tecnologica

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