STF torna Silas Malafaia réu por injúria e calúnia contra comandante do Exército

STF tornou réu o pastor Silas Malafaia (Imagem ilustrativa, gerada por IA)

 

Primeira Turma recebeu denúncia da PGR por declarações feitas em ato público; pastor afirma que o Supremo virou um “tribunal político”

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta terça-feira (28/4), receber a denúncia contra o pastor Silas Malafaia pelos crimes de injúria e calúnia.
A acusação, apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), tem como base declarações feitas pelo religioso durante uma passeata realizada no ano passado, em São Paulo, quando ele se referiu a integrantes do Exército como “cambada de frouxos
e covardes”.O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, sustentou que o discurso extrapolou a crítica genérica e teve caráter injurioso e calunioso, podendo ainda configurar incitação à desobediência a decisões judiciais. O ministro Flávio Dino acompanhou o voto do relator. Como houve empate na votação, foi aplicada a regra regimental que favorece o réu nos pontos controvertidos, sem impedir o recebimento da denúncia.

“Tribunal político”

Em entrevista ao Correio Braziliense, Silas Malafaia reagiu à decisão e afirmou que o Supremo Tribunal Federal “virou um tribunal político”. Segundo ele, sua inclusão no processo estaria relacionada a um “inquérito de fake news”.

O pastor também criticou a postura do ministro Alexandre de Moraes durante o julgamento, alegando deboche, e afirmou que não citou nominalmente o comandante do Exército em seu discurso, questionando se críticas genéricas poderiam ser enquadradas como crime.

 

Respostas de 9

  1. A que ponto chegamos; pessoas envolvidas em fraudes financeiras faraônicas, sem registro semelhante na nossa história, posando de paladinos da justiça.

  2. Quebraram o galho dessa figura chiliquenta, vai responder só por injúria, deveria agradecer.

    Vejo assim, todo mundo pode fazer o que quiser, mas tem de pagar a conta. Aí está o problema, querem fazer tudo e sair de fininho, como se nada tivesse acontecido.

    Quer insultar a dignidade de alguém, ok, mas deve pagar o dízimo social, como qualquer mortal. Já é difícil aturar essa turma estar isenta de pagar impostos, ainda querem ficar acima da lei penal?

  3. O fato de virar réu mostra duas coisas:

    1ª – que o ser imaginário existe, porque faz justiça, mas não atende os pedidos dele porque é um falso cristão

    2ª – que a democracia, mesmo com seus defeitos, é o melhor sistema… muito melhor que o Evangelistão que ele pretende nos transformar.

  4. Se queremos civilização, todas as religiões têm que ser respeitadas. Valores religiosos deveriam ser convertidos em costumes, princípios éticos e morais presentes na política; porém, as citações, o culto, o exercício das religiões deveriam se abster da política e serem exercidos individualmente, em família ou em seus templos com o fim de se evitar influencias diretas de religiosos na política, como no Irã. Ética,bons costumes e princípios de respeito a todos são suficientes para os legisladores e governantes.

  5. Esse bispo não conseguiu convencer seu Deus a livrá-lo da cadeia, como vai conseguir a alcançar a tão almejada estabilidade financeira celestial se nem sair de uma simples acusação judicial? Se fosse ungido não estava aí respondendo, alguns de seus seguidores são capazes de dizer que isso é obra do capeta. Só trouxa acredita. 😂🤣😅😁

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