Alemanha adota estratégia militar inédita e aponta Rússia como principal ameaça

Alemanha quer 460 mil soldados e soldadas disponíveis até meados da década de 2030, com 200 mil na reserva (Foto: Hannes P. Albert/dpa/picture alliance)

Documento define cenários de conflito, prevê reforço de tropas e amplia papel alemão na Otan.

Pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial, as Forças Armadas da Alemanha divulgaram uma estratégia militar formal. O documento classifica a Rússia como a “maior e mais imediata ameaça previsível” à segurança alemã e transatlântica, em meio à guerra contra a Ucrânia.

Apresentada pelo ministro da Defesa, Boris Pistorius, a estratégia analisa cenários de guerra, incluindo um eventual ataque russo a países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Grande parte das informações permanece sob sigilo.

O plano prevê ampliar o efetivo da Bundeswehr para 460 mil militares até meados da década de 2030, incluindo 200 mil reservistas. Atualmente, as forças armadas alemãs contam com cerca de 185 mil militares ativos.

Para acelerar o crescimento, o governo aposta em um novo modelo de serviço militar com incentivos e obrigações e não descarta reativar a conscrição, suspensa em 2011, caso as metas de recrutamento não sejam atingidas. Também está prevista uma ampla agenda de desburocratização e modernização.

Tratada como um “documento vivo”, a estratégia poderá ser ajustada ao longo do tempo e reforça a intenção da Alemanha de assumir um papel mais ativo na Otan, reduzindo a dependência dos Estados Unidos. Apesar de apoio parcial da oposição, há críticas quanto ao risco de militarização excessiva.

Com informações e imagem da DW

Uma resposta

  1. A estratégia do Trump com a OTAN é a dissimulação, convencer a opinião pública, aparentar conflitos de interesses e intenções enquanto se armam de muitas formas. Tudo junto e misturado. O Bananico sempre foi e continuará sendo, por muito tempo, colônia de interesses internacionais e de ladrões saqueadores defensores da “soberania”, como nas favelas.

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