Trump promove ampla reformulação no alto comando militar em meio à guerra

Imagem ilustrativa, gerada por IA

A dispensa do comandante da Marinha americana, John Phelan, se soma a uma série de exonerações no alto comando militar promovidas por Donald Trump em meio ao conflito em andamento

A demissão do secretário da Marinha dos Estados Unidos, John Phelan, nesta semana, é o episódio mais recente de uma série de exonerações no alto escalão das Forças Armadas durante o governo do presidente Donald Trump.

Uma reorganização dessa magnitude é incomum na história americana — ainda mais em período de guerra. Desde o início do conflito contra o Irã, as mudanças se intensificaram, contrariando a prática de manter a estabilidade de comando quando as operações militares impõem fortes demandas logísticas e estratégicas.

Sem experiência prévia relevante na área de Defesa, Phelan era doador de campanha de Trump. Segundo autoridades do Pentágono, ele entrou em atrito com a cúpula militar ao levar propostas diretamente ao presidente, contornando a cadeia de comando. A gota d’água teria sido a apresentação, sem aval superior, da ideia de um novo navio de guerra.

Outras demissões tiveram impacto ainda maior. Logo no início do mandato, Trump afastou Charles Q. Brown, então chefe do Estado-Maior Conjunto indicado por Joe Biden e o segundo afro-americano a ocupar o cargo. A decisão veio um dia após críticas do presidente a nomeações associadas a políticas de diversidade do governo anterior.

Principais exonerações no comando militar

  • John Phelan — secretário da Marinha
    Foi demitido após meses de tensão com o secretário da Guerra, Pete Hegseth. Lideranças do Pentágono se irritaram quando Phelan apresentou a Trump um projeto de navio sem passar por seus superiores.
  • Randy George — chefe do Estado-Maior do Exército
    Afastado em 2 de abril, sem justificativa pública. A decisão ocorreu em meio ao reforço de tropas no Oriente Médio e teria relação com tensões entre Hegseth e o secretário do Exército. Na mesma ocasião, também foram demitidos o general David Hodne e o major-general William Green.
  • Timothy Haugh — diretor da Agência de Segurança Nacional (NSA)
    Demitido em 3 de abril de 2025 durante uma ampla rodada de dispensas na área de segurança nacional. Nenhum motivo oficial foi apresentado.
  • Charles Q. Brown — chefe do Estado-Maior Conjunto
    General da Força Aérea, foi afastado em 21 de fevereiro de 2025, apesar de ter mandato até 2027. Na mesma reformulação, outros cinco almirantes e generais perderam os cargos, incluindo Lisa Franchetti, a primeira mulher a comandar um ramo das Forças Armadas como chefe de operações navais.
  • Jeffrey Kruse — tenente-general
    Chefe da agência de inteligência do Pentágono, foi demitido em agosto de 2025. Também houve remoções na Reserva da Marinha e no Comando de Guerra Naval Especial, sem explicações oficiais.
  • Linda Fagan — comandante da Guarda Costeira
    Afastada em 21 de janeiro de 2025, no primeiro dia completo do segundo mandato de Trump. Primeira mulher a liderar a Guarda Costeira, Fagan foi criticada por um foco considerado “excessivo” em políticas de diversidade, equidade e inclusão. No comando desde 2022, teve carreira marcada por missões em diferentes continentes.

As sucessivas exonerações reforçam o caráter atípico da atual reformulação militar dos EUA, especialmente em um cenário de conflito ativo e elevada pressão operacional. REUTERS

Respostas de 4

  1. Nosso futuro presidente do Brasil Flávio Bolsonaro também fará uma grande modificação nas Forças Armadas, mandando embora os melancias.

  2. Ele está seguindo a ideologia de um ex-PresRep de uma república tupiniquim, quando os.c0mandantes militares não quiseram rasgar a Constituição para serem levados nos devaneios dele. Tiveram alguma reportagens de meios americanos que diziam que Trumpóide queria lançar uma bomba nuclear e não é balela e que simplesmente não aceitou foi o Comandante conjunto das Forças Armadas americanas e outros generais. Então tá aí a resposta, pois vazou. O cara é um louco sem precedentes.

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