Pra sair general, milagres não bastam!

Santo Antônio fardado

 

Recebi na área de comentários. Sensacional!

Dizem que Santo Antônio teve uma das carreiras mais longas da história… e talvez a mais fora do regulamento também. Entrou sem concurso, foi sendo promovido por aclamação popular e, ao que tudo indica, teve algumas promoções por milagre — literalmente. Não entregou relatório, não fez curso de aperfeiçoamento, mas resolvia casos difíceis com uma eficiência… divina.

Até aí, tudo caminhava bem.

Mas quando chegou a hora de assumir um cargo de gestão, o sistema começou a travar. Primeiro porque gestão exige presença — e o candidato já estava em regime remoto eterno desde 1231. Reuniões? Só via oração. Feedback da equipe? Dependia de promessa. Indicador de desempenho? “Casais reconciliados” — ótimo, mas o quartel ainda precisava funcionar.

A comissão avaliadora então puxou o critério que ninguém escapa: merecimento.

E foi aí que complicou.

  •  Liderança de equipe: não comprovada
  •  Gestão administrativa: inexistente
  •  Presença física: prejudicada (há séculos)
  • Resultados operacionais: difíceis de auditar
  • Promoções anteriores: possivelmente por milagre

 

Diante disso, veio o parecer final: “Apesar do histórico atípico e de reconhecidos feitos no campo espiritual, não há merecimento suficiente para promoção a funções de maior comando.”

E o detalhe mais irônico: nem os milagres deram conta de levá-lo ao generalato.

No fim, Santo Antônio continuou sendo referência absoluta na sua área — unir casais — mas ficou claro que, para subir até general, não basta milagre… tem que ter ficha funcional.

Respostas de 18

  1. Do jeito que as coisas estão indo, daqui uns 15 a 20 anos quem chegar a Coronel praticamente vai à Of General ( na Fab, EB e MB não sei).
    Hoje já Há turmas que no posto de Maj só restaram 50% ou menos na Ativa. Dos Capitães e Tenentes de hoje, 80% empurram com a barriga e só pensam em sair para outros cargos públicos, emigrar, empreender etc (e com razão). E Muitos dos que resolveram ficar estão só esperando a possibilidade de reserva remunerada para vazar. Todos desiludidos com o sistema. Só uma reforma profunda, em todos os sentidos, para salvar o futuro das FAA..de resto seremos escoteiros adultos simbólicos (tipo a realeza do Reino Unido, com a diferença de que seremos odiados por todos).

    1. poderiam diminuir a quantidade oficiais generais.. Como acontece com algumas policias que tem grande efetivo. (que no caso são Comandados por um cel). Mas acredito que ego e a “pompa” não deixariam..

  2. Quer concluir com êxito o curso de Comandos ou FE?
    Basta ser Evangélico.
    Para quem acha que estou falando asneira, é só pesquisar.

    1. Pura verdade… Se vc “aceitar Jesus como seu salvador”… Está aprovado… São as panelas castrenses… Antes eram as panelas dos gaúchos… Dos nordestinos… Dos atletas… E dos evangélicos… Logo logo… Surge a panela feminista… E é claro a panela gay… Quem não se insere em nenhuma dessas… Vai carregar o piano literalmente… E mesmo assim… Fracassará na ” carreira”… Hipócritas ficarão ofendidos por razões óbvias… Vida que segue…

      1. Essa panela dos atletas na MB, só se dá bem. Longe de tudo ruim (escala, faxinas, viagens de navio, etc) e perto de (comissões no exterior, comida boa, licenças, etc).

        1. No EB idem… Praticamente não fazem nada… É treinar e comparecer para pegar o contracheque… E só… Entre os parasitas… Os atletas são os piores… Medalhas que é bom… Nada…

  3. Essa matéria realmente é a cara das forças armadas brasileiras atuais. Os puxa sacos subservientes amam esse tipo de matéria, que para nós mortais, é irrelevante e ridícula.

    1. Liderar? Nunca tivemos líderes… Somente chefes… Líder ensina como se faz… Chefes apenas mandam fazer e vc que se vire… Eu nunca vi um líder sequer no EB… Não conheço nenhum… Líderes entre os chefes militares são lendas… Como saci Pererê… Papai Noel e gaúcho macho… 😂😂😂…

      1. Verdade, sirvo com um major recém promovido que nada faz, sempre passando a bola aos auxiliares. Mesmo atribuição dele, que compete ao seu posto e função, ele passa aos sargentos.

        Além disso, a falta de vontade dele com o trabalho é estampada no rosto e na “motivação” durante o expediente. Ele se comporta como se no dia seguinte será publicada a Reserva.

        E acredito que esse exemplo não seja o único.

  4. Impressão minha ou o autor desse texto fez uma defesa da “meritocracia” e “imparcialidade” nas promoções para oficial general?

    Vale ressaltar que o próprio quadro de acesso deles chama-se “quadro de acesso por ESCOLHA”.

    Ainda há dúvidas de como a “banda toca”?

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