Temendo volta da politização nas Forças Armadas em caso de vitória de Flávio Bolsonaro, generais pressionam por PEC dos militares

26 de novembro de 2022-Na AMAN, Jair Bolsonaro se dirige aos aspirantes recém-formados

Proposta é tratada como medida preventiva para evitar nova politização da caserna e conter riscos institucionais diante do avanço do senador nas pesquisas eleitorais.

Em meio ao acirramento do cenário político em Brasília, os comandantes das Forças Armadas têm manifestado, nos bastidores, preocupação com a demora do Congresso Nacional em votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que proíbe militares da ativa de ocuparem cargos civis ou disputarem eleições. Para o alto comando, a indefinição legislativa representa um risco institucional às vésperas do processo eleitoral de outubro.

Segundo relatos de interlocutores militares e governamentais, a avaliação predominante é que a principal ameaça à estabilidade democrática não está relacionada a conflitos externos ou ao avanço do crime organizado, mas à possibilidade de novo envolvimento direto de integrantes da caserna na política partidária. A aprovação da PEC é vista como um mecanismo de proteção à hierarquia e à imagem das instituições militares.

A apreensão ganhou força diante do crescimento do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais, apontado como principal adversário do presidente Lula. Oficiais-generais avaliam que uma eventual mudança de governo poderia reabrir espaço para a nomeação de militares da ativa em postos estratégicos da administração federal, prática adotada em larga escala na gestão anterior.

Esse modelo é apontado por analistas e por integrantes da própria cúpula militar como fator que contribuiu para a politização dos quartéis e para investigações sobre tentativas de ruptura institucional conduzidas pela Justiça. A leitura interna é de que a ausência de uma vedação constitucional clara deixa aberta a possibilidade de repetição desse cenário.

No Palácio do Planalto, auxiliares do governo reconhecem a relevância da proposta e classificam a PEC como uma medida preventiva para evitar o uso das Forças Armadas em projetos de poder de natureza partidária. Segundo esses interlocutores, a falta de um marco legal definitivo fragiliza a disciplina e a função constitucional da instituição.

Oficiais que defendem a aprovação do texto afirmam que o objetivo é desvincular de forma permanente a imagem da farda das disputas eleitorais. A proposta, que segue sem cronograma definido de votação, é tratada internamente como uma “vacina institucional” contra novas crises políticas envolvendo militares.

Enquanto o impasse persiste no Legislativo, o alto comando mantém a pressão para que a matéria avance antes que a campanha eleitoral se intensifique, com o argumento de que a definição das regras é essencial para preservar o caráter de Estado das Forças Armadas e evitar que elas voltem a ser arrastadas para o centro de disputas políticas.

Respostas de 15

  1. Tadinhos, são vítimas da politização dos militares… Pergunta: Depois de décadas proibido de entrar nos quartéis, quem autorizou o mito, anos antes de se eleger presidente, a subir nos palanques de formaturas militares pra aparecer? Ou será que ele botava uma arma na cabeça dos comandantes pra isso? Inocência, heim!

  2. o verdaeiro adversário do nine é ele mesmo, ninguem aguenta mais governo do PT só fazem burrada, qualquer um ganha do nine, Flávio tem sim capacidade eleitoral para ganhar com no minimo de 28 a 30% de votos fiés da direita e conforme a avaliação do governo despesnca entra mais votos dos indecisos.

  3. Ué, mas não foram os generais que politizaram e tentaram arrastar o EB para a vala? Não aprenderam nem com as cadeias que tomaram!

  4. Tudo mentira , a verdadeira razão é se uma um praça ser deputado federal, senador, fazer projetos visando os graduados.
    Um praça agora senador ou deputado federal como presidente da comissão da defesa, outro assuntos estratégicos, e ministro da casa civil, do gsi.
    Os Genebras não ficarão inertes aí sim uma intervenção militar , aos moldes de 64 quando os praças Foram eleitos para vários cargos Políticos e, fundaram um sindicato juntos com os metalúrgicos no Rio de Janeiro, isso com o apoio do Presidente JK, a história se repete.

    1. Isso! Vão tentar boicotar os praças e impedir que, se eleitos, possam ombrear junto com o lendário Deputado Hélio, símbolo maior do real comprometimento com os praças.

  5. Os caras em vez de estarem preocupados com a situação da tropa que é lamentável, quase na miséria, só se preocupam com eles mesmo e com política, não temos comandante.

  6. Eu sempre votei nulo ou em branco, dependendo da minha íntima convicção. Todavia quando teve a dualidade, tive que sair da minha zona de conforto, afinal não sou uma ilha e a imensa maioria necessita de algum apoio social. Como progressista que acredita na Constituição e dará a vida por ela, sou pelo social, afinal os direitos e garantias fundamentais são de segunda geração para cima, todavia sem ideologia de esquerda ou direita. Espero que possa ter que voltar a minha íntima convicção, mas pelo visto vai demorar muito.

    1. Vc é progressista ? O PT e Psol sao progressistas…….adoram uma progressao na corrupcao…..e tu é apoiador de carteirinha desses canalhas

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