Estrutura provisória restabelece ligação na região norte de Mato Grosso do Sul após enchente derrubar ponte sobre o rio do Peixe
Rio Negro (MS) – A queda da ponte de concreto sobre o rio do Peixe, no município localizado na região norte de Mato Grosso do Sul, foi provocada pela força da enchente registrada no início do ano, que elevou o nível do rio e comprometeu a estrutura existente. O colapso interrompeu completamente o tráfego na MS-080, uma das principais ligações com a região norte do Estado, isolando comunidades e impactando o transporte de pessoas e cargas.
Diante da situação, o Exército Brasileiro foi acionado para restabelecer a mobilidade. Inicialmente, militares do 9º Batalhão de Engenharia de Combate instalaram uma passadeira para pedestres, garantindo a travessia segura enquanto soluções mais robustas eram preparadas. Em cerca de dois meses, mais de 10 mil pessoas utilizaram a estrutura provisória.
Na sequência, o Exército concluiu a montagem de uma ponte metálica do tipo LSB (Logistic Support Bridge), permitindo novamente a passagem de veículos sobre o rio do Peixe. A operação mobilizou aproximadamente 140 toneladas de material e 85 militares especializados. A travessia funciona em sistema de “pare e siga”, com fiscalização permanente, e suporta cargas de até 40 toneladas — suficiente para atender veículos de abastecimento, transporte escolar e serviços essenciais.
Nova ponte
Enquanto a solução provisória garante o fluxo na rodovia, o governo estadual avançou para a reconstrução definitiva. O governador Eduardo Riedel assinou a ordem de serviço para uma nova ponte, com investimento de R$ 13 milhões. A estrutura será erguida no mesmo local, terá 80 metros de extensão e ficará dois metros mais alta que a anterior, ampliando a capacidade de vazão e reduzindo o risco de novos danos em períodos de cheia. O projeto inclui ainda os acessos viários e a retirada dos escombros da ponte que desabou.
Até a conclusão da obra definitiva, a ponte do Exército cumpre papel estratégico ao restabelecer a ligação regional, reduzir prejuízos econômicos e garantir segurança à população afetada pela enchente.
Com informações de O Jacaré