Medida entra em vigor às 11h (horário de Brasília) e vale para navios de todas as bandeiras
Com Reuters e AFP
As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram um bloqueio ao tráfego marítimo no Golfo de Omã e no Mar Arábico, áreas a leste do Estreito de Ormuz. A informação consta em um documento obtido pela Reuters e divulgado nesta segunda-feira (13).
Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), a restrição passa a valer às 11h (horário de Brasília) e se aplica a embarcações de todas as bandeiras. O comunicado alerta que navios que entrarem ou saírem da área sem autorização poderão ser interceptados, desviados ou apreendidos.
O texto esclarece que o bloqueio não impede o trânsito de embarcações neutras pelo Estreito de Ormuz quando o destino ou a origem não forem o Irã. Ainda assim, a medida abrange toda a costa iraniana, incluindo portos e terminais petrolíferos.
Há exceções para cargas humanitárias — como alimentos, medicamentos e suprimentos essenciais — que poderão circular mediante inspeção.
O anúncio ocorre em meio à escalada das tensões regionais após o fracasso das negociações do fim de semana para encerrar o conflito. Autoridades iranianas ameaçaram retaliar contra portos de países vizinhos do Golfo, elevando o risco de colapso do cessar-fogo. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou, em vídeo divulgado pela AFP, manter “controle total” do Estreito de Ormuz e advertiu para represálias em caso de “passo em falso” de seus adversários.
Especialistas avaliam que o bloqueio representa uma mudança na postura dos EUA, que até recentemente vinham permitindo o escoamento do petróleo iraniano para reduzir a pressão sobre os preços globais da energia.
Respostas de 5
A intenção é sufocar não o Irã, mas a China. Ela já mandou o recado que seus navios passam. Vamos ver esse enredo.
A realidade 90% do comercio de petróleo do Irã é para a China. O navio com bandeira chinesa já passou pelo estreito e o ministro da Defesa da China já disse que os navios chineses continuarão passando.
Deve ser bom para a Rússia. A China mantém reservas para 120 dias de abastecimento, a maior capacidade de refino do mundo, já usa rotas alternativas, como o porto saudita de Yanbu no Mar Vermelho e tem conexões terrestres estratégicas, como o oleoduto Cazaquistão-China e o Rússia-China (ESPO), que transportam óleo diretamente por terra, reduzindo a dependência marítima.