Fernando Valduga
A entrada de Amalia ocorre após a conclusão da formação militar básica no início de 2026, etapa realizada no Defensity College, um programa que permite a estudantes universitários combinarem estudos acadêmicos com treinamento militar.
Durante o curso, a princesa recebeu instruções práticas que incluíram manuseio de armamentos, técnicas de navegação, camuflagem, sobrevivência em campo e disciplina operacional, além de treinamento físico intensivo.
Antes de ingressar na Força Aérea, Amalia já havia atuado junto ao Ministério da Defesa em Haia, onde participou de atividades no estado-maior administrativo.
Essa experiência contribuiu para ampliar sua compreensão sobre a estrutura estratégica e organizacional das Forças Armadas neerlandesas, complementando sua formação prática no ambiente militar.
Paralelamente à carreira militar, a herdeira mantém uma trajetória acadêmica robusta. Após concluir um bacharelado interdisciplinar em Política, Psicologia, Direito e Economia, a princesa iniciou um curso de Direito na Universidade de Amsterdã, reforçando sua preparação multidisciplinar para as responsabilidades que assumirá no futuro como chefe de Estado.
Sua incorporação acontece em um momento em que os Países Baixos vêm reforçando suas capacidades de defesa diante de um cenário geopolítico mais desafiador na Europa.
O país tem ampliado investimentos militares, modernizado suas forças e valorizado o papel das reservas, incentivando a participação de civis qualificados em estruturas de defesa.
A própria Força Aérea neerlandesa, onde Amalia passa a servir, está entre as mais modernas da Europa, operando aeronaves de última geração como o F-35A Lightning II, além de helicópteros AH-64E Apache e sistemas remotamente pilotados MQ-9 Reaper.
A força também participa de iniciativas multinacionais da OTAN, incluindo a frota europeia de reabastecimento aéreo com o Airbus A330 MRTT, demonstrando seu papel estratégico no cenário internacional.
A ligação entre a monarquia e as Forças Armadas nos Países Baixos é histórica e remonta a William of Orange, considerado o fundador do Estado neerlandês moderno. Ao longo dos séculos, membros da Casa de Orange-Nassau mantiveram participação ativa no meio militar, tradição que segue sendo valorizada até os dias atuais.
O atual monarca, Willem-Alexander, também construiu uma sólida trajetória militar, tendo servido na Marinha, no Exército e na Força Aérea. Ele obteve qualificação como piloto militar, incluindo certificação em aeronaves como o Fokker F-27, além de participar de diversos exercícios operacionais.
Nos últimos anos, a presença feminina na estrutura de defesa da família real também ganhou destaque. Queen Máxima tornou-se reservista após completar treinamento militar, reforçando o envolvimento direto da monarquia com as Forças Armadas.
A entrada da Princesa Amalia na Força Aérea simboliza a continuidade dessa tradição, ao mesmo tempo em que reflete uma adaptação aos tempos atuais. Mais do que um gesto simbólico, sua participação representa uma imersão real em um ambiente operacional moderno, contribuindo para sua formação como futura comandante suprema das Forças Armadas neerlandesas e reforçando a importância estratégica da defesa nacional em um cenário global cada vez mais complexo.
cavok – Edição: Montedo.com
Respostas de 5
Igualzinho aqui que o Prefeito convence o Comandante a dispensar o neto do serviço militar inicial.
Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, FOI ALISTADO COMO CADETE em 22 de maio de 1808, COM APENAS 4 ANOS E 9 MESES DE IDADE. O título, concedido pelo Príncipe Regente D. João, foi um posto honorífico comum na época para filhos de militares, permitindo que ele iniciasse sua trajetória no 1º Regimento de Infantaria da Corte.
Talvez Caxias fosse mais maduro que muitos Oficiais de hoje.
Na Holanda é outro nível.
Parabéns à Princesa, como cabo terá mais autoridade que generais. Se estabilizar, será promovida a 3º e 2º Sgt QE. Tomara que realmente faça o CFC….kkkkk Pátria! Brasil! Caatinga!