Duda Salabert critica convocação de mulher trans para o Exército e diz que caso é “absurdo”

Parlamentar mineira saiu em defesa de jovem trans submetida ao processo de alistamento militar

 

Deputada federal contesta a convocação de uma mulher trans para o serviço militar obrigatório e cobra providências do Ministério da Defesa diante do caso que gerou comoção nas redes sociais.

Belo Horizonte — A deputada federal Duda Salabert saiu em defesa de uma mulher trans de 18 anos convocada para o serviço militar obrigatório e classificou a medida como “um absurdo”. A parlamentar afirmou ter entrado em contato com o ministro da Defesa, José Múcio, para buscar uma solução que “corrija esse erro”.

O caso envolve Victória Mendes, que relatou nas redes sociais ter sido convocada após se apresentar no alistamento obrigatório ao completar 18 anos. Em vídeo divulgado por Salabert neste sábado (28), a jovem aparece chorando e demonstra medo diante da possibilidade de ingressar nas Forças Armadas.

“Fiz de tudo para que revertessem, mas escutei coisas que não queria ter escutado”, afirmou Victória. “Expliquei o fato de ser mulher trans, achei que era um direito nosso [ser dispensada]. Tô com muito medo do que vou ouvir lá dentro ou do que podem fazer comigo”, disse. “Vou estar totalmente insegura por quem eu sou. Minha vida vai ser um pesadelo”, completou.

No Brasil, a apresentação ao serviço militar é obrigatória para homens que completam 18 anos. A convocação pode ser feita pelo Exército, Marinha ou Aeronáutica, embora a maioria dos alistados acabe dispensada.

Até o momento, o Exército Brasileiro não se manifestou oficialmente sobre o caso.

Respostas de 14

  1. Tem que resolver logo isso, tornando o serviço militar voluntário para todo mundo. Não tem sentido ficar obrigando jovens no início da vida adulta a vir para as Forças Armadas somente para atender aos caprichos dos comandantes.

    1. Para de fazer papel de papagaio de PIrata, o serviço militar é obrigatório somente para voluntários. Ninguém serve se não for voluntário e outra falta vagas para os voluntários. vc deveria ser contra obrigar alguém se obrigado a votar.

      1. Ninguém é uma palavra muito forte e que facilmente leva a erros. Aqui na minha OM, localizada na capital de um estado do sul do país, mais de 60% do efetivo incorporado não foi voluntário.

        1. Pare de falar besteira jujuzinho! Em SP, por exemplo, de 40 militares incorporados, em um determinado quartel, apenas 3 queriam servir. E olha que eu vi quando o Cmt Cia perguntou aos incorporados. As FFAA já era, ninguém quer entrar e muitos querem sair.

      2. Acho que vc nao entendeu ou tem uma sériea deficiencia cogntiva…se algum dia vc realmente serviu, sabe que nesta época do ano nao existe ainda a convocacao p servir, e sim a apresentacao obrigatória ou o alistamento militar. foi isso que aconteceu. Para de lacrar

      3. Tu deve ser oficial no mimino para estar completamente alienado da realidade, o recruta ganha menos que um salário minimo, isso faz com que estados como São Paulo tenham baixa voluntariedade e mais, tenho 22 anos de serviço sei muito bem do que to falando, o recruta nao faz nada de util para sociedade so serve para realizar caprichos de gente que esta no exército a passeio.

  2. Ta querendo mídia, ninguém incorporou ela. Só se alistou e será dispensada. Será colocada numa sala separada, em horários diferentes da massa pra não sofrer constrangimento. Já já se candidata a vereadora e fala que sofreu na ditadura de bolsonaro. Vergonha desse país de gente oportunista! Faz O L, QE!

  3. Estamos num momento em que o absurdo virou o normal.

    Essa tal de deputada, por exemplo, se define como “mulher trans”, ou seja se sente uma mulher. Porém é casada com uma mulher biológica e o casal tem filhos naturais. Ora, se se sente mulher por que não se relacionou com um homem?

    Certa vez explicou que é uma “mulher trans” lésbica, portanto, só sente atraçâo sexual por mulheres?!

    Entenderam a jogada para faturar com a lacração?

    Um mundo de absurdos…

  4. Fala sério, provavelmente se alistou e ainda nao foi dispensada automaticamente, que so acontece depois de junho , qdo o sermil roda e faz as dispensas. Quer midia. Inclusive se ela tie-break nome social de mulher ja altera na hora no sermil

  5. O que fazer, nete caso? se dispensa do serviço militar é preconceito e discriminação, se convoca é um absurdo. Se for homem que se considera homem ou mulher pode ser convocado, se é uma mulher que se considera mulher ou homem também pode ser convocado.
    Esse pessoal precisa se decidir…

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