Carlos Fernández de Cossío afirma que Havana considera o cenário improvável, mas mantém as Forças Armadas em alerta diante da escalada de tensões com Washington.
O vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, afirmou neste domingo (22) que as Forças Armadas cubanas estão se preparando para a possibilidade de uma agressão militar dos Estados Unidos.
Em entrevista ao programa Meet the Press, da NBC News, o diplomata disse que o país mantém postura de alerta, ainda que considere improvável um ataque. “Nossas forças armadas estão sempre preparadas e, de fato, nestes dias estão se preparando para a possibilidade de uma agressão militar. Não acreditamos que seja provável, mas seria ingênuo não nos prepararmos”, declarou.
Segundo Fernández de Cossío, Havana não vê “nenhuma justificativa” para uma ação militar contra a ilha. Ele afirmou que Cuba é um país pacífico e não representa ameaça aos Estados Unidos.
Escalada de tensões
As relações entre Washington e Havana se deterioraram após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro. Na ocasião, o presidente americano Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio sinalizaram que Cuba poderia se tornar um novo alvo de intervenção militar. “Se eu vivesse em Havana e fizesse parte do governo, estaria preocupado”, afirmou Rubio à época.
Na semana passada, Trump voltou a endurecer o discurso e disse que seria uma “honra tomar a ilha caribenha e fazer com ela o que quisesse”. Reportagem do The New York Times afirmou que o governo americano condiciona qualquer negociação bilateral à saída do presidente cubano Miguel Díaz-Canel do poder.
Sobre essa possibilidade, o vice-ministro foi categórico: “A natureza do governo cubano, sua estrutura e seus integrantes não fazem parte de nenhuma negociação. Isso é algo que nenhum país soberano aceita negociar”.
Crise energética e sanções
Em janeiro, Trump assinou uma ordem executiva prevendo tarifas contra países que forneçam petróleo a Cuba, numa tentativa de agravar a crise econômica da ilha. A situação se intensificou após a interrupção do envio de combustível da Venezuela, levando a sucessivos apagões. Apenas em março, foram registrados três cortes generalizados de energia; o mais recente, no sábado (21), deixou mais de 10 milhões de pessoas sem eletricidade.
“O que está acontecendo é que os Estados Unidos estão ameaçando com medidas coercitivas os países que poderiam exportar combustível para Cuba, e essa é a razão pela qual não recebemos combustível há muito tempo”, afirmou Fernández de Cossío. “É extremamente grave, mas estamos agindo de forma proativa para enfrentar a situação. Esperamos que o combustível chegue de uma forma ou de outra e que esse boicote não seja sustentável indefinidamente”, acrescentou.
O vice-ministro reiterou que Cuba não busca confronto com Washington. “Não temos conflito com os Estados Unidos. Temos o direito e a necessidade de nos proteger, mas estamos dispostos a dialogar, a fazer negócios e a manter uma relação respeitosa — algo que, acredito, a maioria dos americanos apoiaria”, concluiu.
Respostas de 3
O cubano a pié, não tem alimentação, não tem salário, não tem motivação, não tem equipamentos, individuais ou coletivos, modernos, não confia em seus chefes, como vai aguentar meia hora de combate na ilha?
Pobre povo! Ditadura, de esquerda ou direita, mais cedo ou mais tarde será sua ruína. Não precisa matar homens e mulheres famintos, peguem os chefes, meia dúzia, e libertem esse povo da escravidão moderna.
Minha reação quando li o título deste post:
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
“És um brincante”…
por enquanto, o Velho da Orelha Riscada ganancioso so quer se apossar do petroleo da Venezuela, do Canada e do Ira. Tambem quer a groenlandia e Cuba, por ser guloso. De tanto querer, vai se ferrar.