Indicada para se tornar a primeira general do Exército, médica ressalta que promoção é resultado de 30 anos de carreira, cumprimento de requisitos e reconhecimento profissional
Indicada ao generalato pelo Alto Comando do Exército, a coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho pode entrar para a história como a primeira mulher a alcançar o posto de general de brigada no Exército Brasileiro. A promoção ainda depende de formalização, prevista para publicação no Diário Oficial da União no fim de março.
Pioneira entre as 290 profissionais de saúde que ingressaram na Força em 1996, quando o Exército abriu pela primeira vez o serviço militar feminino voluntário na área, Cláudia construiu uma trajetória de quase 30 anos em diferentes estados do país. Atualmente subdiretora do Hospital Militar de Área de Brasília, ela deve assumir a direção da unidade caso a promoção seja confirmada.
Em entrevista ao g1 DF, a coronel afirmou ter recebido a indicação com sentimento de reconhecimento profissional. “Me senti muito honrada e reconhecida. Não é um trabalho de um dia ou dois, são 30 anos dentro da Força”, disse.
Mérito acima de rótulos
Ao comentar o significado histórico da possível promoção, Cláudia fez questão de enfatizar que o avanço na carreira não está ligado ao gênero, mas ao desempenho e à trajetória construída ao longo do tempo.
“Eu não fui promovida porque sou mulher. Fui promovida por uma trajetória em que cumpri os requisitos. É um reconhecimento, é mérito ao trabalho”, afirmou à reportagem.
Caso confirmada, ela será a única mulher entre os novos generais e participará da tradicional cerimônia de entrega da espada, rito que simboliza o reconhecimento, a liderança e o compromisso dos oficiais que passam a integrar a cúpula do Exército.
Para a coronel, o novo posto representa mais responsabilidade — e não pressão. Segundo ela, a carreira militar prepara progressivamente o oficial para funções de maior complexidade, desde os primeiros cargos exercidos ainda como tenente.
Caminho histórico
Formada em medicina pela Universidade de Pernambuco e especializada em pediatria, Cláudia ingressou no Exército aos 27 anos. Inicialmente temporária, decidiu seguir carreira após se identificar com os valores e a cultura da instituição, que à época ainda era majoritariamente masculina.
Ao longo da carreira, serviu em estados como Rio de Janeiro, Rondônia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal. Para jovens que consideram seguir a profissão militar, ela deixa um conselho direto: acreditar na própria capacidade.
“A profissão militar é nobre e desafiadora. O Exército é composto por profissionais competentes, responsáveis e dedicados — atributos que não têm gênero”, afirmou na entrevista ao g1.
Respostas de 12
O exercito gosta de estar bem na fita
Gosta de pesquisa de opiniao publica como uma adolescente que conta as Curtidas de uma rede social.
Farao tudo para agradar o atual chefe. Isso que oficiais fazem, adulam chefes
A dra tem seus meritoe, claro, mas em 400 anos apenas agora uma mulher é promovida. Falta que faz um combate…
Nunca vi o us army, que tanto falam, lançar pesquisa de opiniao pública.
Mas eles estao la no irã hj mesmo
Ela pode falar o que quiser mais o dados não mentem, ninguém chega a Of General nas FFAA, com quase trinta anos de serviço. Só por esses dados pode ser extrair que ela esta dando carona e muita gente antiga. Geralmente se sai general com 35 anos de serviço. Ninguem esta colocando em duvida a capacidade dela. Mas é uma promoção para agradar lacrar. e por isso que as fFAA não tem credito com o povo, não vale apena perder tempo lendo uma reportagem dessa.
A promoção a generla de brigada costuma ser após 3o anos de formado e os oficiais de saú entram já como 1º tenente e não como aspirantes. A situação só seria contestável caso não hajam homens nas mesmas condições da mesma turma de formação.
Amigão ela é medica.
Difererente da linha bélica, ela teve que estudar 6 anos, pagando uma faculdade ou trabalhando e estudando, para entrar no exército.
O oficial de aman ganha tempo de serviço para estudar. 6 anos como estudante, contando tempo de serviço.
Os mortais primeiro se capacitam para depois entrar no mercado de trabalho e contar tempo de serviço.
Entao o tempo de serviço é diferente, pq ela nã teve esse mimo de ser estudante e contabilizar previdência.
Mas de tempo NO POSTO, ela tem o mesmo que um colega do IME, da AMAN, etc.
CARONA NENHUMA. Antiguidade no mesmo posto é data de promoção.
Sendo bem sincero, médico sofre. 8 anos de primeiro tenente e 9 de capitao só para o mimadinho da aman, que sequer entende o regulamento, não se sentir inferiorizado (como vc).
Carona nenhuma.
Pode ler o regulamento.
A General sofreu muito mais por conta dessa sua vaidade sem fundamento regulamentar
Não.
E o fato de ser esposa de um general é mera coincidência.
“Brasil, mostra sua cara…”.
É essa que é casada com um General?
Teve peso por ser esposa de General?
Fique tranquila, não tem nada haver com a agenda woke.
Você não foi promovida por ser mulher, a Ministra do STM não está lá por ser mulher e esposa de general, a loirinha lá do STM não entrou por ser amiga da Gleise, o general Ribeiro não será promovido a 4 estrelas pelo fato do PT querer colocar o primeiro 4 estrelas deste século e falar que foi o primeiro do exército (já tiveram 3 generais de exército negros).
Fique tranquila mulher que se você virar trans, será a primeira trans 3 estrelas.
Verdades difíceis de engolir…
Pq.nao promoveram as médicas coronéis da turma 97??? Ela e 98 deu rasteira
Não, você será promovida por ser esposa de General, essa é a pura verdade.
Nunca produziu nada como a maioria dos oficiais agora vai receber mas para nada produzir em dobro
Pq não promoveram a turma 97??