Reforço militar ocorre em meio à escalada de tensões no Estreito de Ormuz e amplia presença dos EUA na região, segundo autoridades americanas.
Washington — Os Estados Unidos decidiram ampliar sua presença militar no Oriente Médio com o envio de até três navios de guerra adicionais e cerca de 2.500 fuzileiros navais, segundo informações de autoridades americanas ouvidas pelo New York Times. As embarcações partiram da região do Indo-Pacífico em meio à escalada de ataques atribuídos ao Irã no Estreito de Ormuz.
Com o reforço, os militares se somarão a um contingente que já ultrapassa 50 mil soldados americanos na região. O movimento ocorre em um momento de tensão crescente e inclui ativos navais de grande porte, como o porta-aviões USS Abraham Lincoln, já deslocado para a área.
Fontes disseram ao Wall Street Journal que o secretário de Defesa Pete Hegseth autorizou um pedido do Comando Central dos EUA para o envio de um elemento de um grupo anfíbio de prontidão, acompanhado por uma Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais. Entre os meios mobilizados está o navio de assalto anfíbio USS Tripoli, baseado no Japão, que já segue em direção ao Oriente Médio. O Pentágono não comentou oficialmente a operação.
As Unidades Expedicionárias de Fuzileiros Navais (MEUs, na sigla em inglês) são forças de resposta rápida capazes de operar a partir do mar, executando missões que vão de assaltos anfíbios e operações especiais ao reforço da segurança de embaixadas, evacuações de civis e ações humanitárias.
De acordo com a Associated Press, embora o deslocamento represente um aumento expressivo de tropas, isso não indica necessariamente a iminência de uma operação terrestre. Um oficial americano, sob condição de anonimato, confirmou que elementos da 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais receberam ordens de deslocamento e que o USS Tripoli ainda está a mais de uma semana de navegação das águas próximas ao Irã.