Plano de Lula aposta em investimentos bilionários nas Forças Armadas e foco nas fronteiras

Imagem ilustrativa, gerada por IA

 

Estratégia do Planalto mira modernização militar, proteção da Amazônia e reaproximação com a caserna em meio a um cenário geopolítico instável.

 

O Palácio do Planalto já começou a desenhar a estratégia política para o próximo ciclo eleitoral, com atenção especial a um setor considerado sensível e estratégico: as Forças Armadas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende incorporar ao plano de governo uma proposta robusta de ampliação dos investimentos em Defesa, indo além da simples reposição ou manutenção de equipamentos.
A iniciativa ganha força diante do cenário internacional marcado por instabilidade e conflitos. Tensões persistentes no Leste Europeu e no Oriente Médio reforçaram, dentro do governo, a avaliação de que países sem capacidade própria de dissuasão ficam mais expostos a riscos externos. Nesse contexto, o investimento militar passa a ser apresentado como instrumento de proteção da soberania nacional e de resposta a um ambiente geopolítico cada vez mais volátil.

Segundo apuração da jornalista Juliana Rodrigues, do NSC Total, o Planalto aposta em um orçamento bilionário para reposicionar a relação com a caserna e reduzir ruídos institucionais. A estratégia envolve garantir fluxo financeiro contínuo para projetos considerados estratégicos, como o desenvolvimento de submarinos, a aquisição de caças e a modernização do Exército.

Ao reforçar a agenda de Defesa, Lula também busca neutralizar o discurso da oposição no meio militar e conquistar apoio interno por meio do estímulo ao desenvolvimento tecnológico e da valorização das carreiras. Em novembro do ano passado, o presidente sancionou a Lei Complementar 221, que retira cerca de R$ 30 bilhões do arcabouço fiscal até 2031, destinados especificamente ao reaparelhamento das Forças Armadas.

Outro eixo central do plano é a defesa das fronteiras e da Amazônia. O governo pretende mostrar ao eleitorado que os investimentos militares têm impacto direto na proteção das riquezas nacionais e na segurança cotidiana do país. A proposta prevê o uso intensivo de tecnologia e de tropas para ampliar a vigilância estratégica, combater crimes ambientais e o tráfico transnacional, além de reforçar a presença do Estado em áreas sensíveis do território.

A aposta é transformar o fortalecimento da Defesa em uma bandeira política capaz de dialogar tanto com a segurança nacional quanto com demandas internas por soberania e controle territorial.

Respostas de 29

    1. Não se ganha combate apenas com equipamentos.

      Cadê a valorização do pessoal? Cada vez mais há baixas

      Estão migrando para outros ramos.

  1. “O homem é um animal que anda sobre duas patas e é ingrato”.

    Estas verdadeiras palavras se enquadram perfeitamente quando se trata de militares. Tudo que for feito é pouco, é errado, é mentira, só acredito vendo, vendo mesmo assim não acredito etc. Enquanto um quer um Brasil soberano que possa se defender de agressões vindas do norte, outro quer receber os “invasores” com braços abertos.

    Se seremos subalternizados, não precisamos mais de FA. Oxalá possam deixar a FAB para servir de Uber para políticos e juizes. Então não haverá mais reclamações de salários.

    No início da década de 70, lia na escola uma cartilha cujo nome era ” o germe do comunismo” quem é desta época vai lembrar, hoje, bem que a cartilha poderia ser O Germe do legislativo, do judiciário, das mordomias, dos traidores da pátria.

  2. E as praças largadas a própria sorte pelo governo atual, pelos comandantes militares, e principalmente pelo falso Meçias Bolsotrevas, que em seu governo, sepultou a carreira das praças definitivamente, com uma quebra de paridade salarial jamais vista.

  3. E o salário? Vai aumentar?
    Se não aumentar não vai ter ninguém pra pilotar aeronaves e defender a fronteira, só vocação e amor não enche a barriga

    1. Verdade colega… Vocação… Amor… E patriotismo… Não enche barriga e não paga boletos… Os comandantes militares já não é de hoje que estão testando a tropa… Paciência tem limites… É preciso modernizar as mentes dos comandantes… Não adianta armamento e equipamento de ponta e recursos humanos totalmente desmotivados… Atualmente o governo finge que nos paga um salário e nós fingimos que trabalhamos… O nome disso… Reciprocidade…

    1. “Ao reforçar a agenda de Defesa, Lula também busca neutralizar o discurso da oposição no meio militar e conquistar apoio interno por meio do estímulo ao desenvolvimento tecnológico e da valorização das carreiras”.

      Um grande mentiroso….
      Deu Migalhas as Tropas…
      Sequer recebemos os mesmos Reajustes dos civis!
      2025 – 9%
      2026 – 5%

      Poderia, pelo menos, conceder estes 5% a partir de abril em isonomia com os civis!

  4. Praças! Sejamos unânimes, não vamos apoiar ninguém, ninguéimmmmmmm, ninguémmmmmmmmmmmmmmmmm,
    NINGUÉMMMMMMMMMMMMMMMMMM, essa deve ser a nossa postura. Não vamos apoiar ninguém, nem civil e nem militar. Nunca fizeram, nunca farão.

  5. por que humilham tanto os militares?
    tenente recebendo menos que um soldado pmdf.
    Vejam que a fonte e a mesma. Não me venha com essa de curso superior que isso e uma jogada.
    So humilhação. Ate bolsonaro foi traira com os militares, dando reajuste de 73% para general e esquecendo dos outros.

  6. O justo seria trabalhar três dias e folgar um, num total de dez folgas no mês, indenizável caso militar queira, sem contar finais de semana e feriados.

    Um vale peru e vale panetone não faria mal. Expediente de tal a tal hora, nenhum segundo a mais, também seria uma boa ideia, incentivando o guerreiro a trabalhar com mais afinco.
    As boas ideias estão aí, aproveitá-mo-las. Humildemente tenho que confessar não serem minhas, no entanto, o miserável é um gênio.

  7. Ano de eleição prometem de tudo, até valorizar o que eles mas querem destruir, as forças armadas. São mais de 30 anos sucateando, agora irão investir 800 bilhões, é mas uma mentira do desgoverno.
    Daqui a alguns dias irá dizer se reeleito fará uma nova reestruturação salarial, aumento de 100% e benefícios, acabando a eleição para tudo, de volta a realidade.

  8. Ninguem entende o porque os comandantes não escutam a tropa.
    Será que e de proposito ou fingem que esta tudo bem.
    Todos sabem o quanto os militares estão sem poder de compra, principalmente se observar os outros servidores publicos.
    Desapareceram de vez aqueles comandantes que davam um murro na mesa e brigavam por seus comandados.
    A liderança acabou? e isso?

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