O lado humano da trama golpista: o racha entre generais de quatro estrelas foi decidido pela ética profissional.
Uns escolheram servira a um grupo político, outros honraram o juramento à Constituição.
Conhecimento Reverso
Para entender o que separou os generais de quatro estrelas em 2022, é preciso mergulhar no que analistas militares e psicólogos sociais chamam de “o dilema do topo”: o momento em que a lealdade pessoal, a ideologia e o juramento à bandeira entram em colisão direta.
Segundo analistas, a decisão de Generais como Braga Netto e Augusto Heleno de avançar sobre a zona cinzenta da legalidade foi movida por uma percepção de “missão salvacionista”, onde o oficial passa a acreditar que o Exército é o tutor moral da nação e que a lei é um obstáculo menor diante de um suposto bem maior.
Esse fenômeno, conhecido como “vício de origem”, ocorre quando a carreira militar é tão politizada que o general deixa de servir ao Estado para servir a um projeto de poder específico.
Por outro lado, o que fez Freire Gomes e Baptista Júnior escolherem a legalidade, mesmo sob pesada pressão, foi o apego estrito à institucionalidade e ao profissionalismo.
Segundo analistas de defesa, para esses oficiais, a farda não é uma ferramenta política, mas um contrato sagrado com a Constituição. O aspecto humano aqui é o da resistência ao grupo: enquanto Braga Netto usava termos como “cagão” para desumanizar quem discordava, Freire Gomes e Baptista Júnior operaram sob o “isolamento dos justos”. Psicologicamente, eles priorizaram o legado histórico e a sobrevivência das Forças Armadas como instituição de Estado, entendendo que um golpe destruiria a reputação militar por gerações, transformando heróis em criminosos comuns perante a história.
A diferença profissional reside na interpretação da “ordem absurda”. Enquanto o grupo de Heleno e Braga Netto via na minuta golpista uma diretriz política a ser executada, os comandantes do Exército e da Aeronáutica aplicaram o filtro da legalidade militar: uma ordem só deve ser cumprida se for legal.
Ao ameaçar o presidente com voz de prisão, Freire Gomes rompeu a barreira da obediência cega, provando que a hierarquia militar termina onde começa o crime. Essa divisão criou um racha humano profundo, onde o silêncio de uns garantiu a liberdade de todos, enquanto a ambição de outros resultou no melancólico fim de carreiras que, até então, eram consideradas exemplares.
Conhecimento Reverso (Facebook) – Edição: Montedo.com
Respostas de 19
“apego estrito à institucionalidade e ao profissionalismo”
HAHAHAHAHA!
Peraí, deixa eu pegar um fôlego.
HAHAHAHAHA!
Gostei dessa. Conta agora a do papagaio.
Não foi bem assim: uns legalistas seguiram a constituição federal… Outros… Queriam poder… Dinheiro e mordomias… Os generais golpistas do falso Meçias Bolsotrevas… Foram seduzidos pelas promessas do falso Meçias… Se venderam pelo vil metal… Queriam no país uma fase de perpetuação no poder… Em uma fase em que as forças armadas gozavam de muito prestígio…
Só que agora todo esse prestígio foi para o brejo e o que sobrou foi um cenário de terra arrasada. A herança do governo Bolsonaro é de desunião, desprestígio, isolamento, falta de confiança e uma rachadura interna sem precedentes. Não sobrou nada, nem mesmo a dignidade.
O problema é a formação dos Of das FA. Muita vibração e pouca educação. Se tivessem o básico de Direito ao longo da carreira não tinham tentado golpe nenhum.
Apagaram minha postagem porquê?
Pq o Montedo é Bozolóide. Se falar que o MINTO dele é um canalha, ele apaga.
Mais eu não falei nada do Bolsonaro, eu só perguntei, se o Heleno na época, dos acampamentos na porta do quartel general, pedindo intervenção militar com Bolsonaro no poder, liderados pelos reformados e tias do ZAP, garantiou que o ladrão não iria subir a rampa, já estava com Alzheimer
Hahaha!!!
General Heleno e Braga Neto são dois grandes Patriotas, homens de honra!
Já os outros dois, são “MELANCIAS”, homens sem honra. sem dignidade.
É a minha opinião e ponto final!
vc já foi lá fazer uma visitinha de cortesia aos dois “patriotas” de goela? vai lá não fique perdendo tempo em redes sociais, faça aquilo que vc diz pregar, pegue em armas e lidere uma milicia de reformados e tias do zap, para libertar esses dois “patriotas”
Quando eu vejo essa pessoas defendendo que não respeita as Leis com a desculpa esfarrapada de defender as mesma Leis. vem na minha mente….que Maduro, Fidel. Mao, Che, Mussoline, Hitler, judas, também tiveram os seus defensores. Justifica que pessoas sem carater existem em todas as épocas.