Em meio a novos protestos em Teerã e ao reforço militar americano no Oriente Médio, Masoud Pezeshkian reage às pressões do governo de Donald Trump e rejeita qualquer imposição externa.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste sábado (21) que o país não vai “abaixar a cabeça” ou se submeter às pressões internacionais, especialmente às vindas dos Estados Unidos, no contexto das negociações sobre o programa nuclear. Essa declaração foi feita durante um discurso transmitido pela televisão estatal.
Pezeshkian disse que “as potências mundiais estão se alinhando para nos forçar a curvar a cabeça… mas não vamos, apesar de todos os problemas que estão criando para nós.”
A fala reflete um posicionamento firme diante da pressão diplomática e militar de Washington.
Militarização e ameaças
O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a dizer que está considerando um ataque militar limitado contra o Irã, buscando pressionar Teerã a aceitar um novo acordo nuclear — especialmente reduzindo ou controlando seu programa de enriquecimento de urânio sob supervisão internacional.
Washington vem reforçando sua presença militar no Oriente Médio, com grupos de porta-aviões, caças e apoio logístico. Essa mobilização é uma das maiores desde a invasão do Iraque em 2003, segundo análises internacionais.
Negociações nucleares
Apesar das tensões, ambos os lados continuam conversas indiretas sobre o programa nuclear, sem um acordo definitivo — e o Irã insiste que qualquer pacto seja justo e sem coerção militar.
Protestos e crise interna
No mesmo fim de semana das declarações, protestos voltaram a ocorrer em universidades e ruas de Teerã, com estudantes e civis expressando descontentamento tanto com o governo quanto com as condições internas — incluindo as consequências da repressão anterior a manifestações que deixou milhares de mortos, na avaliação de organizações de direitos humanos.
Esses protestos marcaram os 40 dias desde o ápice da repressão, um rito tradicional de lembrança na cultura iraniana.
Cenário é mais amplo
Especialistas alertam que um ataque militar dos EUA poderia levar a reações em cadeia, envolvendo países aliados do Irã como Rússia e China, além de aumentar o risco de conflito regional mais amplo. Esse cenário complicaria ainda mais as já tensas relações internacionais.
Uma resposta
Essa guerra já está demorando a acontecer!