Grupo que defende a independência da província de Alberta diz ter se reunido em Washington; iniciativa provoca reação negativa no Canadá
Um grupo separatista da província canadense de Alberta afirma ter realizado encontros em Washington para discutir apoio dos Estados Unidos a um eventual processo de independência da região, incluindo a adoção do dólar norte-americano e a criação de forças armadas próprias.
Conhecida como o “Texas do Canadá”, Canadá concentra parte significativa da produção de petróleo do país. O movimento é liderado pelo Alberta Prosperity Project, que pretende convocar ainda neste ano um referendo sobre a separação da província do restante do território canadense.
De acordo com reportagens do Financial Times e da NBC, representantes do grupo participaram de três reuniões com funcionários dos departamentos de Estado e do Tesouro dos EUA. As conversas teriam abordado os mecanismos de uma eventual ruptura institucional, incluindo a transição para o uso da moeda norte-americana e a criação de uma nova força militar. Uma quarta reunião estaria prevista para as próximas semanas.
Dennis Modry, cofundador do movimento, afirmou que as conversas foram “reconfortantes” para os defensores da soberania de Alberta, alegando que integrantes da administração norte-americana demonstraram apoio à ideia de a província se tornar um país independente.
A iniciativa, porém, gerou forte reação no Canadá. Uma pesquisa recente indica que a maioria dos canadenses considera as negociações do grupo com Washington equivalentes a um ato de “traição”.
O episódio ocorre em meio a um momento de tensão diplomática entre os dois países. Em discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, o primeiro-ministro canadense Mark Carney falou em uma “ruptura” da ordem mundial, interpretação vista como crítica indireta às políticas do presidente dos EUA, Donald Trump.
Trump tem sugerido repetidamente que o Canadá poderia se tornar o 51º estado norte-americano. Em 2025, o então primeiro-ministro Justin Trudeau afirmou que a ameaça era “real”, dizendo que os Estados Unidos estariam interessados em absorver os recursos canadenses.
Autoridades norte-americanas tentaram minimizar o alcance das reuniões, alegando que os encontros envolveram apenas funcionários de escalão inferior e não resultaram em compromissos formais. Um alto funcionário do Departamento de Estado afirmou que não há expectativa de novas reuniões.
Mesmo assim, ex-diplomatas ouvidos sob anonimato classificaram a iniciativa como “extremamente irresponsável”, alertando que o diálogo com grupos separatistas pode estimular instabilidade política e não atende aos interesses nacionais dos Estados Unidos.
Com ZAP.aeiou (Portugal)
Respostas de 3
É impressionante como todo lugar tem vira-lata.
Vira lata e viver sob domínio chinês e subjulgado por facções tipo cv, tcp..PCC…….Predeterminações do povo…Ninguém pode obrigar alguém a ficar casado, sem a sua vontade.
Se conseguirem a independencia, serao absorvidos pelos EUA, loucos por petroleo. No passado, os EUA se apossaram de mais da metade Mexico, por questoes economicas. Nao poupam ninguem. Lamentavel a atitude desses separatistas.