Sérgio ‘Navy’ Eyer descreve a brutalidade da guerra tecnológica na Ucrânia, missões sob ataque constante de drones, perdas recentes no front e a incerteza de lutar há meses sem receber pagamento.
Sérgio ‘Navy’ Eyer, brasileiro de 39 anos, ex-militar do Exército e ex-marinheiro mercante, relata que deixou a Ilha Grande (RJ) para lutar na guerra da Ucrânia por convicção moral, e não por aventura ou dinheiro. Segundo ele, não conseguiu permanecer no conforto do Brasil enquanto “um povo inteiro estava sendo esmagado” e sentiu que tinha o dever de ajudar. O depoimento foi dado ao jornalista Daniel Biasetto, de O Globo.
Incorporado inicialmente ao Batalhão 47 Magura, unidade de elite ucraniana, Navy descreve um treinamento extremo, com ênfase em medicina tática, já que todos os combatentes precisam saber salvar vidas sob fogo inimigo. Ele afirma que o conflito atual é marcado por uma guerra altamente tecnológica, dominada por enxames de drones, guerra eletrônica e robótica, em que um erro de segundos pode ser fatal.
O brasileiro participou da retomada de Kupiansk, considerada por ele a missão mais pesada até agora, com cinco dias de combate intenso sob artilharia pesada e ataques constantes de drones russos. Durante a operação, foi promovido a subcomandante da 2ª equipe do 4º Batalhão, relatando a derrubada de seis drones inimigos e a ausência de mortes em sua equipe, apesar de feridos.
Navy descreve uma rotina marcada por frio extremo, com temperaturas chegando a -20°C, dificuldade para banho, água congelada e risco permanente de minas terrestres escondidas pela neve. A alimentação é básica, e o salário varia entre R$ 15 mil e R$ 25 mil, valor que, segundo ele, não justifica o risco de vida sem a crença na causa ucraniana.
No plano político, ele classifica Vladimir Putin como um ditador que tenta apagar a Ucrânia como nação. Afirma que as tropas estrangeiras formam um “corpo unido” e que as perdas recentes — incluindo a morte de 16 soldados em uma base próxima — evidenciam a escalada do conflito, com avanço russo e uso massivo de drones.
Por fim, o combatente revela grave instabilidade financeira, relatando estar há cerca de três meses sem receber pagamento após mudança de batalhão. A falta de recursos levanta a possibilidade de retorno forçado ao Brasil, inclusive com a ideia de vender equipamentos para pagar a passagem. Mesmo com lesões no joelho e incertezas, Navy diz que continuará em missão, sustentado pela fé, pelo vínculo com a mãe e a filha, e pela esperança de sobreviver para contar sua história no futuro.
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Uma resposta
Quantos russos comunistas esse aí já matou? tudo em nome de deus, pátria e família, só quero ver quando ele morrer, só quero ver se a “família da direita conservadora, civíco-militar brasileira vai mandar uma coroa de flores, ornada com a bandeira yankee, e de israel?