Ex-aliados militares apontam personalismo e influência familiar como marcas do bolsonarismo
O general da reserva Paulo Chagas, antigo aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, faz uma crítica direta ao papel desempenhado pelo ex-mandatário e por seu entorno político desde a eleição de 2018.

Em publicação no X, Chagas contextualiza a ascensão de Bolsonaro como resultado de um momento de forte rejeição ao Partido dos Trabalhadores, após anos de crise política e escândalos de corrupção. Segundo ele, o então deputado federal, até então sem protagonismo nacional, acabou visto pelo eleitorado como a única alternativa viável para interromper o ciclo de governos petistas.

“Não tem tu, vai tu mesmo!”
O general descreve a chegada de Bolsonaro ao Palácio do Planalto como rápida e desproporcional à sua experiência e preparo para o cargo. Apesar disso, ressalta que o ex-presidente assumiu o governo cercado por quadros técnicos e políticos qualificados, capazes de conduzir a administração federal. Na avaliação de Chagas, esse contraste teria evidenciado o despreparo do próprio presidente diante de sua equipe.
“Em 2018, diante da angústia nacional causada pela desastrosa e criminosa gestão petista, o eleitorado viu em Jair Bolsonaro – até então um deputado do baixo clero – o único candidato capaz de romper o ciclo de revezamento da esquerda patrimonialista e corrupta no poder.
De forma meteórica, e sem a necessidade de atualização, Bolsonaro saiu do quase nada para o tudo, assumindo a liderança de uma equipe de altíssimo nível qualificada para governar o Brasil.” Paulo Chagas
Ao perceber essa fragilidade – afirma Chagas – Bolsonaro passou a enxergar como ameaça auxiliares e aliados que demonstravam autonomia, competência e capacidade de liderança. A partir desse momento, sustenta o general, o critério de lealdade pessoal teria se sobreposto à meritocracia, comprometendo a condução do governo e gerando conflitos internos recorrentes.
“Contudo, ao perceber o próprio despreparo para a função e que era o mais fraco daquele, passou a encarar como ameaça qualquer pessoa que, por sua competência e luz própria, não dependia dele para se manter em evidência.” Paulo Chagas
“Sentimento mesquinho”
A crítica se estende aos filhos do ex-presidente, apontados como atores políticos cuja projeção pública estaria diretamente vinculada à permanência do pai no centro do poder. Para Paulo Chagas, essa dinâmica teria consolidado uma lógica de autopreservação familiar e contribuído para a formação de um movimento político marcado pelo personalismo, o chamado bolsonarismo.
“Esse sentimento mesquinho — mais tarde assimilado por seus filhos, cuja política de sobrevivência depende da durabilidade do brilho paterno — cristalizou-se em uma espécie de síndrome que nunca mais o abandonou.” Paulo Chagas
O general afirma ainda que esse comportamento não foi episódico, mas se transformou em um padrão permanente, descrito como uma “síndrome” de desconfiança em relação a quadros independentes. Na sua avaliação, essa postura continua a produzir efeitos negativos no cenário político nacional.
Fim de ciclo
Segundo Chagas, Bolsonaro já não ocupa posição central no futuro político do país. Ainda assim, segundo ele, o ex-presidente, seus filhos e seus apoiadores não demonstrariam disposição para reconhecer o fim desse ciclo e abrir espaço para novas lideranças. Para o general, essa resistência revelaria falta de humildade e de grandeza política, com impactos diretos sobre a capacidade de renovação do campo conservador e sobre o debate público nacional.
“Hoje, mais do que ontem, essa sombra interfere no futuro da Nação, pois Jair já ficou para trás, mas, infelizmente, ele, os filhos e o bolsonarismo não têm humildade nem grandeza para ceder a vez para quem pode mais fazer que eles.” Paulo Chagas
Ex-aliados criticam intolerância, personalismo e radicalização
As críticas de Chagas a Bolsonaro se inserem em um conjunto mais amplo de manifestações feitas ao longo dos últimos anos, por generais que inicialmente apoiaram o ex-presidente, mas depois se afastaram de sua condução política.
O general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, que ocupou cargo estratégico no início do governo Bolsonaro, apontou reiteradamente o personalismo e a intolerância a quadros técnicos como fatores de desgaste da gestão. Santos Cruz criticou a influência do núcleo familiar do então presidente e afirmou que decisões passaram a ser tomadas com base em lealdade pessoal e alinhamento ideológico, e não em critérios profissionais — diagnóstico semelhante ao apresentado por Chagas ao mencionar a rejeição a pessoas que “brilhavam por luz própria”.

Outro ex-aliado que expressou críticas foi o general Hamilton Mourão, vice-presidente durante todo o mandato. Mesmo com postura mais cautelosa e institucional, Mourão fez declarações públicas sinalizando desconforto com a radicalização política, com ataques a instituições e com a atuação dos filhos do presidente. Diferentemente de Chagas, Mourão evitou análises diretas, mas reconheceu tensões internas e limitações na capacidade de articulação política do bolsonarismo.

O que diferencia Paulo Chagas dos demais é o tom mais duro e definitivo. Enquanto Santos Cruz e Mourão concentram suas críticas nos efeitos administrativos e institucionais do personalismo, Chagas avança para um julgamento mais amplo, ao afirmar que Bolsonaro “já ficou para trás” e que o bolsonarismo carece de humildade e grandeza para reconhecer o fim de um ciclo político.
Trata-se menos de uma crítica à gestão e mais de uma contestação à legitimidade do ex-presidente como liderança futura do campo conservador.
Em síntese, os ex-aliados convergem na avaliação de que o governo Bolsonaro pautou-se pela “lógica do confronto” e sofreu com centralização excessiva, influência familiar e dificuldade de conviver com lideranças autônomas, o que impediu a renovação interna.
Talvez o maior exemplo disso seja a tentativa de Bolsonaro de “ungir” o filho Flávio como seu sucessor no cenário político, alijando lideranças com capital eleitoral muito maior, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Respostas de 39
Está criticando porque não recebeu uma boquinha no governo do BOLSONARO, esse pessoal pensa somente no próprio rabo, a tropa e o povo brasileiro que se ***, desde que o seu esteja garantido.
Um cla que nao soma nada, so promoveu desordem e prejuizos ao Brasil. O bolsonarismo e uma doenca, ainda bem que o mais nefasto deles foi condenado e esta na PAPUDA, vai pra lata de lixo da historia.
ordem e progresso e o MST, pt, psol, pstu. republicanos, psd…filhos do Lula…Esse realmente são o progresso.
Excelente comentário 👏👏👏👏
Também acho. O bolsonarismo foi um desastre!
Só existem esses dois no universo?
Nem eles nem essa família de desvairados.
Lula, um semi-analfabeto é que é preparado para dar um rumo a este país. Tenha paciência!!!!
Bolsonaro teve acesso a estudo, mas não aprendeu nada.
O que ele sabe de economia, saúde, educação, diplomacia??
alalaooooooo! mas que caloooooooor! e vc ? oque sabe disso tudo ? nao sabe nada, frustradinho
O Falso Messias foi uma das piores escolhas que a naçao brasileira fez nos últimos anos. Pior presidente de todos os tempos.
Sigo o Gen Paulo Chagas no X e ao mesmo tempo que critica, acertadamente, o clã, tece loas a Van Hattem, Nikolas e outros. O bolsonarismo é tão sujo quanto a esquerda, aliás, superou os vermelhos em desfaçatez, agressividade, destruição de reputações e tudo de pior que sempre criticou, com total razão, nas práticas da esquerda. É a velha máxima do guru morfético deles: “usar as mesmas armas do inimigo”. Absolutamente tudo o que esses caras acusam – repito, com total razão – de fazer, eles fazem de forma descarada em com as mais irrascívieis alegações e motivações, sempre invertendo a realidade, adaptando-a às suas narrativas e objetivos. Jogam extremamente sujo, mentindo, desinformando, manipulando pesadamente, com a máquina de propaganda que montaram e que foi institucionalizada dentro dos recônditos do Planalto, chamada erroneamente de “Gabinete do Ódio”. Pois, o Gen Paulo Chagas e outros, mesmo criticando Bolsonaro, apoiam o bolsonarismo representado por figuras nefastas e perigosas como Nikolas. Que o político mineiro tem capital político e move massas é ponto pacífico, mas o faz pelo bem? NÃÃÃÃOOOO. Essa corja ataca e tenta destruir as Forças Armadas há anos e mesmo assim, homens de carreira exitosa os defendem? Qual a lógica disso? Nikolas é mais perigoso do que Bolsonaro atualmente, a caminhada é prova disso. É cercado pelo fanatismo, pela idolatria, há quem o compare a Jesus Cristo, pode isso Arnaldo? O cara usa e abusa da fé para seus objetivos de poder e é mais um que trabalha fortemente para outra nação, como toda a camarilha bolsonarista. Custo a crer que militares como o Gen Paulo Chagas não perceba isso. Ele foi candidato a governador do DF e isso pode explicar esse, digamos, apreço.
Mas então os generais sabendo De quem se tratava há tempos, correram para os braços dele? Alguns foram até condenados junto…
Falou mal do Bolsonaro aqui no Montedo já sei que é sargento QE cheio de dívidas e empréstimos e se for sargento/ subtenente de escola é gente sem o CHQAO portanto sem os 73% no contracheque kkkk e mais, quem é esse general? Um mero desconhecido cheio de diabetes e artrite kkk
Minha Continência “general”. escreveu pouco e contou muitas verdades. e elas doem no lombo dos recalcados. Triste fim de quem tem Políticos de estimação. Cuidem da saúde, da família e procurem o melhor para eles e você. a vida é curta para ficar de lamúrias.
E o que teu Messias fez? Motociatas? Bolsomimions e petistas são basicamente a mesma coisa.
Bolsonaro é igual aos bandidos de facção que comandam o crime de dentro da cadeia, exatamente o mesmo.
Disse tudo, Bozonaro é o pior de todos os políticos.
Quando o Comando do Exército irá tomar uma postura com esse senhor utilizando posto militar para manifestação política.
Por mais que reformados possam se manifestar politicamente, eles não podem usar postos. Esse posto não pertence a esse senhor, ele já está reformado ha mais de 20 anos e insiste em nos meter em discussões com suas ideias.
Alou exército!!!
Você cobrou essa postura na época do Pazuello e dos Coronéis e Generais golpistas?
Estava indo ate bem, mas quando falou de quadros Técnicos competentes derrapou feio.
Quem é esse general?
Quem é Jair? 😊
Reclama de patrimonialismo no Twitter e vai andar a cavalo no 1o RCG. A terra plana capota.
Esse senhor que é um General da reserva e o espelho das fFAA aos olhos do povo brasileiro. Instituição sem credito e respaldo social e um zero a esquerda. Eles são todos iguais ao Dutra puxa-saco de políticos corruptos.
Primeiro, as Forças Armadas não são uma instituiçõa, mas sim um conjunto delas. Segundo, fala tão mal delas, mas sem elas voc~e não seria nada. QE é um ser complicado, teve uma carreira sem concurso, viveu anos mamando nas tetas das Forças armadas, mas só reclama. Porque não deu a vaga para outro quando pôde?
Enquanto o fogo amigo age, da-lhe Master.
Jair Bolso Trevas traiu uma legião de eleitores, que votaram nessa nulidade para deputado. Infame, canalha, covarde! E o pior, estamos sem alguém que nos represente. em todas as esferas. Vergonha nacional!
Existem duas máximas que servem perfeitamente para os Bolsonaristas, a primeira é bíblica: – não joguem pérolas aos porcos; a segunda é uma fábula: – não bata tambor para doido dançar.
Elas servem, porque basta olhar como um Bolsonarista pensa, ou seja, é alguém deslocado da realidade.
Esse deslocamento vai desde cantar para pneu , passando por tentativa de contato com extraterrestres e acampamentos em frente a quartéis pedindo intervenção militar, ou seja, ditadura. A pergunta é: – onde DITADURA no mundo deu certo? E é aí que mora a ironia, pois a única ditadura, que se tem notícia, que teve algum êxito é a chinesa, e que é comandada pelo PARTIDO COMUNISTA CHINÊS, ou seja, um modelo antagônico ao modelo de ditaduras capitalistas fracassados mundo a fora, não que não haja ditadura de esquerda fracassada, pois basta ver Cuba, Coreia do Norte e Venezuela. A questão é que a chance de uma ditadura dar certo é tão pequeno que não vale a pena nem sair da cama para lutar por sua implantação. Mas quando a alienação domina a sensatez, o detraque acredita em tudo, pois para quem está se afogando jacaré é tronco, e serve como salvação.
Só que a falta de percepção da realidade brasileira não é só da direita, é generalizada, pois a grande maioria das população ainda acredita que o problema do país ou é da esquerda ou da direita, quando na verdade é de ambas.
Esquerda e direita é só um rótulo da mesma “embalagem”, pois corrupção existe em ambos os lados. Acreditar que o dia que a direita voltar ao poder o país vai melhorar é ser um completo detraque.
Para aqueles que são mais deslocados dessa ladainha DIREITA/ESQUERDA, basta digitar no Google a seguinte pergunta: – Quais foram os maiores esquemas de corrupção do Brasil?
Você verá lá políticos, empresários, funcionários públicos, militares e civis de todas as correntes políticas. A única coisa que os une não são questões partidárias (esquerda/direita), mas a etnia, ou seja, a corrupção de ontem e a de amanhã, no Brasil, será orquestrada e colocada em prática por HOMENS BRANCOS. Basta ver o Estado do RJ. Os últimos cinco governadores foram presos, todos homens brancos.
Se você não se convenceu vou te lembrar que José Dirceu é branco, Bolsonaro é branco, Lula é branco, Valdemar da Costa Neto é branco…, enfim a corrupção no Brasil só muda de sigla partidária, mas continua nas mesmas mãos. Talvez o maior exemplo da atualidade é a crise do Banco MASTER. Por acaso tem alguém envolvido nessa maracutaia que foge do perfil do homem branco?
Enfim, esse ano tem eleição, e se você está reclamando do preço do “leite” e vai votar no dono da vaca, acredite o problema é você.
Está na hora de mulher votar em mulher, preto em preto e quem sabe assim quebra o ciclo da corrupção dos homens brancos que nos domina e nos desgraça desde o nosso achamento.
O que falta no nosso país é consciência de classe. Aqui, a vaca vota no açougueiro. Além disso, pessoas vulneráveis, tanto econômica quanto intelectualmente, tendem a cair no conto do vigário e votar em “salvadores da pátria”. Os problemas sociais do Brasil são crônicos e não podem ser resolvidos por apenas uma pessoa. Não existem soluções simples para problemas complexos.
Os ladrões voltaram com força total a cena do crime e esse bando de esquerdófilos falando M***”.
Um gatuno foi solto e está acabando com o Brasil. O outro está preso por NÃO deixar a quadrilha roubar e nem dar dinheiro fácil para os Rouanets e Glob0$ta.
Os BOSTOLEX de plantão metendo o pau no preso pq não lhes deu um aumento de 73%.
Quando NÃO se ver pessoas indignadas com ROUBOS DE BILHÕES é pq o fundo do poço já está próximo.
VOTA NO PAINHO NOVAMENTE.
Me responda o seguinte: como votou Kassio Nunes sobre a anulação da condenação de Palocci? Como votou Kassio Nunes sobre a delação de Palocci que implicava Lula no Petrolão? Como votou Kassio Nunes sobre as mensagens hackeadas na Lava jato?
Quem indicou Kassio Nunes ao STF?
Para o gado é difícil entender destas coisas, nem desenhando adianta.
Cara! Nitidamente você nutre um amor platônico pelo pessoal aqui que não compartilha da mesma ideologia que você. Nem eu e nem ninguém aqui recebeu esse “aumento” que fala, na realidade o termo correto é reajuste, de 73%. Melhor ser ouvido por um psicólogo ou psiquiatra.