Acidente ocorreu na manhã deste sábado (17), em Guaratiba, na zona oeste do Rio; CENIPA foi acionado para investigar as causas.
A queda de um helicóptero na manhã deste sábado (17), em Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro, provocou a morte de três pessoas, entre elas o major aviador da Força Aérea Brasileira (FAB) Sérgio Nunes Miranda. A aeronave caiu em uma área de mata próxima ao cruzamento da Avenida Levy Neves com a Rua Tasso da Silveira.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a corporação foi acionada por volta das 9h55. As vítimas morreram ainda no local. Um solicitante relatou aos militares que viu o helicóptero descontrolado pouco antes da queda. As causas do acidente ainda são desconhecidas.

O major Sérgio Nunes Miranda era aviador da FAB e bastante ativo nas redes sociais, onde compartilhava registros de voos e falava sobre o Projeto Semeando o Amanhã, iniciativa social da qual era coordenador. A ONG atua no atendimento a crianças e famílias em situação de vulnerabilidade social da Comunidade do Guarda, no Rio de Janeiro. Amigos, familiares e colegas de farda prestaram homenagens nas redes sociais. “Há poucos dias eu estava contando para alguém como você me ensinou a escolher limão. E hoje recebo essa notícia”, escreveu uma amiga.
Outra vítima do acidente foi o capitão do Corpo de Bombeiros Lucas Silva Souza, que atuava como piloto do Grupamento de Operações Aéreas (GOA). Além da carreira militar, ele cursava Direito. Em nota oficial, o Corpo de Bombeiros destacou o profissionalismo, a ética e a dedicação do capitão à missão de salvar vidas.
O terceiro ocupante da aeronave era o instrutor de voo Diego Dantas Lima Morais, único civil entre os mortos. Ele trabalhava como piloto na empresa SkyRio, especializada em voos panorâmicos sobre pontos turísticos da capital fluminense, como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar.
Informações preliminares indicam que o helicóptero teria pousado no Aeroclube de Guaratiba para abastecimento e decolado pouco antes do acidente. Os corpos permanecem no local aguardando a perícia do Instituto Médico Legal (IML).
A Força Aérea Brasileira informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência. O trabalho inclui a coleta e confirmação de dados, preservação de evidências e análise inicial dos danos, etapas fundamentais para a apuração das causas da queda.