Malafaia se diz perseguido por Moraes após criticar comando do Exército

Silas Malafaia e Alto Comando

 

Ministro deu 15 dias ao pastor para explicar por que chamou generais de “cambada de frouxos, covardes e omissos”

Guilherme Grandi
O pastor Silas Malafaia afirmou estar sendo perseguido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, por ter feito críticas ao alto comando do Exército durante um protesto realizado em abril do ano passado em São Paulo. No final de 2025, ele foi intimado pelo magistrado a dar explicações sobre as falas.

Durante o protesto, ele chamou generais quatro estrelas da Força de “cambada de frouxos, covardes e omissos”, mas sem citar nomes. O ato foi convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para pressionar o Congresso a votar o projeto de lei da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

“O que tem a ver uma expressão de opinião em uma manifestação com fake news e milícia digital? Isso se chama liberdade de expressão, que Alexandre de Moraes transformou em crime de opinião com esse inquérito imoral e ilegal de fake news. Isso é perseguição política, é conluio”, afirmou Malafaia em entrevista à Folha de S. Paulo publicada nesta quarta (7).

Malafaia recebeu a intimação de Moraes no dia 23 de dezembro com um prazo de 15 dias para se explicar pelas críticas aos militares. Gonet enxergou nas falas do pastor uma suposta ligação com o chamado inquérito das fake news e das milícias digitais – aberto em 2019 e nunca concluído, o que vem sendo alvo de fortes críticas da sociedade.

O religioso negou qualquer ligação e afirmou que o processo deveria tramitar na primeira instância, e não no STF.

“Eu não tenho prerrogativa de função, que me mandasse, então, para a primeira instância”, pontuou.
A denúncia contra Malafaia foi apresentada no dia 18 de dezembro a partir de uma representação protocolada pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva. Segundo a acusação, Malafaia teria ofendido a dignidade e o decoro de integrantes do Alto Comando no protesto em São Paulo.

“Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos”, disse no alto de um carro de som no ato realizado na Avenida Paulista.

A Procuradoria entende que as declarações atingiram diretamente o comandante do Exército e os demais generais que compõem o Alto Comando. Paulo Gonet sustenta que Malafaia imputou falsamente o crime de prevaricação aos militares e reforçou a suposta ofensa ao divulgar o discurso nas redes sociais.

A posterior postagem nas redes sociais ultrapassou 300 mil visualizações, ampliando o alcance das declarações.
GAZETA DO POVO – Edição: Montedo.com

Respostas de 21

  1. Pessoal, parte pelo menos,prestem atenção o pessoal quer colocar o EB nesta. Se eu fosse da defesa do pastor pedia a confirmação de parte do EB e do Gen Mine, aí só Jesus…

  2. O cara é….. como muitos outros… reincidente em faltas dessa natureza….. que tentam desacreditar as ffaa só porque não aderiram as idéias do minto…
    fala demais depois chega na frente do capa preta vai dizer ” não foi bem isso que eu quis dizer …”

    1. E quais eram as ideias do minto? Uma hora, vc também será levado para um lugar seguro, sairá em segurança, como em 08 de janeiro de 2023.

    2. Paz do senhor, pastor Silas Maracutaia. Esse mercador da fé surfou na onda Bolsonarista, extorquiu seus fiéis ignorantes, ganhou barras de ouro do ministério da educação e foi guru espiritual do falso Meçias Bolsotrevas.

  3. Passamos pela pior fase de nossa história em termos de ameaça a soberania. O que poderemos fazer? NADA.

    Nosso país está tomado de traidores, inclusive passando segredos de estado para o inimigo. Militares da ativa, reserva, militares com mandato, políticos, cidadãos, esperam para se aliar aos agressores. Quando esse dia chegar, quero ter forças de empunhar o fuzil, não contra o inimigo externo mas contra os traidores.

    1. Quero acompanhar os comentários do Antigão (7 de janeiro de 2026 às 20:43) e do Anônimo (7 de janeiro de 2026 às 21:20) e pontuar algumas coisas. Imaginem o esforço hercúleo do nosso Comandante em conter o estrago causado pelos falsos e traidores dentro dos quartéis? Entretanto, reconheço que muitos militares se deixaram levar, outros foram doutrinados dentro de escolas como ECEME por traidores a serviço de interesses internacionais como Olavo e Gandra. O primeiro inoculou uma ideologia nefasta falsamente batizada de conservadorismo, semeou a discórdia e a desconfiança nos comandos, especialmente contra os Generais, invocando distorções e mentiras como o tal positivismo como sendo a base da mentalidade dos comandantes e, vinculando o positivismo à tecnocracia e esta ao comunismo. Assim como a descarada mentira de que o regime de 64 negociou com os comunistas a entrega da imprensa, educação e cultura em contrapartida do fim dos movimentos violentos e guerrilha. Defendeu que só uma ação militar seria capaz de eliminar o famigerado Foro de São Paulo e salvar o Brasil do comunismo. Mas como seria esta ação? outra coisa que ele defendia era a impossibilidade de punir o “sistema” dentro do “sistema”. Para bom entendedor, pingo é letra, defendia golpe militar, simples assim. Muitos acreditaram nisso e trabalharam para isso. O Gandra, sumidade reconhecida no direito, inventou uma letra da CF/88, no Art. 142, permitindo intervenção pontual em outros poderes e instituições. Defendia um tal poder moderador militar segundo o qual as FA teriam o poder de intervir em qualquer dos poderes para “manter a harmonia e a independência entre eles”. Na prática, consolidou-se a ideia de que as FA teriam poder de intervir no STF, afastando ministro A ou B, por exemplo. E o minto? Este pilantra politizou a caserna e corrompeu a muitos, quer pela corrupção moral, tentando reviver 1964 e consolidar a necessidade de uma nova contra-revolução, mas também corrompeu pelo poder. Sim, alguns militares se embebedaram do poder e da possibilidade de exercê-lo futuramente ou mesmo no presente. Senhores, passamos muito perto de uma tragédia sem precendentes não só para nossas Forças, mas para o Brasil, principalmente. Se o golpe tivesse sido concretizado, o caos seria inevitável, as FA estariam fatalmente rachadas, parte golpista, parte legalista e tendo que lidar com o caos. Sabe o que ocorreria? É só olhar para a Venezuela, mas seria pior, teríamos forças militares estrangeiras aqui a fim de “estabilizar” o país. Leia-se forças da OTAN ou mesmo diretamente dos EUA. Seria o fim do Brasil e das nossas FA, transformadas pelo minto, ao menos em parte – a que teria dado o golpe – em milícia do poder.

      1. “Detalhe”, Bolsonaro agiu exatamente como Hugo Chavez, de quem foi admirador até que o ditador venezuelando migrasse para um modelo comunista de governo. Chavez corrompeu o poder militar e transformou suas FA em milícias do governo, exatamente o que Bolsonaro tentou fazer.

        1. Foi sim, Bolsonaro criou a Força Nacional e ainda quis criar os Conselhos populares, como fazem os ambientalistas, saqueando nosso ouro e madeira e fazendo listas de espécies invasoras, só para ajudar nossa prosperidade.

      2. Falsos e traidores? Bom para vc é o rombo das estatais? Banco Master? Eleição sem auditoria? Já vistes uma carteira de trabalho alguma vez na vida?

  4. O pastor fanfarrão que diz que é formado em direito faltou há algumas aulas na faculdade, no código penal tem o artigo: No Código Penal: Art. 286, Parágrafo único: “Incorre na mesma pena quem incita, publicamente, animosidade entre as Forças Armadas, ou delas contra os poderes constitucionais, as instituições civis ou a sociedade” (Pena: detenção, de três a seis meses, ou multa).

    e a sorte dele é que o Procurador da Justiça Militar é um prevaricador e não quer trabalhar, pois ele pode ser enquadrado também pelo Código Penal Militar. Art. 155: “Incitar à desobediência, à indisciplina ou à prática de crime militar: Pena – reclusão, de dois a quatro anos”.

    1. Mas vc sabe dizer o que é “incitar”? E se o alto comando resolver fazer cumprir o que está na Lei? Quem nos defenderá do inimigo interno?

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