General que criou o plano “Punhal Verde e Amarelo” é condenado a 24 anos e 6 meses pelo STF

Punhal verde e amarelo sangrando

 

Moraes ironizou declaração de Mário Fernandes: “pensamento digitalizado com lançador de foguetes
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, nesta terça-feira (16), o general da reserva Mário Fernandes, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República, a 24 anos e seis meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado.

O ex-presidente Bolsonaro com o ex-comandante de Operações Especiais Mário Fernandes — Foto: Isac Nóbrega/Presidência

O militar foi condenado por cinco crimes, conforme a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR): organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano ao patrimônio da União e deterioração de bem tombado.

Além da pena de prisão, o STF determinou que Fernandes poderá perder o posto e a patente militar e deverá pagar 120 dias-multa, com valor diário equivalente a um salário mínimo.

Papel central na organização
De acordo com a decisão, o general teve papel central na organização criminosa, sendo responsável por coordenar as ações mais violentas do grupo. Durante interrogatório, ele admitiu ter elaborado o Plano Punhal Verde e Amarelo, que previa o assassinato de autoridades públicas, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Segundo a Corte, Mário Fernandes também atuou como interlocutor de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro que defendiam uma intervenção militar para impedir a posse do governo eleito.

Em seu voto, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que a responsabilidade do ex-secretário ficou “amplamente comprovada”, destacando que ele integrou a organização criminosa, promoveu de forma ostensiva a tentativa de golpe e chegou a buscar a antecipação das ações golpistas.

Ironia de Moraes
Ao comentar o interrogatório do general, Moraes afirmou que Fernandes deveria ter exercido o direito constitucional ao silêncio, em vez de alegar que o plano de assassinatos encontrado em seus arquivos era apenas um “pensamento digitalizado”.

“Às vezes, realmente, entendemos a importância do direito ao silêncio. É melhor pedir o direito ao silêncio do que dizer que se trata de um arquivo digital que nada mais retrata do que um pensamento que foi digitalizado”, afirmou o ministro.

Moraes também ironizou a justificativa apresentada pelo militar, dizendo que o episódio entraria para os “anais da literatura nacional”. “É mais uma, ministro Flávio Dino, para os anais da literatura nacional: o pensamento digitalizado com lançador de foguetes”, declarou.

Respostas de 13

  1. o brasil é a m… que é, graças a inúteis como você. Ao esconder o próprio nome, acha que suas palavras terão algum valor. Sem culhão!! Mas pelas suas palavras a certeza que fica é de ser um fracassado, parasita, buscando algo para alimentar seu ego destroçado pela vida.

    1. Eu falei em mito no meu comentário? Deve ser um QE à espera de um milagre para lhe promover à s Ten, que ficou indignado pois não recebeu nada na reforma. Tem de dar graças a deus por ter ficado no Exército graças a servir um Oficial.

  2. Eu sempre soube que o Exército era feito de embustes e lorotas, mas pensava que os Comandos e Forças Especiais fossem diferenciados.

    O cara arquitetou o golpe e ainda imprimiu no Planalto !!!!

    Kkkkkkkkkk

    1. Quem serviu sabe que o EB é um mundo de faz de conta. Quando o Bolsonaro se elegeu eu comentei com meus amigos que eles iam descobrir o que era o Exército.

    2. Mais um QE, frustrado por não ter o que nunca mereceu. Só vocês acreditam num golpe que sequer foi apresentado documento nos autos do processo!

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