Ex-assessor de Bolsonaro, Marcelo Câmara fez parte do chamado “núcleo 2”, segundo o STF
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, nesta terça-feira (16), Marcelo Câmara, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a 21 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado.
Câmara, que é coronel da reserva do Exército, foi condenado por cinco crimes apontados na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR):
- organização criminosa armada;
- tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- golpe de Estado;
- dano ao patrimônio da União; e
- deterioração de bem tombado.
De acordo com a decisão, Marcelo Câmara teve papel relevante na organização criminosa, sendo responsável por coordenar ações de monitoramento e planejamento de assassinatos de autoridades públicas, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Perda de posto e patente
Além da pena de prisão, o STF determinou que o réu poderá perder o posto e a patente militar e deverá pagar 120 dias-multa, com valor diário equivalente a um salário mínimo.
Condenados do “núcleo 2”
Além do coronel, a Primeira Turma do STF também condenou outros quatro réus do chamado “núcleo 2 da trama golpista”:
- Mário Fernandes, general da reserva do Exército;
- Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais de Jair Bolsonaro;
- Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF); e
- Marília de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça.